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terça-feira, 9 de julho de 2013

TCU VÊ IRREGULARIDADES NO PROGRAMA DO LEITE E QUER DEVOLUÇÃO DE R$ 52 MILHÕES AOS COFRES PÚBLICOS

O Tribunal de Contas da União (TCU) imputou a 34 empresas de laticínios com atuação na Paraíba e quatro ex-gestores da Fundação de Ação Comunitária (FAC) do governo do Estado débitos que somam R$ 52.107.942,51, em decorrência de irregularidades constatadas em auditoria no Programa Pão e Leite. Realizado em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) do governo federal, o programa foi alvo de investigações, comprovadas em auditoria, entre os anos de 2005 e 2010. Paralelo à decisão, o TCU decidiu pela abertura de processo individual para cada uma das 34 empresas arroladas no processo por terem sido 'solidárias' com os ex-gestores da FAC.

A auditoria aponta irregularidades na época das gestões dos ex-presidentes da FAC Gilmar Aureliano de Lima, Antônia Lúcia Navarro Braga, Francisca Denise Albuquerque de Oliveira e Vera Maria Nóbrega de Lucena. O TCU estabeleceu um prazo de 15 dias para que as empresas e ex-gestores apresentem defesa ou recolham aos cofres públicos o valor empregado de forma indevida.

Entre as principais irregularidades identificadas pela auditoria do TCU havia beneficiário do programa Bolsa Família como fornecedor de leite, empresas com controle total dos postos de distribuição, ausência de controle de qualidade do produto, beneficiários proprietários de veículos e ainda pessoas mortas como beneficiários. O órgão também identificou problemas legais na condução do programa como a utilização da modalidade de licitação em desacordo com o que está previsto na legislação, existência de produtores cadastrados sem possuir a Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP), obrigatória, segundo o MDS.

O programa Pão e Leite é voltado para fomentar a cadeia produtiva dos municípios, especialmente, os pequenos produtores de leite que fornecem o produto para as empresas de laticínios licitadas pelo programa. Mas na prática, não era isso o que ocorria. Além de, em algumas situações, a licitação não ter sido realizada, havia cadastrados sem as propriedades. “Encontramos agricultor cadastrado que não possuía uma única vaca”, revelou Lau Siqueira.

O público-alvo não só do leite, mas também do pão e o fubá, seriam famílias em situação de extrema vulnerabilidade, com renda per capita de até meio salário mínimo, composta por gestantes, crianças de seis meses a seis anos, idosos com mais de 60 anos. “No monitoramento realizado pela FAC nós descobrimos uma pessoa com 115 anos cadastrada e alguém recebia. O nome foi desligado do programa e as investigações serão feitas. No recadastramento que estamos fazendo já identificamos famílias que possuem carro na garagem enquanto outras em alta situação de vulnerabilidade, com todos os critérios para serem inseridas no programa, estavam sem acesso. Os casos que fogem ao que o MDS exige estão sendo imediatamente desligados”, frisou.

O relatório, assinado pelo ministro Valmir Campelo, do TCU, determina que em um prazo de até 180 dias o governo do Estado realize o recadastramento de todos os produtores rurais inscritos no Programa do Leite da Paraíba. A visita servirá para verificar se há atividade de pequeno agricultor e condições de fornecer leite para o programa, atendendo aos critérios do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

Constatada fraude generalizada

O ministro Valmir Campelo reforçou na conclusão do relatório que todas as etapas do programa Pão e Leite foram marcadas por irregularidades. “À guisa de conclusão, cabe reafirmar a ocorrência de fraude generalizada ao programa, tendo sido verificadas irregularidades graves em todas as etapas, ou seja, produção, processamento e distribuição do leite. Em grande parte, o leite era produzido e entregue aos laticínios por produtores que não poderiam estar inseridos no programa. As empresas, por sua vez, praticavam toda a sorte de irregularidades, desde o cadastro de produtores irregulares e inserção de 'fantasmas', até a adulteração e maquiagem da qualidade e do peso do produto, passando pela manipulação das quantidades informadas à FAC, o que acabava gerando pagamentos a maior tanto para os produtores como para as próprias empresas”, alegou.

Governo vai informatizar cadastros

O presidente da FAC, Lau Siqueira, reforçou que o cadastramento em todo o Estado deve ser concluído até outubro e vai coincidir com a introdução do cartão eletrônico para os beneficiários do programa.

“Na realidade, a responsabilidade de distribuição é da FAC e nós vamos assumir integralmente, diferente de outras épocas em que esse controle era feito pelos fornecedores”, disse.

A informatização será uma ferramenta importante para monitorar o cadastro dos beneficiários do programa Pão e Leite, as empresas de laticínios e os pequenos produtores de leite na Paraíba.

No dia 1º de agosto, o governador Ricardo Coutinho lançará o cartão 'Comer Bem'. Por meio de 'maquinetas' espalhadas pelos mais de 400 postos de distribuição do leite e os complementos pão e fubá, o governo pretende monitorar não só os dados, mas até o fluxo de distribuição e entrega desses itens. Em todo o Estado, existem mais de 5 mil produtores cadastrados e 128 mil beneficiários inseridos no sistema gerido pelo órgão. A capital é responsável por cerca de 16 mil cadastrados do total. O governo federal paga R$ 1,03 pelo litro do leite e o governo estadual complementa com mais R$ 0,15.

FONTE: JORNAL DA PARAÍBA. 
publicada em: 9/7/2013 às 8:07

ESTAÇÃO EXPERIMENTAL DE UMBUZEIRO É O BERÇO DO GIR LEITEIRO NO BRASIL

estação gir-umbuzeiro-emepa (1)Um trabalho aplaudido, copiado e reeditado em quase todo o Brasil. Assim é a pesquisa desenvolvida na Estação Experimental João Pessoa, no município de Umbuzeiro, que completou seus 90 anos de atuação no melhoramento genético com a raça bovina Gir leiteira.

Difícil encontrar um criador, um pecuarista, ou mesmo um estudioso dessa raça no Brasil, que não conheça o Gir leiteiro de Umbuzeiro. A estação foi responsável pela formação dos primeiros rebanhos em Estados como Piauí, Ceará, Pernambuco, Bahia e Minas Gerais, para onde foram levados os primeiros reprodutores e matrizes selecionados como produtores de leite.

A Estação de Umbuzeiro pertence à Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária (Emepa). A partir de 1985, passou a fazer parte do Programa Nacional de Melhoramento do Gir Leiteiro (PNMGL), realizado pela ABCGIl e Embrapa Gado de Leite, através da utilização do sêmen dos touros participantes do Teste de Progênie. A estação também contribuiu com material genético para melhoramento da raça através do reprodutor Friburgo Umbuzeiro, primeiro touro do Nordeste a ser provado pelo Teste de Progênie ABCGIL/Embrapa.

Com uma área de 305,6 hectares, a Estação possui vegetação nativa e capineira. Construída em blocos separados em encostas e apresentando grande beleza arquitetônica da unidade se tem uma visão especial e singular. Ao assumir a responsabilidade pela condução da estação, a Emepa preservou o conjunto arquitetônico e solicitou ao Instituto Histórico e Artístico da Paraíba o tombamento, onde foi incluída a imensa árvore “Jurema Branca”, da família das leguminosas, comum no Nordeste brasileiro, que se ergue há 100 anos ao lado das instalações.

Origem da raça – A raça Gir é originária das regiões Nimari e Malvi, na Índia. Foi introduzida no Brasil em meados de 1920 e 1930. Além de muito dócil, com aptidões para o leite e a carne, caracteriza-se por fácil adaptação ao meio e boa capacidade reprodutiva, mesmo em condições adversas.

De acordo com o pesquisador Paulo Roberto de Miranda Leite, três animais zebuínos (o touro Tietê e as vacas Bonina e Uburana) foram os responsáveis pelo núcleo inicial do plantel de Umbuzeiro. A partir daí, os animais atingiram alto grau de perfeição zootécnica, completa adaptação ao meio, perfeita caracterização racial, morfologia harmoniosa, aptidão econômica e elevado índice de fecundidade.

“Com essas características o Gir de Umbuzeiro se multiplicou e atingiu alto grau de perfeição zootécnica, despertando o interesse dos criadores em melhorar seus rebanhos na característica produção de leite, e hoje é referência em qualidade genética no Brasil”, declarou Paulo Roberto.

Projetos – Seguindo recomendação do Governo do Estado, a Emepa vem desenvolvendo projetos de transferência da genética Gir. O objetivo é melhorar o rebanho e estimular o desenvolvimento da bovinocultura leiteira, de médios e pequenos produtores.

A tecnologia para repassar a genética é feita via inseminação artificial, uma técnica hoje utilizada no mundo inteiro. Em parceria com a Emater, prefeituras e as associações de produtores o trabalho vem sendo desenvolvido nos municípios de Aroeiras, Gado Bravo, Natuba, Santa Cecília e Umbuzeiro.

A coordenadora do projeto de inseminação, Paula Fernanda Barbosa de Araújo Lemos, declarou que tudo começa com uma reunião entre os produtores dos municípios assistidos. “Depois é feita uma seleção e um cadastro e só depois partimos para as vistas às propriedades, quando então avaliamos a funcionalidade das instalações”.

Paula disse que cerca de 702 fêmeas mestiças foram inseminadas nos últimos meses. As fêmeas são previamente selecionados, passam por avaliações ginecológicas e exames de brucelose e tuberculose.

O projeto também prevê a capacitação de mão de obra por meio de cursos direcionados a produtores rurais e técnicos envolvidos nos trabalhos de pesquisa. No ano de 2012 cerca de 300 produtores rurais foram beneficiados pelo projeto de inseminação artificial em bovinos. No entanto, a meta para democratizar o patrimônio genético da empresa, segundo o presidente da Emepa, Manoel Duré, não é o número de produtores, mas o de animais inseminados.

“Nosso propósito é avançar mais nas pesquisas para que a Estação de Umbuzeiro continue sendo a referência do gado Gir Leiteiro no Brasil  e no atendimento aos criadores no que diz respeito à orientação técnica da pecuária de corte e leite do Nordeste”, afirmou Duré.

A raça Gir é uma das mais antigas e tradicionais seleções de Zebu leiteiro do Brasil. Essa raça é caracterizada, principalmente, pela facilidade de adaptação às condições climáticas do semiárido nordestino.

De acordo com o presidente da Emepa, Manoel Duré, os leilões são mais uma oportunidade para os criadores adquirirem animais de genética de excelência, selecionados pela empresa. Ele espera que haja uma efetiva participação dos criadores que já conhecem a seriedade dos trabalhos de melhoramento genético conduzidos nas estações experimentais por técnicos e pesquisadores da área.


Outras informações podem ser obtidas no site da Emepa (www.emepa.gov.br), ou pelos telefones (083) 2318-5503 e 3218-5486.

PLANO SAFRA: TOTAL DE RECURSOS É 18% MAIOR QUE O DA ÚLTIMA TEMPORADA

O total de recursos do Plano Agrícola e Pecuário 2013/2014 será 18% maior que o total disponível na temporada anterior, valor recorde já disponibilizado pelo governo federal. O novo Plano Safra foi anunciado nesta terça, dia 4, pela presidente Dilma Rousseff, pelo ministro da Agricultura, Antônio Andrade, e pela presidente da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu (PSD-TO).

Conforme já antecipado, serão disponibilizados R$ 136 bilhões em recursos. Desse total, R$ 97,6 bilhões serão destinados a financiamentos de custeio e comercialização e R$ 38,4 bilhões aos programas de investimento.

– Em todos os planos desde 2011, venho dizendo que, se os recursos forem gastos em todas as áreas previstas, não faltará recursos. Vamos complementar. Não olhamos para a agricultura como problema, mas como solução. Por isso, gastem e terão mais – disse a presidente, que enfatizou em seu discurso que o Brasil tem hoje uma das agriculturas mais produtivas, eficientes e competitivas do mundo.

Armazenagem

O grande destaque do lançamento do plano foram os R$ 25 bilhões destinados à logística e construção de novos armazéns privados no país nos próximos cinco anos. O ministro da Agricultura já havia adiantado, durante a Bahia Farm Show, que o novo plano daria prioridade à armazenagem. Do total de recursos destinados ao setor de armazenagem, R$ 5 bilhões serão liberados na temporada 2013/2014. O prazo para pagamento será de até 15 anos. O governo ainda investirá R$ 500 milhões para modernizar e dobrar a capacidade de armazenagem da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

– É um valor que corresponde a mais ou menos 65 milhões de toneladas. Nos vamos suprir toda a deficiência de armazenagem e colocar nos armazéns uma capacidade de safra igual a capacidade de producão – acrescentou o ministro.

A presidente Dilma também destacou a importância do investimento.

– Armazenagem é crucial. Temos condições de ter uma política agrícola com capacidade de armazenamento. Temos um setor privado dinâmico interessado na expansão do agronegócio e, de outro lado, temos os recursos que o Estado brasileiro tem condições de oferecer. Estão dadas as condições para que o setor privado se junte ao público e construa armazéns – apontou a presidente.

Redução de juros

Dos R$ 136 bilhões previstos para a nova safra, R$ 115,6 bilhões serão disponibilizados com taxas de juros controladas, o que representa um crescimento de 23% sobre os R$ 93,9 bilhões previstos na temporada 2012/2013. A taxa de juros anual média é de 5,5%, mas, para modalidades específicas, serão menores: 3,5% para programas voltados à aquisição de máquinas agrícolas, equipamentos de irrigação e estruturas de armazenagem; 4,5% ao médio produtor rural; e 5% para práticas sustentáveis.

Pelo Programa de Sustentação de Investimento (PSI-BK), para o financiamento de máquinas e equipamentos agrícolas, serão R$ 6 bilhões, enquanto que, para a agricultura irrigada, R$ 400 milhões.

Cooperativismo

Para o cooperativismo, R$ 5,3 bilhões estarão disponíveis pelos programas de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária (Prodecoop) e do e Capitalização de Cooperativas Agropecuárias (Procap-Agro). Também foram reduzidos os juros para capital de giro das cooperativas, de 9% para 6,5% ao ano.

Assistência Técnica e Extensão Rural

Durante a cerimônia, Antônio Andrade e Kátia Abreu destacaram a criação do Serviço Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural. O novo órgão servirá para qualificar as políticas de assistência técnica e extensão rural no país.

– A criação desse serviço é um marco significativo para o aumento da produção, da produtividade e do bem-estar do produtor brasileiro – disse o ministro da Agricultura, que citou ainda o Programa Inova Agro, que tem o objetivo de impulsionar a produtividade e a competitividade do agronegócio brasileiro por meio da inovação tecnológica.

Plano Safra do Semiárido

A presidente antecipou algumas medidas que fazem parte do Plano Safra do Semiárido, a ser lançado na próxima semana. O plano terá quatro pontos principais. O governo vai suspender a excussão de dívidas contratadas junto ao Banco do Nordeste (BNB) e demais instituições financeiras, até dezembro de 2014. Também irá conceder desconto de até 85% para liquidação das operações de crédito rural contratadas até 2006 com valor de até R$ 35 mil por mutuário com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) ou do Orçamento Geral da União.

– O Brasil pode e deve começar a fazer planos safra regionais. Nós vamos começar pelo Nordeste. Nos cabe agir para melhorar o impacto. Ele [o plano] complementa todas as ações da segurança hídrica que o governo federal tem tomado. A segurança hídrica tem que combinar com a segurança produtiva que pode e deve ser fornecida pelo plano safra – acrescentou.

O governo também deve lançar uma linha para composição de dívidas contratadas até 2006 cujo valor original era de até R$ 20 mil em até dez anos com recursos do FNE. A quarta medida será renegociar operações contratadas a partir de 2007 e que estavam inadimplentes em dezembro de 2011, para pagamento em até dez anos, com três anos de carência.

Médio produtor

O médio produtor também ganhou destaque no novo Plano Safra. Foram disponibilizados
R$ 13,2 bilhões pelo Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) para custeio, comercialização e investimento. O valor é 18,4% superior ao previsto na safra 2012/2013. Os limites de empréstimo para custeio passaram de R$ 500 mil para R$ 600 mil, enquanto os de investimento subiram de R$ 300 mil para R$ 350 mil.

Agricultura familiar

Dilma anunciou que, na quinta, dia 6, será lançado o Plano Safra da Agricultura Familiar e acrescentou que, a partir do plano de safra atual, os ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário irão atuar integrados. Ela citou como exemplo a Agência Nacional de Assistência Técnica (Anater), que será vinculada à Embrapa, mas atenderá aos dois ministérios.

Custeio

Já o limite de financiamento de custeio, por produtor, foi ampliado de R$ 800 mil para R$ 1 milhão. O financiamento destinado à modalidade de comercialização passou de R$ 1,6 milhão para R$ 2 milhões. Além desse crescimento, o contrato de custeio pode ser ampliado em até 45%, dependendo das condições de contratação ou de uso de determinadas práticas agropecuárias, como a adesão ao seguro agrícola ou a mecanismos de proteção de preços, a utilização do Sistema Plantio Direto, a comprovação de reservas legais e áreas de preservação permanente na propriedade e a adoção do sistema de identificação de origem.

Laboratórios Nacionais Agropecuários

Os seis Laboratórios Nacionais Agropecuários (Lanagros) devem ser ampliados, com recursos de R$ 120 milhões. O objetivo é garantir que as unidades sejam capazes de produzir diagnósticos mais rápidos e precisos sobre a qualidade dos produtos agropecuários produzidos e exportados pelo país.

– A concorrência do mercado internacional é crescente e extremamente agressiva e não nos permite ter lacunas ou insuficiência na nossa política de sanidade. Quanto mais transparente, firme e segura for a nossa sanidade agropecuária, melhor para os produtores e exportadores brasileiros. Com isso, evitamos constrangimentos que não têm a menor razão de ser nesta etapa do desenvolvimento do país – afirmou Dilma.

Quanto ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (o Sisbi-POA), será criada uma coordenação que garantirá a consolidação do sistema, facilitando o acesso dos estados e municípios ao Programa.

– Outra grande preocupação da defesa agropecuária será com a tipificação das carcaças bovinas, incentivando os produtores na melhoria e padronização da carne – explicou Antônio Andrade.

Rede de inovação tecnológica

Dilma também anunciou que o governo está criando uma rede de educação profissional e de inovação tecnológica, que envolve as universidades federais, as escolas técnicas, a Embrapa e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), gerido pela Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

– Iremos dar um grande reforço na formação técnica e profissional.

Seguro Rural e Programa ABC

O governo ainda elevou os valores da subvenção ao prêmio do seguro rural. Com isso, o valor passa de R$ 400 milhões para R$ 700 milhões. Desse total, 75% serão aplicados em regiões e produtos agrícolas prioritários, com subsídio de 60% do custo da importância segurada.


O novo Plano Safra contempla ainda o Programa Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC), que financia tecnologias que aumentam a produtividade com menor impacto ambiental. Os recursos do Programa ABC passaram de R$ 3,4 bilhões para R$ 4,5 bilhões. A expectativa é de que mais de 96 mil produtores sejam beneficiados.

CADASTRO AMBIENTAL RURAL AINDA DEPENDE DE DECRETO DO GOVERNO PARA ENTRAR EM VIGOR

No Brasil, mais de 5,2 milhões de imóveis rurais terão que ser registrados no CAR

Mais de 5,2 milhões de imóveis rurais do país terão que ser registrados no Cadastro Ambienta Rural. Mas para que esse cadastro entre em vigor ainda é preciso que o governo publique um decreto regulamentando
essa exigência prevista no novo Código Florestal.

O novo Código já completou um ano de existência, mas na prática nada mudou, já que essa regulamentação está parada em análise na Casa Civil. Isso porque o Ministério do Meio Ambiente acrescentou ao texto dois novos quesitos que desagradam os produtores rurais, o Comprovante de Regularidade Ambiental (CRAm) e o Plano de Recuperação de Área Alterada e Degradada (Prada).


Os produtores estão à espera da regulamentação de importantes pontos previstos no Código Florestal.

 – Nós estamos aguardando a publicação do decreto. Virá um decreto regulamentando o Programa de Regularização Ambiental (PRA) e uma instrução normativa, que vai indicar como será operado o Cadastro Ambiental Rural, que é feito previamente à regularização da propriedade – diz Rodrigo Justus, coordenador de Meio Ambiente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Caberá aos Estados e municípios abastecerem o Cadastro Nacional, que vai conter as informações de todos os mais de cinco milhões de imóveis rurais no país. Os agricultores familiares temem que a pouca estrutura comprometa o que está previsto em lei.  

– Nós sabemos que tanto os Estados quanto os municípios não têm equipes preparadas, não têm equipes contratadas suficientemente para dar conta de fazermos em dois anos, pelo menos, os 4,3 milhões de propriedades dos nossos agricultores familiares – relata Antoninho Rovaris, secretário Meio Ambiente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag).

A regulamentação ainda não saiu porque o texto elaborado pelo Ministério do Meio Ambiente acrescentou o CRAm e o Prada.

– Vamos colocar uma hipótese, o produtor quer recuperar com 10 espécies. O órgão ambiental, então, quer saber quais são essas espécies que ele vai utilizar. Isso é o que eles chamam de Prada, que é um dispositivo eletrônico, é uma página no sistema que o produtor preenche. O órgão ambiental, depois, conferindo essas informações, emite um certificado, nada mais do que isso, algo feito pele internet, que não exige tempo de análise, não exige esforço de deslocamento, é uma simplificação para que o produtor possa dormir tranquilo – explica Paulo Guilherme Cabral, secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do Ministério do Meio Ambiente.

Produtores rurais e parlamentares são contra o acréscimo desses pontos. O descontentamento já foi levado à ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e a decisão final caberá à Casa Civil.

– Contestamos dois pontos que eles haviam colocado e nós manifestamos a ela que isso aí não seria interessante estar na lei, que é o certificado de Regularidade Ambiental, o CRAM, e também um outro item chamado Prada. Está fora daquilo que a lei 12.651, que foi votada na Câmara e no Senado e sancionada pela presidente, preconiza. Portanto, nós queremos o decreto sim, mas sem esses dois artigos – diz o deputado federal Luis Carlos Heinze.

– Todas as chamadas burocracias que forem colocadas a mais aos nossos agricultores efetivamente pode emperrar esse processo, consequentemente, eu não entendo qual é a necessidade de esses outros dois instrumentos, sabendo que um agricultor ao se cadastrar no CAR e fazendo, se necessária, sua regularização ambiental, ele estaria, digamos, regular perante o Código Florestal, perante o Estado brasileiro – fala Antoninho Rovarsi.


– Tem toda uma dúvida em relação ao Certificado de Regularização Ambiental, há um boato de que o governo não teria condição de expedir esse certificado de regularidade a todos esses imóveis. Então existe uma certa apreensão por parte dos produtores, de que forma isso vai ser operado pelo governo, órgão federal e estaduais – relata Rodrigo Justus.

COMISSÃO APROVA INFORMAÇÃO SOBRE AGROTÓXICO EM RÓTULO DE ALIMENTOS

Fabricantes também devem comunicar a existência componentes de origem animal nos produtos, medida que irá agradar os vegetarianos

A Comissão de Defesa do Consumidor aprovou, nesta semana, o Projeto de Lei 6448/09, do deputado
Sarney Filho (PV-MA), que obriga as indústrias de alimentos a incluírem nos rótulos informações sobre todos os tipos de agrotóxicos, medicamentos e substâncias similares empregados na fabricação dos produtos de origem vegetal e animal colocados à venda.

O relator na comissão, deputado Ricardo Izar (PSD-SP), ressaltou que os produtos alimentícios estão relacionados diretamente com a saúde, e o direito à informação é um dos direitos básicos do consumidor.

– Nada mais justo que o cliente seja informado sobre quais substâncias está consumindo juntamente com o produto que adquire – declarou.

O projeto havia sido rejeitado pela Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio, sob a alegação de que seria economicamente inviável prestar as informações. Para Izar, no entanto, essas dificuldades precisam ser superadas.

O texto aprovado é um substitutivo do relator, que acatou o voto em separado do deputado Aureo (PRTB-RJ). Uma das emendas acrescentadas ao texto original inclui a necessidade de os fabricantes informarem ao cidadão a existência de algum componente de origem animal nos produtos.

– O motivo é para informar ao grande público vegetariano sobre a eventual existência de componentes de origem animal nos alimentos – explicou Izar.

Se os produtos forem vendidos a granel ou in natura diretamente ao consumidor, as informações deverão constar nos recipientes e nos documentos fiscais. Quanto aos produtos de origem animal, são obrigatórios dados sobre os medicamentos utilizados.


O projeto será analisado ainda pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), antes de seguir para o plenário. Como duas comissões divergiram sobre o mérito, o texto perdeu o caráter conclusivo de sua tramitação.

GOIÁS É O PRIMEIRO ESTADO A ADAPTAR LEIS ESTADUAIS AO NOVO CÓDIGO FLORESTAL

Ministério do Meio Ambiente espera que o documento sirva de exemplo para outras regiões do país; projeto ainda precisa ser sancionado pelo governador Marconi Perillo

Goiás foi o primeiro Estado a criar um novo Código Florestal depois da regulamentação da lei nacional no país. O Ministério do Meio Ambiente (MMA) espera que o documento sirva de exemplo para outras regiões do país. Um fórum para discutir possíveis ajustes foi formado por  representantes do governo estadual, membros de universidades goianas e entidades ligadas à agricultura e ao meio ambiente.

O código de Goiás altera a política de reflorestamento do Estado. A lei já foi encaminhada para o governador Marconi Perillo e pode ser sancionada ainda neste mês. O texto, aprovado na Assembleia Legislativa de Goiás, por 37 votos a 1, foi baseado no novo Código Florestal brasileiro e torna obrigatórios o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e o Programa de Regularização Ambiental (PRA).

– Aprovado o código em Brasília, havia necessidade de regulamentar o do Estado. Nós vivíamos uma situação de insegurança jurídica, com uma legislação aprovada na década de 1990 que não correspondia mais com as necessidades do momento. O novo código veio regulamentar todas essas situações para dar garantia e segurança tanto para quem utiliza a terra, o produtor rural, como para os órgãos do governo – ressalta o deputado estadual Francisco Junior (PSD).

A iniciativa do governo foi apreciada pelo setor, já que, de acordo a legislação anterior, 80% dos produtores estariam em condição irregular. A representante da Federação de Agricultura (Faeg) Jordana Gabriel Sara Giardello explica que tanto os produtores como os fiscais não sabiam se baseavam as ações no código estadual ou no federal, o que dava margem para erros.

De acordo com a proposta de Goiás, a partir de agora, as reservas legais desmatadas até julho de 2008 podem ser recompostas, regeneradas ou compensadas em outros Estados onde haja o mesmo bioma, em um prazo de até 20 anos, sendo que o produtor pode usar em 50% da área espécies de plantas exóticas.

As regras para as Áreas de Preservação Permanente (APPs) também foram alteradas. Para as consolidadas, a recomposição mínima varia de cinco a 20 metros da margem, dependendo do número de módulos fiscais. Já para as não consolidadas, varia de 30 a 500 metros, de acordo com a largura do leito dos rios. Para o deputado estadual Major Araújo (PRB), único a votar contra o projeto, a política de reflorestamento não atende a comunidade ambiental do Estado.

– Se você desmata aqui, você vai recompor em outro Estado, e será que vai recompor? Quem vai fiscalizar isso? Goiás vai lá em outro Estado fiscalizar? No código antigo, tínhamos  preservação da mata ciliar conforme a largura dos rios, no código que foi aprovado agora, nós vamos reduzir isso para cinco metros, que já é menos do que o mínimo que era aplicado.

Para o MMA, todos os Estados devem seguir o mesmo exemplo de Goiás e criar uma legislação que esteja de acordo com a nacional.

– Muitos produtores têm propriedades em mais de um Estado, então vai ser necessário que a gente tenha um acompanhamento por parte dos produtores, como das entidades de meio ambiente, para que isso seja estabelecido de comum de acordo e não haja mais conflito – ressalta o secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do MMA, Guilherme Cabral.

O deputado Bruno Peixoto (PMDB) disse que houve consenso entre oposição, governo, ruralistas e ambientalistas. De acordo com ele, houve avanços no debate sobre a matéria, como a criação do fórum permanente de discussão sobre o meio ambiente.

– Gostaríamos que houvesse mais avanços, mas não foi possível. Quem ganha com este acordo é o meio ambiente e a produção sustentável. Não é o que gostaríamos, mas avançamos. O fórum permanente é um ponto positivo, um grande ganho ao Estado. Os projetos darão melhores condições para o meio ambiente – afirmou o peemedebista.

O deputado Mauro Rubem (PT) afirmou, ao encaminhar voto de sua bancada, que as emendas ao projeto de lei trouxeram inovações significativas, com destaque às mudanças dos critérios sobre as APPs e a aplicação da Reserva Legal. De acordo com ele, apesar do avanço, é preciso refletir sobre o modelo de produção agrícola no país.


– Essa matéria sofreu alterações importantes. Entendemos que toda Reserva Legal extrapropriedade não pode ser averbada em outro Estado. É uma alteração proposta nesta Casa. As APPs passam a levar em consideração não apenas o leito regular, mas o período de inundações. O fórum permanente é importante. Quem lida no campo não vai conseguir fazê-lo se não houver mudança de produção. Reconheço que o Código Florestal nacional, votado durante o governo de meu partido, representou um retrocesso e nos tornou presos à tecnologia externa. Isso, eu reconheço.

EMPRESAS RURAIS TERÃO DESCONTO NA COMPRA DE EQUIPAMENTOS PARA AGRICULTURA IRRIGADA

A REDUÇÃO É GARANTIDA PELO REGIME ESPECIAL DE INCENTIVOS PARA O DESENVOLVIMENTO DA INFRAESTRUTURA (REIDI)

Os empresários do meio rural que desejam investir na agricultura irrigada podem adquirir equipamentos, serviços e materiais com desconto de até 9,25%. A redução é garantida pelo Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (Reidi).
 
O desconto é resultado da suspensão da exigência das contribuições do PIS/Pasep (1,65%) e Cofins
(7,6%). No setor agrícola, podem aderir ao benefício do Governo Federal projetos de irrigação em áreas a partir de cinco hectares. O analista de Infraestrutura da Secretaria Nacional de Irrigação do Ministério da Integração Nacional (Senir/MI), ressalta que a desoneração vale tanto para novos projetos quanto para ampliação e modernização dos já existentes.

– Com este benefício o produtor poderá ampliar a área irrigada em praticamente 10%, sem ter que fazer nenhum outro investimento; apenas com a desoneração

Criado em 2007, pela Lei n° 11.488, o Reidi é um instrumento importante para o fortalecimento da agricultura irrigada no país.

– O aumento do número de projetos estimula a fabricação de mais equipamentos, o que gera mais emprego, mais produção agrícola e mais renda, além de contribuir para redução da pressão inflacionária.


Os produtores rurais, pessoa jurídica, interessados em aderir ao Reidi devem encaminhar a solicitação de enquadramento no regime e o escopo do projeto à Secretaria Nacional de Irrigação.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

AUDIÊNCIA PÚBLICA DEBATE ALTA MORTALIDADE DE ABELHAS DEVIDO AO USO DE AGROTÓXICOS

Projeto prevê suspensão da medida que proíbe a pulverização aérea de agrotóxicos neonicotinoides, em vigor no país desde 2012.

BORIS ROESSLEREspecialistas debateram nesta quinta, dia 4, em audiência pública promovida pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, na Câmara dos Deputados, alternativas para aplicar agrotóxicos em determinadas culturas sem prejudicar a vida das abelhas. O problema vem sendo estudado no Brasil há pelo menos quatro anos. A audiência ocorreu a pedido do deputado Antônio Roberto (PV-MG).

Representantes de apicultores e do Ministério do Meio Ambiente relataram casos de mortalidade e apontaram como maior culpado o uso de agrotóxicos neonicotinoides. Há suspeitas de que a substância seja fatal às abelhas ou provoque lesões como a perda de orientação no espaço ou de olfato.

Desde 2012 o Ibama e o Ministério da Agricultura estabeleceram regras para o uso de pesticidas à base dessa substância. Na Europa, produtos com neonicotinoides estão proibidos devido aos riscos que causam ao sistema nervoso de insetos polinizadores, o que restringe a área de atuação da espécie e, assim, o rendimento de diversas culturas.

– Abelhas saem e não voltam para as colmeias porque perdem a orientação. Ou não encontram as flores a serem polinizadas porque não têm olfato – explicou o presidente da Confederação Brasileira de Apicultura (CBA), José Cunha, representante de 350 mil apicultores. Segundo ele, não há um número exato de mortes no Brasil, mas o fenômeno é mundial.

No país, ficou proibida a pulverização aérea de agrotóxicos neonicotinoides que contenham os ingredientes ativos Imidacloprido, Tiametoxam, Clotianidina ou Fipronil. Um projeto de decreto legislativo (PDC 809/12), no entanto, prevê a suspensão da medida, prevista em decisão do Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

O PDC está pronto para análise da Comissão e recebeu parecer pela aprovação do deputado Duarte Nogueira (PSDB-SP). O deputado Antônio Roberto, no entanto, adiantou que, quando a proposta chegar à Comissão de Meio Ambiente, trabalhará por sua rejeição.

O argumento de Duarte Nogueira é de que o Ibama extrapolou suas atribuições legislativas e que a medida pode causar prejuízos ao país. O coordenador-geral de Avaliação e Controle de Substâncias Químicas do Ibama, Márcio Freitas, porém, rebateu dizendo que cabe ao Ibama regular agrotóxicos. Ele disse ainda que, em resposta às demandas dos produtores, o instituto flexibilizou a regra, permitindo a pulverização dos agrotóxicos nas culturas de soja, cana, trigo e arroz fora da floração, caso não haja outra alternativa disponível e viável. Somente as lavouras de algodão podem ser pulverizadas.

– Não temos nada contra a aplicação aérea, mas dizer que ela é segura é complicado. A gente sabe que não há controle sobre toda a aplicação aérea no país – destacou Márcio Freitas. Na avaliação do coordenador, faltam regulações claras, o que teria levado, em maio deste ano, em Rio Verde (GO), um avião a pulverizar em cima de uma escola, intoxicando 42 crianças.

– A soja é um dos produtos que necessita do uso de agrotóxicos. Se nós utilizarmos uma ou duas substâncias, logo haverá uma resistência e as pragas não serão controladas – alerta o chefe-geral do Centro Nacional de Pesquisa de Soja da Embrapa, Alexandre José Cattelan.

– O que nós vemos é que o governo reagiu em estudos baseados no Sudeste do país. Mas o Centro-Oeste, que tem a maior produção de soja do Brasil, seria extremamente prejudicado – aponta o diretor executivo da Aprosoja, Fabrício Rosa.

Segundo especialistas, o Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo, com a utilização de 300 mil toneladas por ano. Por isso, é cada vez mais importante aprofundar os estudos, para que o uso de determinados produtos não causem riscos a biodiversidade do país.

– Não somos apenas o maior consumidor do mundo, como temos uma biodiversidade nativa que ainda não foi estudada e catalogada, e que sofre os efeitos desses agrotóxicos, já que a substância atinge áreas nativas – acrescenta Maria Cecília.

Para o Ibama, o primeiro passo para se tomar uma decisão em relação à restrição do produto é a conclusão desses estudos.

– Para que tomemos uma decisão no sentido de restringir esse produto, precisamos concluir nossos estudos. Esses produtos não só causam a morte das abelhas, mas também uma desorientação. Por isso, ainda há dúvidas de qual a dose, como isso acontece. Os estudos que estão acontecendo são estudos novos que antes não eram realizados – opina Márcio Freitas.

Abelhas são responsáveis pela polinização de 70% das culturas

As abelhas, principalmente as silvestres, são responsáveis pela polinização de cerca de 70% das culturas,que respondem por 90% da oferta global de alimentos. A mortandade desses foi batizada de Colony Collapse Disorder (CCD) e identificada inicialmente nos Estados Unidos, no inverno no fim de 2006, quando apicultores relataram perdas de 30% a 90% de suas colmeias.

– Cerca de 90% da comida consumida no mundo vem da polinização e cerca de 43% são polinizadas por espécies de abelhas. Apesar de algumas plantas não dependerem da polinização específica para a reprodução, elas são beneficiadas por esses insetos – ressalta a pesquisadora da Universidade Federal da Bahia, Maria Cecília de Lima e Sá de Alencar Rocha.

De acordo com a CBA, a agroindústria tem ganho de 20% em sua produção em função da polinização natural de abelhas e aves. Em termos globais, os serviços de polinização prestados pelas abelhas no ecossistema ou nos sistemas agrícolas são avaliados em US$ 54 bilhões por ano.


Fonte: CANAL RURAL E AGÊNCIA CÂMARA

GOVERNO ANUNCIA R$ 7 BILHÕES DE INVESTIMENTOS NO PRIMEIRO PLANO SAFRA SEMIÁRIDO

O foco é a agricultura familiar – que está em 95% de 1,6 milhão de estabelecimentos agropecuários dos municípios.
Roberto Stuckert Filho/PRFoi anunciada nesta quinta, dia 4, uma série de medidas especiais para o fortalecimento da produção agrícola e pecuária e convivência com a estiagem. Segundo o governo, o objetivo do Plano Safra Semiárido é garantir segurança, impulsionando sistemas de produção adaptados à realidade do clima da região. O foco é a agricultura familiar – que está em 95% de 1,6 milhão de estabelecimentos agropecuários dos municípios. A presidente Dilma Rousseff exaltou as iniciativas:

– Começamos a construir hoje uma política permanente para mudarmos estruturalmente a nossa capacidade de conviver com a seca.

Uma das principais medida do Plano Safra do Semiárido é a suspensão das execuções das dívidas dos produtores da região até o fim do ano que vem. No total, serão investidos R$ 7 bilhões para o Plano Safra do Semiárido, através de ações estruturantes. Deste valor, são R$ 4 bilhões para a agricultura familiar e R$ 3 bilhões para médios e grandes produtores.
Com medidas que facilitam o acesso ao crédito, a ideia do governo é aumentar o acesso aos programas de compras públicas, fazendo aumentar os preços de garantia de importantes produtos da região. O Plano Safra do Semiárido ainda cria uma nova modalidade para o Programa de Aquisição de Alimentos na região e apresenta novidades nos seguros para a agricultura familiar, como exaltou o ministro Pepe Vargas.

– Queremos um desenvolvimento rural sustentável, durável e pleno.

Dilma afirmou é necessário aprender a "conviver" com a seca do Semiárido. De acordo com ela, é fundamental uma ação conjunta das diversas esferas do poder para lidar com essa situação.

– A seca pode ser perfeitamente controlada e, portanto, nós podemos com ela conviver. Para isso é preciso determinação e vontade política e ação conjunta. Aqui houve ação conjunta.

Citando a atual seca que atinge alguns Estados do Nordeste brasileiro, a pior dos últimos 50 anos, a presidente afirmou que era necessária uma "ação emergencial" para enfrentá-la. Ela ressaltou, no entanto, a necessidade de serem criadas estruturas políticas para esse enfrentamento.

– Essa é uma das maiores secas dos últimos 50 ou 100 anos. Essas ações emergenciais são importantes, mas é possível estruturar uma política de combate às questões que nunca foram enfrentadas. Temos que ter um plano para criar agroindústria no Semiárido. Vamos assegurar um padrão de produção à altura dessa região – emendou.

Medidas do Plano Safra Semiárido
Crédito
As taxas de juros serão especiais para o Semiárido. Para as operações de custeio, os juros serão de 1% a 3% ao ano (para as demais regiões, os juros são de 1,5% a 3,5%); para os contratos de investimento na região, os juros vão de 1% a 1,5% ao ano (as taxas para o resto do país ficam entre 1% e 2%).  Estas operações permitirão acesso à assistência técnica. Para os agricultores que pagarem em dia as parcelas, a assistência técnica será gratuita.  A linha B do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf B) que tem rebate de 25%, ampliará para 40% para o Semiárido.
Compras públicas
Será destinado R$ 1,5 bilhão para compras públicas da agricultura familiar na região na safra de 2013/2014. Desse total, R$ 650 milhões serão para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e R$ 700 milhões para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).  A partir de agora, o programa ganha uma nova modalidade, que vai permitir que agricultores familiares comprem alimentação animal, e também agricultores familiares que tenham excedente de forragem animal possam comercializá-la. Para a alimentação animal serão R$ 100 milhões e R$ 50 milhões para distribuição gratuita de sementes e mudas, bem como a ampliação do limite de venda por agricultor para R$ 8 mil/ano.
PGPAF
O Programa de Garantia de Preços da Agricultura Familiar (PGPAF), que abrange 49 produtos, terá uma ação específica para itens importantes para a região. Os produtos caprino/ovino que tinham um preço de garantia de R$ 8,64/kg passam a ter um preço de R$ 9,94/kg. Outros produtos fundamentais para a região também terão seus valores ampliados. A mandioca terá o valor de R$ 188 por tonelada (era de R$ 161,41 na safra 2012/2013) e o leite, terá aumento de 16%, passando de R$ 0,86 para R$1 o litro.
Garantia-Safra
O  Garantia-Safra beneficiará 1,2 milhão de agricultores na safra 2013/2014. Na safra 2012/2013, 971.117 agricultores familiares de 1.114 municípios aderiram ao programa. Os recursos para os pagamentos são do Fundo Garantia-Safra, que tem aporte da União, dos Estados, dos municípios e dos agricultores.
SEAF
Os agricultores do Semiárido terão uma redução do custo do Seguro da Agricultura Familiar (SEAF). Os que contratavam operações de custeio e que tinham sua operação coberta pelo Seguro da Agricultura Familiar, antes pagavam 2% e agora passam a pagar 1%. Com isso, o governo pretende estimular os agricultores a procurarem maior proteção contra perdas climáticas.
Ater
A Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) será disponibilizada a 347 mil agricultores familiares da região na safra 2013/2014. Serão contratadas entidades que prestam serviços de Ater específicos para o Semiárido.
Fomento
Trinta mil famílias receberão fomento no valor de R$ 3 mil (não reembolsável) e assistência técnica especial para estruturar o sistema de produção de convivência com o semiárido. Isto vai estimular que o produtor produza alimentos para os animais nos períodos de chuva, e que consiga armazenar para períodos de estiagem.
Linha Emergencial de Crédito
Para ampliar o apoio aos agricultores familiares do semiárido, o governo federal anuncia o aporte de R$ 400 milhões para a linha emergencial de crédito do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), executada pelo Banco do Nordeste. Com o novo recurso, a linha de crédito vai somar R$ 3,15 bilhões. Objetivo é auxiliar os agricultores familiares, produtores rurais e empreendedores prejudicados pela estiagem.
Irrigação
Foi aunciado apoio à agricultura irrigada no Semiárido por meio da redução das taxas de juros, com objetivo de expandir a produção nos perímetros irrigados e os investimentos privados em irrigação na região.

sábado, 18 de maio de 2013

Governo capacita agricultores familiares em seguridade social e aposentadoria rural


Uma parceria do Governo do Estado, por meio da EMATER Paraíba, com o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) vai permitir, até o final do ano, a capacitação de mais de 3 mil agricultores familiares em seguridade social e aposentadoria rural. A ação, que integra o Programa de Educação Previdenciária, é coordenada pelo Núcleo de Extensão Social da EMATER (Nueso) e tem apoio dos Sindicatos de Trabalhadores Rurais dos municípios beneficiados.

Em 2012, segundo o presidente da EMATER, Geovanni Medeiros, os eventos de capacitação sobre direitos e deveres perante a Previdência Social contemplaram 991 pessoas, sendo 143 extensionistas e 778 agricultores familiares. Neste ano, dos 187 encontros previstos, já ocorreram três e os agricultores beneficiados foram dos municípios de Santa Rita, Caaporã e Picuí.

As próximas capacitações, num total de 18, acontecem entre os meses de junho e setembro nas cidades de Areia, Alhandra, Areial, Alagoa Nova, Algodão de Jandaíra, Esperança, Matinhas, Montadas, Remígio, São Sebastião de Lagoa de Roça, Serraria, Cajazeirinhas, Condado, Coremas, Lagoa, São Domingos, São Bentinho e Vista Serrana.

Cabe a EMATER, além de mobilizar os agricultores interessados em aprender e discutir sobre seguridade social e aposentadoria rural, repassar todas as informações referentes ao assunto. Todas as capacitações estão sendo ministradas pelos facilitadores do INSS.

Foi a partir da Constituição de 1988 que os trabalhadores rurais foram incluídos no rol de segurados do Sistema Previdenciário Brasileiro. Anteriormente, eram beneficiados por um sistema assistencialista, o Funrural.

Hoje, o agricultor se aposenta com a idade mínima de 60 anos para o homem e 55 para a mulher. Basta apenas apresentar a comprovação efetiva do exercício da atividade rural de subsistência. São 15 anos de carência. Neste caso se inclui também o pescador artesanal e o extrativista. O valor do benefício é de um salário mínimo e o trabalho executado poderá ser em caráter descontínuo.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Cade apura suposto cartel de farinha de trigo no Nordeste

REGIÃO NORDESTE É RESPONSÁVEL POR CERCA DE UM QUARTO DA PRODUÇÃO NACIONAL DE FARINHA DE TRIGO

Investigações mostraram que o preço da farinha de trigo nos Estados nordestinos é aproximadamente 20% superior ao praticado no Centro-Sul do país
Em busca de provas contra um suposto cartel de farinha de trigo, a Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) realizou na quarta, dia 17, uma operação de busca e apreensão de documentos em quatro capitais de Estados do Nordeste, região responsável por cerca de um quarto da produção nacional. 
As investigações do Cade mostraram que o preço da farinha de trigo na região Nordeste é aproximadamente 20% superior ao praticado nos Estados do Centro-Sul do país. 

“A existência de um cartel nesse setor prejudicaria a economia do país como um todo”, afirmou o órgão antitruste por meio de nota.

Item relevante da cesta básica, a farinha de trigo é usada também na panificação, setor que corresponde a mais de 50% da demanda do produto, além de fabricação de massas, doces e biscoitos. 

Durante a operação nas cidades de Maceió (AL), Fortaleza (CE), Recife (PE) e Natal (RN), foram cumpridos 15 mandatos de buscas em seis empresas de moagem, três distribuidoras e uma associação. O objetivo foi apurar denúncias de que havia reuniões frequentes entre diretores das companhias para negociar preços, condições de venda e divisão do mercado. 

"De acordo com as denúncias, os distribuidores não poderiam descumprir os acordos firmados, sob pena de sofrerem sanções. Os comerciantes que não aceitassem o acordo seriam punidos com cortes no volume do produto e com o aumento do preço no mês seguinte", completou a nota. 

Batizada de "Operação Mós", em referência às pedras que trituram os grãos nos moinhos, a força-tarefa contou com o apoio de 28 oficiais de Justiça, 70 policiais rodoviários federais, 16 peritos da Polícia Federal, 39 servidores do Cade, dois servidores do Ministério Público, além do auxílio da Procuradoria Regional Federal da 5ª Região.

Os documentos apreendidos serão analisados pela Superintendência-Geral do Cade e, caso os indícios de cartel sejam confirmados, um processo administrativo será aberto pelo órgão de defesa da concorrência.

Produtores do Nordeste afetados pela seca poderão ter perdão da dívida

CONSELHO MONETÁRIO NACIONAL AINDA AVALIA A POSSIBLIDADE DE PERDÃO

A presidente Dilma Rousseff, afirmou em março que o Conselho Monetário Nacional (CMN) iria avaliar o perdão da dívida de agricultores atingidos pela seca no Nordeste, mas até agora nada foi feito.
Foto: Genilson B. Brito

A época a presidente falou: " Estamos avaliando o pleito de perdão da dívida; isso não está decidido, está sendo olhado com cuidado e carinho pelo CMN, que irá avaliar essa questão" afirmou a presidente, que esteve presente em Alagoas para inauguração de trechos do canal do sertão, obras para o transporte de água no Estado.

Dilma lembrou que, diante a persistência da estiagem na região, os vencimentos de dívidas tomadas e vencidas no período foram prorrogadas até 1º de julho, sem juros e sem multa. A mandatária ainda apresentou dados dos programas feitos contra a seca desde o ano passado, como a contratação de 6,5 mil carros-pipa, a criação da bolsa-estiagem de R$ 720,00 e do seguro garantia safra, de R$ 1.240,00 em conjunto com o Bolsa-Família. 

– Criamos uma rede de proteção ao agricultor que sofre com seca não passar necessidade. E vamos prorrogar a bolsa estiagem e todas as medidas enquanto houver seca – acrescentou.

Indagada sobre as críticas da oposição direcionadas ao Bolsa-Família, Dilma defendeu o programa. 

– O Bolsa-Família foi uma escolha política cuidar dos cidadãos mais pobres do Brasil. O Brasil não abandonou seus pobres, mas a pobreza extrema, a miséria está nos abandonando – disse.

A presidente Dilma considerou ainda que o "país só será desenvolvido e justo se investir em infraestrutura e em programas sociais" e defendeu os investimentos na região Nordeste.

– O Nordeste nunca foi problema e acredito que com as obras de infraestrutura e de recursos hídricos será a solução para o Brasil – concluiu. 

Em fortaleza a presidente anunciou um programa que deverá ser formulado para recompor as perdas de rebanhos de pequenos produtores rurais causadas pela estiagem.

terça-feira, 16 de abril de 2013

SELEÇÃO DE FEMININA DE FUTSAL E SELEÇÃO MASCULINA DE FUTEBOL DE COXIXOLA INAUGURAM NOVOS UNIFORMES

A SELEÇÃO FEMININA DE FUTSAL INAUGUROU NO ULTIMO DOMINGO SEU NOVÍSSIMO PADRÃO, O JOGO DE ESTREI SERIA CONTRA O TIME DO AMPARO QUE NÃO COMPARECEU A QUADRA MUNICIPAL DE COXIXOLA PARA O CONFRONTO.

A OUTRA ESTREI FOI DO TIME MASCULINO DE FUTEBOL, QUE TAMBÉM ESTREOU SEU NOVO PADRÃO, CONTRA A SELEÇÃO DA PRATA. SÓ QUE MESMO SAINDO NA FRENTE DO MARCADOR, PERMITIU A VIRADA, PERDENDO PELO PLACAR DE 2 X 1, JOGO REALIZADO PELA COPA CARIRI.

TUDO ISTO SOBRE O OLHAR ATENTO DO NOSSO ESPIÃO ZÉ DE SIVINO

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INAUGURAÇÃO DO NOVO "POINT" DA CIDADE - BAR DO PEPE (PELETA E PRIQUITIM)

O NOVO BAR AINDA NÃO TEM UM NOME DEFINIDO, ESTAMOS ESCOLHENDO ALGUNS PARA REALIZAR UMA VOTAÇÃO, MAS ESTRE ELES TEMOS: SUVACO DE COBRA, PEPE, NUNPAGA NUNBEBE, RECANT DE RIACHO, CURRINBOQUE CHARLES, NEM VEM, BOQUINHA DE OURO, MULESTA DOS CACHOROS, SÓ O MIE, OI DE TANDERA, ENTRE UTROS. CASO VOCê TENHA UM NOME PARA COLOCAR NA VOTAÇÃO POR FAVOR FAÇA SUA SUGESTÃO... 

A BELEZA DO DONO POUSANDO PARA A FOTO

OS PRIMEIROS FRESGUESES

A ESQUEDA A PACIÊNCIA DO MUNDO TODO, WESLEI, DO LADO DIREITO HELIO DE SEU HELIODORO, O MARCENEIRO QUE FAZ O MELHOR PÉ DE POTE DA REGIÃO

O MELHOR TIRAGOSTO DA REGIÃO, CORAÇÃO E MOELA DE GALINHA FRITA NO ÓLEO  COM ALHO E CEBOLA... MAS TINHA UM PERNIL DE PORCO, É POQUER RONALDO NÃO QUERIA ASSAR...

No Dia Nacional de Conservação do Solo, MDA dá dicas para bom aproveitamento da terra

O solo é base para a produção agrícola. Conservá-lo e enriquecê-lo são as melhores maneiras de assegurar a continuidade da atividade por longos anos. Pela importância do recurso natural, celebra-se em 15 de abril o Dia Nacional da Conservação do Solo, data comemorativa que poucos conhecem, mas que todos deveriam valorizar já que é dele que vêm os alimentos que chegam à mesa de milhões de brasileiros.

“Eu considero uma data essencial para apresentarmos para a sociedade a importância dos solos como um dos maiores patrimônios naturais que temos. Os solos são os responsáveis por todo o sistema de recarga de aquíferos, que, por sua vez, são responsáveis por toda nossa matriz hidroenergética”, explica o técnico em assuntos orgânicos da Secretaria de Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (SAF/MDA) Alberto Wanderley.
Segundo ele, o solo é um dos recursos naturais mais subvalorizados pelos brasileiros, que não imaginam outras ações relacionadas a ele. “Quando falamos da água, não se pensa no solo. Pensam nos rios, cursos d’água, mas não no solo. Essencialmente, porém, o que causa a escassez de água e as inundações, por exemplo, é a má conservação do solo”, garante.

Colaborações
A conservação, seja na agricultura ou na pecuária, é o conjunto de práticas aplicadas para promover o uso sustentável do solo para o plantio. Na agricultura familiar o MDA incentiva o trabalho de preservação, fazendo o manejo do solo de maneira adequada e aproveitando melhor o uso de técnicas que valorizam a conservação da terra e a melhoria da qualidade e das condições físicas e químicas do recurso.

Algumas dicas que podem ser adotadas são: fazer a rotação de culturas; utilizar o solo em plantios mais adequados para cada região; utilizar o plantio direto, sem o uso de arado; evitar a limpeza do solo por meio de queimadas (prática usual no território brasileiro); e preservar matas ciliares e vizinhas.

Um aspecto fundamental na conservação do solo é a manutenção de níveis de fertilidade adequada. 

A adubação, baseada em análises de solo e folhas, é essencial para a conservação e enriquecimento contínuo dos solos de uma propriedade agrícola. “A concepção é que o uso e o manejo do solo privilegiam técnicas que, por si só, são conservacionistas e minimizam os efeitos de degradação do solo, e, às vezes, até o melhoram”, conclui Alberto Wanderley.

Dia Nacional da Conservação do Solo
A data foi escolhida em homenagem ao nascimento do americano Hugh Hammond Bennett (15/04/1881 – 07/07/1960), considerado o pai da conservação dos solos nos Estados Unidos.

sábado, 30 de março de 2013

1ª CAVALGADA DE SÃO JOSÉ EM COXIXOLA - PB. 2013

FOI UMA ÓTIMA SURPRESA A PARTICIPAÇÃO NA 1ª CAVALGADA DE SÃO JOSÉ DE COXIXOLA-PB, ESTE ANO (2013), A QUAL CONTOU COM MAIS DE 120 CAVALEIROS E AMAZONAS DESFILANDO NAS RUAS DE COXIXOLA. FOI SIMPLESMENTE EMOCIONANTE, A FESTA DE SÃO JOSÉ VOLTOU EM ALTO ESTILO E COM MUITAS INOVAÇÃO E UMA BELA ORGANIZAÇÃO. PARABÉNS A TODOS OS ORGANIZADORES.


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sexta-feira, 29 de março de 2013

INAUGURAÇÃO DA NOVA UNIDADE OPERATIVA DA EMATER EM PARARI

A EMATER-PB estar de cara nova em Parari-PB, foi inaugurada a nova sede da unidade local.
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FESTA DE SÃO JOSÉ EM COXIXOLA 2013

PARTE DA CARREATA DOS MOTORISTAS E DA MISSA DE SÃO JOSÉ

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AGRICULTORES DO CARIRI DESTACAM AÇÕES QUE GERAM RENDA E AJUDAM NA CONVIVÊNCIA COM ESTIAGEM


Durante dois dias agricultores familiares de 17 municípios do Cariri Ocidental se reuniram na Escola Agrotécnica Deputado Evaldo Gonçalves, em Sumé, com técnicos da Emater para uma avaliação final da Chamada Pública e proceder discussões sobre as ações do Plano Brasil Sem Miséria que contemplam famílias agricultoras da região, quando apresentaram atividades que permitem a convivência com a estiagem. Na ocasião foi anunciada a distribuição de 20 mil raquetes de palma forrageira entre os criadores, numa iniciativa do Governo do Estado.


Na ocasião, o presidente Geovanni Medeiros destacou o esforço da equipe de técnicos e outros parceiros que ajudam na execução das atividades da Chamada Pública e acompanhamento das 1.600 famílias na região, das quais 496 são atendidas pelo Brasil Sem Miséria, “daí todo o seu êxito”. O coordenador de Operações da Emater, Jailson Lopes, presente ao evento, destacou o trabalhou realizado na região que permitiu avanços na construção de políticas públicas de inclusão social. A coordenadora da Chamada Pública no Cariri Ocidental, Karina Queiroz, disse que todo o trabalho estava focado na organização da produção de caprino e ovino para atender ao mercado, a partir de um diagnóstico realizado.

O evento foi organizado pela coordenação das Chamadas Públicas no Cariri Ocidental e o escritório regional da Emater em Serra Branca, com o apoio do Núcleo de Comunicação e Metodologia e também o Núcleo de Extensão Social, o evento contou com uma representação de 180 agricultores familiares, representando as diferentes atividades agrícolas que recebem assessoramento da extensão rural.

Também durante o evento foi debatido o trabalho financiado pelo Plano Brasil Sem Miséria, do Ministério do Desenvolvimento Agrário, que permite as famílias implantar projetos de inclusão social, com destaque para a criação de caprinos e frango de capoeira, como é o caso da agricultura Lucia de Fátima Pereira Feitosa, do Sítio Serrote do Gato, em Serra Branca, que iniciou criatório de 50 pintos e já pensa ampliar o projeto. “Não quero mais deixar de criar galinhas, que tem me dado uma renda”, disse.

Muitos aproveitaram para agradecer pelo trabalho que a Emater realiza no campo, dando condições de executarem suas atividades e, com isso, criar condições para ter renda. “Com a Chamada Pública os agricultores passaram a contar com a presença mais constante dos técnicos da Emater que continuam indo ao local de trabalho, orientando na condução das ações geradoras de inclusão social”, afirmou o criador de cabras Erivaldo Ferreira (Fita), do Sítio Exu, em Prata. Ele tem um criatório de 17 caprinos leiteiros numa área de 14x60 metros e fornece leite ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

Já o criador José Gouveia, do Sítio Jaramataí, em Parari, que fornece leite para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e recebe assessoramento da Emater, falou dos trabalhos de aproveitamento dos recursos da caatinga para alimentar seus animais, sempre buscando preservar o que existe na região. “Orientados pela Emater, fazemos o manejo correta da caatinga, aproveitado o que é produzido na região na produção de feno, além de produzir maniçoba para alimentar os caprinos, com redução de 30% de custos por cabra”, afirmou.

As ações que a Emater tem executado por meio das Chamadas Públicas e outros projetos e programas de atendimentos aos agricultores familiares vêm dando condições para que todos possam ter condições de consolidar ações que garantam renda e a construção de cidadania, tem evitado que ocorram saques às cidades, como se registrava em décadas passadas. É a opinião do coordenador regional da Emater em Serra Branca, Antônio Alberto, durante encerramento da avaliação da Chamada Pública do Cariri Ocidental, na terça-feira (26), na cidade de Sumé.

Para Alberto, as ações que vinham sendo empreendidas pela Emater e ainda mais a partir da Chamada Pública, iniciadas em 2010, têm contribuído para, gradativamente, mudar a paisagem da região. Acompanhando o trabalho de extensionistas, ele mesmo atuando na região durante mais de três décadas, testemunhou que a Emater está levando cidadania para os agricultores.

“A partir das Chamadas Públicas a Emater está cada vez mais perto do agricultor familiar e com isso multiplica por quatro vezes a produção familiar, o que era impossível até pouco tempo, e com isso construindo sua cidadania”, comentou.

quinta-feira, 28 de março de 2013

MANTIDA PERSPECTIVAS DE DÉFICIT DE CHUVA PARA O SEMIÁRIDO NORDESTINO

A previsão climática por consenso para o trimestre que inicia em abril e termina em junho de 2013 (AMJ/2013) uma maior probabilidade prevista de chuva nas categorias normal (35%) e abaixo da normal (35%), seguidas pela probabilidade de 30% na categoria acima da faixa normal para o extremo leste do Nordeste. O referido trimestre corresponde ao período mais chuvoso na zona da mata nordestina. Para grande parte da região semiárida e norte do Nordeste, a categoria mais provável ainda é de chuvas abaixo da faixa normal (40%), seguida pela probabilidade de 35% de ocorrência de chuvas na categoria normal e 25% de probabilidade na categoria acima da normal. Na grande área central do Brasil e também para a Região Sul, a previsão indica o padrão climatológico, com igual probabilidade de chuva para as três categorias (abaixo da normal, normal e acima da normal). Para o extremo norte da Região Norte, a previsão indica 40% de probabilidade de ocorrência de chuvas acima da faixa normal, 35% de probabilidade de ocorrência de chuvas na categoria normal e 25% na categoria abaixo da normal. As temperaturas são previstas entre as categorias normal e acima da normal climatológica para a Região Nordeste. Nas demais áreas do País, a previsão indica que as temperaturas podem se situar em torno da faixa normal. No decorrer deste trimestre, podem ocorrer incursões mais intensas de massas de ar frio sobre o centro-sul do Brasil.