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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

MDA E O PRONAF


PRONAF INVESTE NO SETOR LEITEIRO PARA REGIÃO DO SEMIÁRIDO
 “Antes de existir a cooperativa eu tinha que dar o leite que sobrava aos animais e procurar atravessadores para garantir a venda da minha produção”. Esta era a realidade de Josenilton Gonzaga da Mota, 54 anos, um dos associados da Coopleal, cooperativa de leite da região do Vale do Jequitinhonha (MG), que pertence ao semiárido brasileiro.
Hoje, seu Josenilton comemora a extração de 300 litros de leite por dia de suas 94 vacas e conta com a ajuda da esposa e três empregados. Além de sustentar a família e garantir a educação dos três filhos, o agricultor já tem planos para aumentar a produção no ano que vem e instalar a ordenha eletrônica. “Aos poucos a gente vai investindo mais. Com a garantia de distribuição pela cooperativa posso produzir com mais estabilidade”, conta.
No início o produtor contou com apoio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), para viabilizar sua estrutura de produção. Isso ocorreu por meio das linhas de crédito para custeio e investimentos em suas várias modalidades.  Além disso, Josenilton contou com os programas e políticas públicas que oferecem produtos da agricultura familiar nos mercados institucionais e diferenciados.
Cooperativas
O setor leiteiro está se desenvolvendo com força entre produtores da agricultura familiar. Localizada no município de Almenara, região do Vale do Jequitinhonha, nordeste de Minas Gerais, a Cooperativa Coopleal é exemplo de como os projetos de valorização da agricultura familiar podem mudar a realidade de muitas famílias.
Com aproximadamente 500 cooperativados - 85% dos quais pertencentes à agricultura familiar – a Coopleal registra uma produção diária de 40 mil litros de leite. Para o seu diretor presidente, Caio Jadson Alves de Figueiredo, o crescimento contínuo é sinal de desenvolvimento social e econômico da região.
Atualmente, 641 agricultores familiares cooperativados foram beneficiados por linhas de crédito do Pronaf e do Programa de Aquisição de Alimentos do mercado institucional do Governo Federal.
Para o próximo ano, com a implantação do projeto para produção de queijos, iogurtes e bebidas lácteas, a  Coopleal receberá mais 1.300 produtores. Deste total, 475 são famílias oriundas de nove assentamentos, todos beneficiários do Pronaf.
Já o projeto de reestruturação da Usina de Beneficiamento de Leite da Coopleal, que  será implantado pelo Pronaf Infraestrutura, estará capacitado para atender também à demanda do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) no fornecimento de produtos lácteos para os diversos Chamamentos Públicos dos municípios do Vale do Jequitinhonha e Sul da Bahia. O iniciativa também possibilitará a  retirada de 475 famílias da linha da miséria no meio rural,  em uma das regiões mais carentes de Minas Gerais.  Além disso, o excedente lácteo será direcionado ao mercado convencional do Nordeste brasileiro.
Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar
Financiar projetos individuais ou coletivos que resultem na geração de renda para agricultores familiares e assentados da reforma agrária: esse é o objetivo do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).
Além de dispor das mais baixas taxas de juros, o Programa apoia financeiramente as atividades agropecuárias e não agropecuárias do produtor rural e sua família e destaca-se também por ter os menores índices de inadimplência do Brasil.
Os interessados em participar do Pronaf devem dirigir-se ao sindicato rural ou a Emater para obter a Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP). Para isso, é preciso definir antes o que será financiado. No caso de beneficiários da reforma agrária, é necessário procurar o Incra ou a Unidade Técnica Estadual.
Brasil Sem Miséria
A região do semiárido brasileiro possui um dos mais baixos Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do país. Este é um código de referência  internacional que serve para medir o padrão de vida das populações.
Para transformar essa realidade, o Governo Federal criou o Plano Brasil Sem Miséria, um conjunto de soluções integradas às políticas públicas para apoiar os empreendimentos da agricultura familiar. O objetivo é promover a inclusão social dos brasileiros que vivem em situação de pobreza extrema.
Neste contexto, o Ministério do Desenvolvimento Agrário vem executando uma série de programas que atuam basicamente em três eixos: reforço das políticas de transferência de renda, acesso aos serviços e políticas públicas e ações de inclusão produtiva para geração de trabalho e renda com ênfase na organização econômica. Desde 2003 o Programa Brasil Sem Miséria já retirou 4,8 milhões de brasileiros que vivem no meio rural da situação de pobreza.
O leite é uma grande oportunidade de resgatar as famílias do semiárido que vivem nessa situação, já que a atividade está presente em mais de 99% das microrregiões consideradas pelo IBGE. Das cem bacias leiteiras que mais crescem no Brasil, 48 estão localizadas no semiárido nordestino. As tecnologias disponíveis, associadas às políticas públicas de fortalecimento da agricultura familiar, permitirão transformar o perfil do meio rural dessa região. Isso acontecerá com o fortalecimento das unidades produtivas de leite e derivados, que irão sustentar a população carente e aquecer a economia local.
Coxixola
Coxixola é a prova viva desse desenvolvimento, é inebriante a empolgação com a qual produtores como Elias de Constantino, Tuita, Paulo de Severino Domingos, entre outros, relatam suas experiências, seus olhos brilhão quando mostram suas matrizes, o leite de cabra é uma realidade que não tem mais volta. Hoje Coxixola, mesmo sem o apoio da prefeitura municipal, é um dos municípios que mais produzem leite de cabra da Região do cariri.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Não só apenas mais um texto...


ENCONTRO INADIÁVEL

                  Marcaram o encontro debaixo da velha aroeira da serra. Árvore mais do que secular, como atestavam o seu porte e diâmetro. Naquele dia, a velha árvore estava despida de folhas, mas ajaezada de pequenos frutos assemelhando-se, nos cachos, a penduricalhos de pequenas estrelas. Servia de divisa na cumieira da serra desde tempos imemoriais tendo, até então, escapado ao “machado bronco”.

                Um deles, como é próprio da juventude, subiu de forma lépida sem se preocupar com o aclive, um tanto íngreme, nem com os pequenos obstáculos na forma de pedras, troncos caídos, raízes, etc. Chegou lá em cima um tanto “esbaforido”, as faces coradas, alegre, vivaz. Bem trajado, bem barbeado, sapatos cintilantes, perfume da moda, mal sabia o que teria pela frente.

                O outro, idoso, castigado pelo tempo, cansado das vicissitudes da vida, alquebrado pelas desilusões, mas ainda certo da realização de metas dantes sonhadas, subiu um tanto trôpego, vista curta, passos pequenos, quase “engomando”. Ombros caídos, cabelos encanecidos, barba longa, vestes e sapatos rotos. De perfume, apenas o odor da mataria que teimava em atrapalhá-lo na sua, já tão dura, subida. Vez por outra, parava para tomar um fôlego e aproveitava para olhar para trás e para baixo.

    Como tudo tinha mudado em tão pouco tempo! Onde estava aquela quixabeira das margens do riacho? Da craibeira restava ainda, resquícios do ouro da florada recente. Aquele toco enegrecido, era tudo o que restava da frondosa oiticica que sombreava o poço no pequeno riacho, agora seco e aterrado. O juazeiro mutilado na sua copa para atender a voracidade dos animais, apresentava vários ferimentos no tronco. Alguém o raspara em busca das suas propriedades medicinais e, ou, cosméticas.

    O que fora feito daquela pequena matinha rica em imburanas de cheiro, pereiros, angicos, jucás, paus d’arco roxos, baraúnas, juremas pretas, mofumbos, macambiras, caroás, xique-xiques, facheiros, mandacarus, palmatórias, coroas de frade, mofumbos, mororós, imburanas de espinho, barrigudas, icós, malvas, moleques-duro, quebra-facas, marmeleiros? Onde estavam os ninhos dos beija-flores, tão protegidos pelas urtigas e xique-xiques? Cadê as faveleiras, abrigos das casacas de couro, rolinhas e juritis? E aquela catingueira “ocada” que escondia uma cascavel com mais de vinte “rusgas”?

    Que fora feito dos preás, mocós, pebas, “verdadeiros”, raposas, gatos do mato, furões, carcarás, tacacas, camaleões, papa-ventos, concrizes, canções, xexéus, galos de campina e seriemas? Até mesmo as cigarras já não cantavam mais!

    Como uma paisagem mudara tanto em tão pouco tempo? Substituindo toda aquela diversidade via-se agora, carreiras e mais carreiras de uma, planta para ele desconhecida. Havia uma rigorosa disciplina naquela distribuição. Parecia mais um exército invasor que cobrava o seu tributo aos vencidos. Além dos despojos de guerra – lenha, carvão, estacas, mourões, varas, estacotes – notava-se claramente a “escravização” da terra e o sugar do seu "sangue". Aquela terra outrora vermelha, corada, gorda, fértil, apresentava-se agora anêmica, gretada, endurecida.

    Subiu mais um pouco e novamente parou. Lembrou-se que no poço onde parara lá embaixo para dessendentar-se, o acesso a água estava mais difícil. A água mais profunda, mais salobra. O que fora feito daquela água cristalina, ao alcance da mão, dulcíssima? O que fora feito daquela bondosa senhora, do seu marido, da legião de filhos e que rezava contrita diante de uma estampa do Coração de Jesus, por ocasião da sua passagem em época passada, na humilde, mas asseada, casinha de taipa ao lado de frondoso imbuzeiro? Passara por lá, vira apenas uma tapera com currais arruinados. De vivos apenas os cupins no seu lento decompor.

    Finalmente, chegou no cimo da serra! O outro, já impaciente, trajava o branco assim como ele. Mas como destoavam. Aquele, vestindo calça tipo jeans e camisa pólo de um branco resplandecente, última moda, sem nenhum vinco ou amarrotamento, sapatos de tênis confortáveis, relógio “doirado”, celular de funções variadas, cabelo bem aparado. Usava ainda, reluzente aparelho nos dentes.

    Este, trajando camisa e calça de um branco amarelecido. Roupas limpas, porém denunciando uma miríade de rasgões e manchões costurados às pressas. Sapatos de boa marca, porém foscos. Na algibeira, pequeno relógio de corda, um luxo que ainda teimava em possuir. O seu sorriso, cansado, denunciava falhas e nas faces vincos profundos pareciam competir com os da terra ressequida lá embaixo.

    Apertaram aos mãos! Um de mãos lisas e bem tratadas, o outro, de mão nodosas e calosas. Nem pareciam parentes, tão díspares estavam no trajar e na aparência. Fosse só isso, tudo bem! Com alguns minutos de conversa, verificaram destoar na forma de ver o mundo. Um, mais comedido pela maturidade e pelo sofrimento, procurava mostrar que a pressa no tirar da natureza, no ir e vir diário, estavam desabitando o campo e desumanizando o mundo. O outro, discordando frontalmente citava os milagres da indústria, da medicina e anunciava que o homem estava cansado de “coadjuvar” a Deus e que agora passaria a ser o ator principal. Tinha conhecimento suficiente para isso!

    Entretidos nesta “palestra”, não notaram o adiantado da noite e eis que de súbito, como num movimento ensaiado, consultaram os seus relógios e verificaram que faltavam poucos segundos para o grande momento. O mais velho, lembrou-se dos ensinamentos recebidos no ano anterior e, de como desdenhara daquele amável ancião que teimava em lhe alertar. Achou-o, naquele dia, ultrapassado e porque não dizer, caduco!

    Hoje, era ele quem estava sendo desdenhado, e com um agravante, sentia-se culpado pela matinha que fora derrubada, pela água que escasseava, pela família que migrara, pelos animais que sumiram, pela sufocação do mundo envolto em fumaça. Tivera todo o tempo do mundo para evitar tudo isto. Mas ficara embevecido com as festas carnavalescas, joaninas e natalinas. Pouco prestara atenção a Semana Santa, ao Nascimento de Cristo, aos dias 28 de março, 05 de junho, 21 de setembro e 04 de outubro. Comemorara cada carro fabricado com regojizo, pois estava gerando emprego para dezenas de famílias. Aceitara mais uma usina atômica, mais uma indústria sem certificação ambiental, mais uma madeireira clandestina, mais um complexo imobiliário. Meus Deus!  Como deixara passar tudo aquilo?

    Agora, observava gestos e semblantes do jovem que estava na sua frente. Como dizer tudo isso para ele? Como alertá-lo para o que viria? Como contribuir para que o mesmo não tropeçasse tanto? Verificou, alarmado, que não tinha como fazer mais isto, pela impetuosidade do jovem e pelo tempo que restava. Era tarde, muito tarde!

    Mais uma vez, o mundo seria prejudicado pelo excesso de conjecturas e pela pobreza de decisões. Ele, com toda a experiência que havia adquirido, não tivera tempo de executar nada. O outro já agora não o ouvia mais! Nos céus das cidades circunvizinhas, foguetões começaram a iluminar a noite. Ouvia-se agora, ruídos de músicas e aqui e acolá trechos de felicitações.

    E foi assim, que o Ano Velho se despediu do Ano Novo!

Por Daniel Duarte Pereira - Presidente do Instituto Histórico e Geographico do Cariry -Direto da Villa Nova da Rainha/PB.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

FELIZ NATAL E UM ANO NOVO CHEIO DE REALIZAÇÕES A TODOS E TODAS


A TEORIA DA MONTANHA DA VIDA EM 200 ANOS

A subida desta montanha se da pelo lado sul, para que se possa apreciar ainda mais o nascer e o por do sol, quanto mais elevemos mais lindos estes os tornam-se, elevação esta que se apresenta muitas vezes através de terra erodidas e íngremes o bastante para rastejamos, mas que há setores planos e até pequenos declives, sólidos, até com sombra, estes últimos não são a rotina da subida e sim raros e espaços pontos distribuído por toda a longa jornada.
Quanto mais se sobe na montanha e percebe o seu próprio passo a passo para vencer cada obstáculo imposto ao vivente desafiador, e em se ver o que já se subiu, as nuanças ao seu redor, o quanto já elevou, se percebe o quanto ainda tem para se escalar, de posse deste autoconhecimento podemos auxiliar a subida de outras por toda a nossa vida, e juntamente com estes, aprenderemos mais e ficaremos mais forte na escalada da vida, por mais íngreme que o seja ou que o venha a se tornar.
Todas as fase da vida humana na terra, nos faz ganhar altitude, palpável e intelectual, você cria seu próprio etos, com sincretismo ou não, podemos ajudar a outros na subida desta montanha que é a própria vida em evolução.
Iniciamos a subida no primeiro dia de nossas existência consciente, e aos 30 anos fazemos nossa primeira reflexão de vida, há uns que a realizam antes, outra muito depois e até uns que nunca as vêem, aos 50 a segunda, aos 60 a terceira, aos 70 se tem altura o suficiente para ver a sua vida e a dos outros com sabedoria e parcimônia, com a virtude em suportar as dores, incômodos, infortúnios, etc., sem queixas e com resignação, nesta ganha-se a fase sapiencial.
Em contagem terrena é o inicio da fase terminal, mas a montanha tem 200 anos. Um salmo fala que “comtemplando os dias passados tenho os olhos voltados para a eternidade”, não podemos viver na ditadura da razão, pois temos a razão sensível, a cordial, não podemos negar a razão porque ela é fundamental, nos mostra, nos guia pela vida. Temos de passá-la da cabeça ao coração, isto é mostrado pela razão sensível que nos faz ver a realidade, que nos permite a percepção da dor do mundo, que não nos deixa indiferente diante de milhões e milhões que passa fome e sede, somos movidos a transformar esta triste e humilhante realidade humana.
A razão constrói os princípios da ética que nos são aplicados, quem move estes, não é a razão, é o coração, pois ai é onde está enraizado os valores, que não se vende, não se alugam e o etos burguês não o alcança. Haverá sempre aqueles que pensarão: cada sofrimento humano, em qualquer parte do mundo, cada lágrima chorada em qualquer rosto, cada ferida aberta em qualquer carpo é como se fosse uma ferida no meu próprio corpo, uma lágrima dos meus próprios olhos e um sofrimento do meu próprio coração.
É obscuração a causa dos oprimidos de todo o mundo, este por sua vez rompendo as amaras que os prendem dentro da caverna, serão vossos aliados leais.
Somos mamíferos racionais e não animais onde a razão não intervém, temos sentimentos, temos amor, cuidado um do outro, esta condição humana foi encoberta a partir do século XVI pelo domínio da razão instrumental analítica, colocando uma capa cinza nesta condição dimensível, um tipo de lobotomia que nos impede de nos indignarmos, solidarizamos, cooperamos, comprometemos com a espaçonave terra e seus habitantes.
Um paradigma, é que necessitamos de todas as razões, só que no uso destas teremos de escolhermos umas e preterimos outras. Os humanos colocariam os analíticos instrumentais mais responsáveis com a vida. Ou fazemos isto ou a condição humana na terra esta seriamente comprometida, condições que já o sabemos, basta lembrar dos dinossauros.
Hoje a grande discursão é como salvar o sistema financeiro, a questão não é essa e sim como vamos fazer uma economia que salve a terra e a humanidade sobre ela de nossa própria fome voraz e às vezes sem logica. Nós criamos os meios de comunicação, transporte e até saúde, agora teremos de evoluir mentalmente, teremos de ter a evolução mais antiga aonde não chegamos em sua totalidade, que é a mental, criar um modo que permita as mentes em sinapses passar a se solidarizar, se encontrar dentro de uma casa em constante movimento e que é finita. Para isto teremos de encontrar/criar uma nova consciência global, nesta fase todos ganham, onde não haverá lucros de poucos em detrimentos do suor de muitos,  que a cooperação solidaria entre os povos do mundo encontre formas de todas subirem até o topo da montanha de forma harmoniosa.
Creio na espiritualidade da vida e que teremos apenas uma única chance de subir, o quanto mais alto subiremos, mais firme, forte nos tornará, além de mais sábios, criando nosso próprio eu. Teremos de ter a sabedoria e consciência de aproveitarmos a vida em sua plenitude com todas as oportunidades que aparecerão, para que não cairemos em demasiados desvios na subida, por mais íngremes que se apresentem.
Uma das grandes fases aprendida será o convivência com varias fontes e interesses, que são realçadas na politica.  Quanto ao povo brasileiro, este votou com quem se identificava-se, estávamos cansados de votar na classe dominante, em se achar e se ver como tal, esta sociedade deu uma virada que não terá mais retorno. Para este nova fase da sociedade brasileira teremos de ter uma posição e convicções de ideias fixadas como uma marca a ferro quente, sendo assim discutiremos com todas as outras fontes, debateremos com os mais diversos interesses, e nos manteremos convictos do que é certo e do errado, esta é a atitude de base e a partir desta  postura, poderá se nortear dentro da realidade que uns tentam nos cercar e as vezes nos inebria para não senti-la, claro que toda posição poderá ser mudada, pois somos humano e como tal deveremos aprender sempre.
Nós temos nossos limites, fraquezas, o povo tem de comer para viver, este é o sentimento mais arcaico que retorna o ser humano aos seus mais primitivos sentimentos, o da sobrevivência, o que não podemos é nos submeter a determinadas situações para alcançamos novos patamares na montanha de forma fácil e escura.
Experimentar a subida da montanha da vida é percorrer repetidas vezes o mesmo trajeto, que nunca será igual ao momento anterior que por ele passamos, nossa percepção como escaladores da vida, navegantes da espaçonave terra, vai se alterando, aprofundando-se, não tendo contradições e sim liberdade de experimentar, realizar novas fases, novos rumos, novas formas de ver, de tocar, de sentir, caso venhamos a cai em algum trecho de nossa subida, devemos párar e refletir sobre o acumulo das experiências vividas, o que nos mostra novos cominhos e/ou como superar onde fomos fracos, e prosseguir com a subida, isto é: estar vivo e viver a vida, nos é posto por um ser único e maior, no meu caso, Deus.
Nos é posto a viver até 100 anos, ou as vezes um pouco mais, mas como é que fica o resto da subida, se a montanha, tem 200 anos? Mesmo nos nossos últimos dias de nossas vidas teremos pessoas em locais mais altos e outros mais baixos, físico e mentalmente, o que deveremos fazer? Não nos será dado outra oportunidade, para indianos e espiritas esta afirmação não é valida, mais mesmo assim, ficam as indagações sobre a vida e o ser humano na espaçonave terra que é finita.

FIM DE SEMANA EM COXIXOLA


FINAL DE SEMANA MOVIMENTADO EM COXIXOLA

As atividades na Coxixola de Todos e Para Todos, teve inicio na sexta feira dia 16 com a  tradicional confraternização da Associação dos Criadores de Caprinos e Ovinos de Coxixola, concomitante com o 5º Torneio Leiteiro da Associação, durante a noite da sexta e todo o dia do Sábado (17), teve distribuição de churrasco a todos os que compareciam ao Parque de Exposição de Coxixola, o alto da confraternização foi a premiação aos produtores com seus animais leiteiros mais produtivos, estiveram presente ao evento, o Ex-Prefeito Givaldo, os vereadores Valmir e Robério, o Mini empresário Albenio Gonçalves. Durante todo o dia do sábado, o local foi animado por uma trilha sonora da boa e verdadeira música nordestina, forró de qualidade se tocava na caixa de som do dono do Bar da Cumbeba, Naldinho de Biu, que fazia as honras da casa a todos que lá chegavam.


Continuando com o Sábado em Coxixola, teve o Forró Beneficente no Sítio Quixaba, em prol da construção da capela da Comunidade, lá  fizeram-se presentes  várias pessoas da comunidade e de suas vizinhas, além do vereador Valmir Gonçalves e do Mini empresário Albenio com sua Esposa. Lá se viu o legítimo Forró Pé de Serra falado, triângulo, sanfona e zabumba. Ô Forrozinho bom, acompanhado com uma galinha de capoeira, que estava especialmente deliciosa, além de um bom papo entre os dançarinos da Melhor Idade, as paqueras dos adolescentes e os fletes da meninias, tinha os que gostam de uma branquinha dando risada adoidado, os Bonitões arudiando a mais bela da festa, os que ficava no quanto da parede doido para chama a mina dos seus sonho e momentos íntimos, convenientemente chamado de 5 contra 1, minino doido pra namora tinha de monte, moça veia sentada nos bancos esperando ser tirada pra dançar, mães com crianças já cochilando, tava o verdadeiro retrato do bom e nostálgico nordeste de gente siples e hospitaleira. Parabéns a toda comunidade. Para ver é só procurar por “Forró da Quixaba 2011” no youtube - http://www.youtube.com/watch?v=YsmKO8bLKZo

 No Domigão a diversão ficou por conta do novo Bar e Restaurante Curva de Riacho, na organização Itamar e Família, onde se servia aos clientes boa música, que só podia ser forró, com um arrumadinho de feijão, com arroz, carne de charque, queijo e outras coisas que os frequentadores lambias os dedos. Na outra parte da cidade era o aconchego do Balneário O Pingão, na organização do Mimi e Família, que entretia os Coxixolenses com cerveja gelada e com sua tradicional Corrida de Jegues, na qual participaram atletas e os animais da mais alta linhagem jerica da região.

sábado, 17 de dezembro de 2011

SÃO JOSÉ DOS CORDEIROS

EMATER E SECRETARIA DE AGRICULTURA PROMOVE CINEMA NA ESCOLA

        No dia 16 de dezembro de 2011, aconteceu o lançamento do projeto CINEMA NA ESCOLA, o projeto da EMATER E SECRETARIA DE AGRICULTURA, teve início na Escola Municipal da Comunidade Boa Vista, tem como objetivo levar informações culturais, de preservação ambiental, saúde, educação, etc. Todo o trabalho tem como publico alvo, crianças das escolas rurais do município. Na abertura, o tema abordado foi Consumo de mel e importância das flores para as abelhas, a importância das abelhas na polinização dos vegetais, como também, a importância do mel na alimentação humana. Logo em seguida a apresentação do filme Meu dia Pede Mel, foi distribuído com as crianças balas de mel e banana com mel. No segundo momento, foi apresentado um desenho animado com foco natalino. 

"Esse projeto é de muita importância para o aprendizado das crianças, como também, estimula na alimentação e no consumo de mel, pois algumas delas não tem esse hábito, nem mesmo os pais delas. Esse trabalho da EMATER juntamente com a Secretaria de Agricultura será muito importante para o município." Disse a professora Marinalva. 

A agente de leitura Josefa também elogiou a iniciativa da EMATER e da Secretaria de Agricultura, alguns pais estavam presentes e também aprovaram a iniciativa e cobraram Cinema para adultos.

Esse trabalho fez parte da programação de encerramento do ano letivo da escola da comunidade Lagoa de Roça, mas, é o lançamento do projeto que terá continuidade no ano de 2012 e passará por todas as escolas do município.

Fonte: Ismar Vilar - EMATER de São José dos Cordeiros - PB

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

COXIXOLA


Estamos nos aproximando de mais um ano de eleição, e a “pequena notável” já ferve por baixo, como será o cenário de Coxixola para 2012? É um incógnita, pois os nervos de uns estão a flor da pele, outros estão sendo elevado aos céus, e varias outras situações estão sendo percebidas dentro da comunidade, como é que vai ser? Em pouquíssimo tempo teremos uma reportagem sobre esses cenários.  

EITA BRASIL VEI...


VOLTANDO A UTILIZAR O BLOG, VENHO MAIS INDIGNADO DO QUE ANTES, OS SENADORES APROVARAM O TEXTO CONTROVERSO PARA O NOVO CÓDIGO FLORESTAL.

Com segurança reforçada durante todo o dia, o Plenário do Senado Federal aprovou nesta terça-feira a proposta de reforma do Código Florestal brasileiro, com novas regras para atividades agrícolas e obrigações e critérios de recomposição da vegetação devastada. Com as mudanças promovidas pelos senadores - 26 emendas foram acatadas - o texto precisará ser novamente apreciado pela Câmara dos Deputados.
Entre as determinações confirmadas pelos senadores no texto-base está a autorização para ocupação e desmatamento de vegetação nativa em áreas de preservação permanente (APP), com o objetivo de construir estádios de futebol e infraestrutura que garanta condições para o Brasil sediar a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. São APPs, por exemplo, as áreas de mananciais, encostas, manguezais e matas ciliares.
As polêmicas em torno do novo Código Florestal - protestos foram organizados ao longo de todo o debate do texto - podem ser exemplificadas no que os ambientalistas classificam como flexibilização das regras de ocupação das APPs. Além da construção de estádios, incluídos como "atividade de interesse social", as novas regras para ruralistas e ambientalistas prevêem ainda que, se comparada com a legislação atual, em áreas consolidadas (antes de julho de 2008) com atividades agrícolas ou pastoris, os proprietários terão reduzida à metade sua obrigação de recompor a vegetação devastada.
Também entre os pontos de maior atrito entre ambientalistas e ruralistas aprovados no Plenário do Senado está a possibilidade de suspensão de multa àqueles que desmataram em APPs e áreas de reserva legal - percentual de terra que não pode ser desmatado em determinado bioma - antes de julho de 2008 desde que se comprometam a recuperar parte da área degradada. Conforme o texto aprovado pelo Senado, programas de regularização ambiental definidos pela União e pelos Estados irão estabelecer o que precisará ser reflorestado com mata nativa e que poderá ser mantido como atividade produtiva dentro de uma área de proteção permanente. A não-obrigatoriedade de reflorestamento contempla também pequenos produtores (com propriedades até quatro módulos fiscais, ou 400 hectares) que desmataram reserva legal antes de julho de 2008.
Conforme o texto aprovado em Plenário, o Poder Executivo deverá criar um programa de apoio financeiro para quem preservar ou recuperar o meio ambiente, com possibilidades de redução de impostos para empresas que industrializem ou comercializem produtos que cumpram as regras ambientais.
Sob a ameaça de poder ser declarado inconstitucional ou passível de contestação na Organização Mundial do Comércio (OMC), outro trecho do novo Código Florestal aprovado hoje estabelece que a Câmara de Comércio Exterior (Camex) do Ministério do Desenvolvimento passa a ter direito a adotar restrições a importações de países "que não observem normas e padrões de proteção do meio ambiente compatíveis com as estabelecidas pela legislação brasileira". No limite, se o colegiado entender, por exemplo, que um determinado país tem uma legislação ambiental muito fraca, o Brasil poderia barrar a entrada de produtos vegetais ou animais dessa nação.
Se comparada à legislação vigente hoje, o novo Código Florestal ainda protela por mais cinco anos a aplicação da resolução que proíbe crédito agrícola a proprietários que não tenham cadastro ambiental rural e inova ao instituir um cadastro nacional de cada árvore existente no País para a formação do Inventário Florestal Nacional.
Antes mesmo do final da votação, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, que acompanhava as discussões do Código Florestal de dentro do cafezinho do Senado, já afirmava que "as velhas teses" de ambientalistas e ruralistas foram abandonadas. "Mitos caíram. É possível pequenos agricultores serem recepcionados (pelas leis) e ambientalistas também serem recepcionados. A situação do passado, em que tudo era terra arrasada, mudou", disse a ministra, que admitiu que a articulação em torno da elaboração das novas regras ambientais e de produção agrícola permitiu reverter a "inércia do setor público" sobre o tema.
Fonte: http://noticias.terra.com.br