RÁDIO COXIXOLA WEB

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Pronaf Mulher aumenta limite de crédito para trabalhadora rural

Com o novo Plano Safra da Agricultura Familiar 2012/2013, lançado nacionalmente em julho deste ano, R$ 18 bilhões foram destinados às diversas linhas de crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). A linha de crédito do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) destinada a atender mulheres agricultoras integrantes de unidades familiares de produção, o Pronaf Mulher, obteve aumento em seu limite de crédito de R$ 50 mil para R$ 130 mil, podendo ser pago em até dez anos.
A agricultora Ledi Pfeifer, 38 anos, do município de Agudo (RS), acessou a linha de crédito. Ela, o marido e três filhos com idade entre nove e 15 anos, trabalhavam com a fumicultura, mas ela viu no Pronaf Mulher a possibilidade de investir na diversificação da produção, já que o marido havia acessado outra linha do programa.
De acordo com a coordenadora da Diretoria de Políticas para as Mulheres Rurais (DPMR) do MDA, Renata Leite, o principal benefício para as mulheres é que elas podem acessar mais recursos, “não só no aumento real de R$ 50 mil para R$ 130 mil, mas em relação ao limite por família”.
Produção diversificada
Em dezembro de 2011, a agricultora pegou R$ 45 mil para a aquisição de 15 matrizes, quatro novilhas e um resfriador. Hoje, ela é responsável por lidar com as vacas e tirar o leite, enquanto o marido cuida da produção do tabaco. “Foi bom. Nós, mulheres, muitas vezes, queremos fazer alguma coisa e dependemos do marido, mas esse crédito oferece uma independência para nós”, avaliou.
A produção diária da agricultora é de quatro mil litros de leite. Com a comercialização do produto a família adquiriu renda extra, que será investida para melhorar a produção. “Nossa expectativa é melhorar sempre. Vamos nos dedicar para isso”, garantiu. Segundo ela, outro benefício foi a união da família. Ledi conta que seus filhos gostam do trabalho e que pretendem continuar no campo. “Eles gostam muito, vamos ver se não mudam de ideia”, comentou.
O Pronaf Mulher atende às propostas de crédito, exclusivamente, de mulheres agricultoras, conforme projeto técnico ou proposta simplificada, independentemente de sua condição civil. Essa é uma medida afirmativa dentro do Pronaf para que as mulheres possam ter acesso ao crédito. ”O Pronaf Mulher é uma medida de correção da distorção histórica que exclui as mulheres do acesso aos recursos, sejam eles de crédito, produtivos, de terra ou de sucessão na área rural”, afirmou a coordenadora da DPMR do MDA, Renata Leite.
O limite da linha de crédito ainda pode ser de R$ 500 mil, exclusivamente, para operações coletivas com o intuito de financiar máquinas e implementos agropecuários e estruturas de armazenagem, de uso comum. Isso desde que seja respeitado o limite individual de até R$ 130 mil por beneficiário e por ano agrícola.
Pronaf Mulher
As taxas de juros do Pronaf Mulher são de 1% ao ano para operações até R$ 10 mil; e 2% ao ano para operações com valor superior a R$ 10 mil. No âmbito do Pronaf Mulher é possível que a mesma agricultora contrate até dois financiamentos. O segundo só é possível após o pagamento de, pelo menos, três parcelas do financiamento anterior, confirmação de regularidade do empreendimento financiado e da capacidade de pagamento. Aqueles que contratarem nova operação, que ultrapasse R$ 10 mil, também pagam juros de 2% ao ano.

Emater presta assessoria a agricultores de 17 municípios integrantes da Chamada Pública

O Governo do Estado, por meio da Emater Paraíba e em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), está prestando assessoria continuada  a 1.600  famílias agricultoras em 17 municípios  do Território da Cidadania no Cariri Ocidental integrantes da Chamada Pública. Dentre as ações destacam-se convivência com o Semiárido, manejo sustentável dos recursos naturais da Caatinga e a organização da produção da caprinovinocultura, enfatizando o acesso e a ampliação em mercados locais e institucionais.

Das 1.600 famílias beneficiárias, 496 estão enquadradas no Programa Brasil Sem Miséria, com renda per capta mensal inferior a R$ 70,00.  De acordo com o coordenador de Operações da Emater, Jailson Lopes da Penha, essas famílias estão recebendo um fomento para investir em ações de inclusão produtiva de atividades agrícolas e não agrícolas.  Cada família recebe um valor de  R$ 2.400,00  dividido em três parcelas, sendo a primeira de  R$ l.000, 00 e as duas últimas de  R$ 700,00.  O volume de recursos previstos para esse conjunto de ações é da ordem de R$ 1,5 milhões.

Os municípios beneficiados são Amparo, Assunção, Camalaú, Congo, Coxixola, Livramento, Monteiro, Ouro Velho, Parari, Prata, São João do Tigre, São José dos Cordeiros, São Sebastião do Umbuzeiro, Serra Branca, Sumé, Taperoá e Zabelê, todos pertencente à região administrativa da Emater em Serra Branca.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Bancada do NE vai cobrar do governo providências para enfrentar seca na região

Audiência Pública: As consequências da seca na situação socioeconômica da Região Nordeste - dep. Raimundo Gomes de Matos (presidente e autor do requerimento)O presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, deputado Raimundo Gomes de Matos (PSDB-CE), disse que vai reunir as informações prestadas à comissão sobre a situação da seca no Nordeste para que a bancada da região possa cobrar do governo a liberação de recursos para os programas em andamento.
Os deputados receberam, em audiência pública, técnicos dos ministérios da Agricultura, do Desenvolvimento Social, da Integração Nacional, além de representantes do Banco do Nordeste, da Contag e da CNA, e secretários de Agricultura de Pernambuco e Alagoas.
Todos concordaram que a situação está bem melhor que em secas passadas, e que os programas governamentais melhoraram a situação da população no semiárido brasileiro. A principal crítica foi quanto à demora em atender os pequenos produtores, que estão tendo perdas significativas. Segundo dados do Ministério da Agricultura, 22% da produção e 16% da área plantada foram perdidos como consequência direta da seca.
Transposição do São Francisco
Para o deputado Reinhold Stephanes (PSD-PR), que foi ministro da Agricultura, é preciso ver por que programas estruturantes, como a transposição do rio São Francisco, não foram concluídos ainda. O ministério da Integração se comprometeu a enviar a situação das obras, que, segundo o representante do órgão, estão dentro dos cronogramas.
Já o deputado Paulo Rubem Santiago (PDT-PE) questionou a aplicação dos recursos para o combate à seca, que não foram liberados este ano nem mesmo após o início da estiagem. “A seca é uma calamidade orçamentária e financeira, muito mais que uma calamidade natural”, disse.
Pior seca
Apesar de ser a pior seca dos últimos 40 anos, o diretor de Fomento à Produção do Ministério do Desenvolvimento Social, Marcos Dal Fabbro, ressaltou que graças ao programa Água Para Todos, as famílias estão melhor equipadas para resistir à falta de chuvas. Foram mais de 750 mil cisternas instaladas na área rural, e várias barragens e poços para a produção agrícola. “Prova disso é que não se fala mais na perda de vidas humanas”, disse.
Segundo Dal Fabbro, não há contingenciamento dos recursos do programa, que teve seu orçamento quintuplicado para universalizar o acesso à água no Nordeste até 2014. “A cisterna não resolve todos os problemas, apenas as necessidades das famílias, mas o programa também envolve soluções para a produção agrícola”, disse.
Para o secretário de Política Agrícola da Contag, Antoninho Rovaris, o problema está na distribuição de ração a preço barato para consumo animal, no atraso do apoio financeiro a pequenos agricultores que perderam a safra e na rolagem das dívidas de agricultores que perderam suas plantações.
Dívidas agrícolas
O superintendente do Banco do Nordeste, José Rubens Dutra Mota, disse que as dívidas estão sendo estudadas e que, pelo menos até dezembro, estão garantidas condições facilitadas para os produtores atingidos.
Já o coordenador de Estudos e Informações Agropecuárias do Ministério da Agricultura, Marcelo Guimarães, disse que a Conab tem distribuído 15 toneladas por semana de milho a preço subsidiado para alimentação dos rebanhos em áreas afetadas. “Se temos problemas na distribuição é porque as regiões onde ficam os armazéns são distantes de onde estão os produtores em alguns estados, por isso precisamos da ajuda dos governos locais”, disse.


Fonte: Agência Câmara de Notícias

Câmara aprova nova distribuição dos royalties do petróleo

Deputados rejeitaram versão que reservava recursos para a educação.
Projeto segue para sanção presidencial; para petista, Dilma deverá vetar.


Depois de uma reviravolta no plenário, os deputados aprovaram na noite desta terça-feira (6), por 296 votos a favor e 124 contra, o texto-base oriundo do Senado do projeto que redistribui entre União, estados e municípios os tributos (royalties e participação especial) provenientes da exploração do petróleo. O projeto segue agora para sanção da presidente Dilma Rousseff.
Os royalties são valores que os entes da federação recebem como compensação por danos ambientais das empresas que exploram petróleo. A participação especial é outro tributo pela exploração, mas incidente apenas sobre grandes campos, por exemplo, das reservas do pré-sal.
O texto aprovado não reserva royalties para áreas específicas, como educação ou saúde. Antes, os deputados tinham derrubado, por 220 votos a 211, um substitutivo (versão alternativa) do deputado Carlos Zaratini (PT-SP), que destinava 100% da parcela de estados e municípios à área da educação, como queria o governo.
Arte Royalties Câmara 6nov2012 (Foto: Arte G1) Zarattini lamentou a aprovação do texto do Senado e disse que a proposta deverá ser vetada pela presidente Dilma Rousseff por representar "grande prejuízo" aos estados produtores. "Acredito que a presidente deverá vetar porque haverá um prejuízo muito grande aos estados produtores. O texto retira tantos recursos do Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo que inviabiliza a sanção do projeto", afirmou.
Já o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), autor do requerimento que derrubou a versão de Zarattini, afirmou que a opção da Câmara pelo texto do Senado representa uma "grande derrota" ao governo federal. "É uma derrota por aquilo que o governo fez, não pelo bem da população, mas por um acordo político com o Rio de Janeiro. O Brasil venceu o acordo de Dilma com o governador Sérgio Cabral", afirmou.
O deputado da oposição destacou que os municípios e estado não produtores vão ganhar mais recursos com a aprovação do texto de Vital do Rêgo. "O projeto do Senado faz uma distribuição muito mais equilibrada. Será uma receita importante para os municípios", disse.
Royalties
O texto traz uma redução de 30% para 20% na fatia de royalties destinada à União. Os estados produtores deixariam de receber os atuais 26,25% dos royalties, passando para 20%. Os municípios produtores também passariam de 26,25% para 15% em 2013 diminuindo até 4% em 2020. Municípios afetados por embarcações sairiam dos atuais 8,75% para 3% em 2013, para chegar a 2% em 2020.
Estados não produtores aumentariam sua fatia nos royalties: sairiam dos atuais 7% para 21% em 2013, chegando a 27% em 2020. Os municípios não produtores também veriam crescer sua parcela: dos atuais 1,75%, passariam a 21% em 2013 e chegariam a 27% em 2020.
Participação especial
O texto determina ainda a redução de 50% para 42% da parcela da União em 2013 na participação especial. O percentual chegaria a 46% em 2020.
Atualmente, os outros 50% da participação especial vão apenas para estados produtores (40%) e municípios produtores (10%).
Pela proposta do Senado, os estados produtores terão 32% da participação especial em 2013, e 20% em 2020. Os municípios produtores, conforme o texto do Senado, receberão 5% da participação especial em 2013 e 4%, em 2020.
Outros 10% serão destinados, em 2013, ao Fundo Especial dos Estados e do Distrito Federal. O índice cresce para 15% em 2020. Os mesmos percentuais são aplicados para o Fundo Especial dos Municípios.
Fundo especial
No relatório, Vital do Rêgo afirma que a proposta é uma “solução para os mais de 5 mil municípios que têm direito a uma parte da riqueza da nação, independentemente de sua localização geográfica e que, atualmente, recebem somente algo em torno de 6% dos royalties e, absolutamente nada das receitas da participação especial”.
O relatório prevê a criação de um fundo especial que "destinará para a totalidade dos municípios, já em 2012, o equivalente a R$ 4 bilhões, que serão distribuídos de acordo com o mesmo critério de rateio do Fundo de Participação dos Municípios. Isso representa um aumento de quase sete vezes em relação aos valores de 2010".
O fundo especial também destinará, segundo o relator, R$ 4 bilhões a todos os estados e ao Distrito Federal. “Isso beneficiará diretamente os 17 Estados (além do Distrito Federal) que, atualmente, encontram-se praticamente alijados do processo de distribuição das receitas de petróleo”, diz trecho do relatório
Em 2010 o fundo especial destinou a todos os estados R$ 160 milhões. A previsão no relatório é que até 2020 o fundo especial esteja distribuindo cerca de R$ 16 bilhões para estados e outros R$ 16 bilhões para os municípios.

Fonte: G1 Política, clique em g1.globo.com/politica.

Linha de crédito emergencial libera R$ 656 milhões, pelo Pronaf, para regiões Norte e Nordeste

Passa de R$ 1 bilhão o valor contratado pela linha de crédito emergencial criada em maio para atender os atingidos pela seca nas regiões Norte  e Nordeste – para os setores de agricultura, comércio, serviços e indústria. Desse total, o maior volume foi contratado por agricultores familiares, pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). O Pronaf é responsável por mais de 65% do valor financiado, com o total de R$ 656,2 milhões em operações contratadas.
“É um volume significativo de recursos que impacta diretamente no custeio pecuário e nas ações estruturantes das propriedades rurais atingidas pela seca. O recurso possibilita aos agricultores familiares investirem nessa fase para que possam se adequar e sentir menos os efeitos da estiagem”, explica o secretário da Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (SAF/MDA), Valter Biachini.

Na Região Norte, os estados do Acre e Amazonas foram os que mais contrataram operações de financiamento no crédito emergencial como um todo, com cerca de 45 mil contratos no Acre e 52 mil no Amazonas. No Nordeste, Bahia, Ceará e Pernambuco têm o maior volume de contratos, com mais de 29 mil na Bahia e mais de 22 mil nos outros dois estados.

Ibicoara (BA)
O agricultor Damião Rodrigues dos Santos, 49 anos, do município de Ibicoara (BA) acessou a linha de crédito emergencial no dia 5 de junho deste ano, com um contrato de R$ 11.949,30. Ele conta que seu financiamento pelo Mais Alimentos estava em dia, mas ele e a família previam que, em 2013, não poderiam pagar a última parcela do financiamento. "Eu achava que não ia dar conta de pagar por causa da seca que prejudicou a gente, então essa linha de emergência foi muito importante", descreve Damião. "Agora, eu tenho certeza que vou pagar a última parcela, em 2013, e mantenho meu crédito no banco. O crédito é a forma de manter a lavoura da gente", diz o agricultor baiano.
Damião vive com a mulher, de 45 anos, e dois filhos, de 21 e 23 anos. A família produz café, feijão, milho, mandioca, banana e maracujá, em uma área de quatro hectares na Fazenda Aranquã, zona rural, em Ibicoara. A cultura mais atingida pela seca do final de 2011 e início de 2012 foi a do café, que ocupa três hectares de área plantada. As lavouras que deram menos prejuízo foram as de maracujá e banana – frutas que Damião vende para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae).
Em 2008, a família Santos acessou o Mais Alimentos para investir na produção (adubação, colheita, limpeza) e, já em 2010, teve dificuldades para pagar as parcelas devido à seca que afetou a produção. Em 2012, a seca voltou a abalar a produção da família.

Beneficiados Os agricultores familiares enquadrados no Pronaf e afetados pela estiagem na área de atuação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) contam com a linha de crédito especial desde o dia 8 de maio. A medida atende os municípios onde foi decretada situação de emergência ou estado de calamidade pública, pelo Ministério da Integração Nacional, a partir de 1º de dezembro de 2011. Atualmente, 1.250 municípios dos dez estados do Nordeste têm operações contratadas – de um total de 1.379 municípios que decretaram situação de emergência.
O crédito vale para os agricultores familiares adimplentes que desejam realizar operações de investimento e pode ser solicitado até o dia 30 de dezembro deste ano. O limite é de R$ 12 mil por agricultor, com prazo de pagamento até dez anos, três anos de carência e taxa de juros de 1% ao ano. O agricultor que pagar suas parcelas de financiamento em dia terá um bônus de desconto de 40% sobre as parcelas.
Para os agricultores enquadrados no Grupo B do Pronaf, cuja renda familiar anual é até R$ 6 mil, o limite de crédito é R$ 2,5 mil, com as mesmas condições.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Governo reúne equipe para traçar ações de combate à seca na Paraíba

Sábado, 03 de novembro de 2012
O governador Ricardo Coutinho decidiu prorrogar por mais 180 dias os decretos de situação de emergência de 170 municípios paraibanos por causa dos efeitos da estiagem. O decreto vai ser publicado no Diário Oficial do Estado nos próximos dias. O prazo do decreto anterior vence nesta segunda-feira (5). O Comitê Integrado de Enfrentamento à Estiagem realizou mais uma reunião nessa quinta-feira (1º). Na reunião de trabalho, Ricardo Coutinho foi informado sobre o andamento das diversas ações visando amenizar os efeitos da seca.
Com as informações atualizadas, o governador destacou a necessidade de todos os integrantes do Comitê se manterem atentos às questões e avançarem nas diversas tarefas. Atualmente no Estado existem 684 carros pipa abastecendo áreas urbanas e rurais. São 239 carros pipa do Estado e 445 do Exército. A Companhia de Desenvolvimento dos Recursos Minerais (CDRM) perfurou, este ano, 169 poços artesianos.
Uma das recomendações do chefe do executivo é no sentido de que a população esteja bem informada sobre o que o Estado está fazendo para amenizar os problemas com escassez de água. Por causa da estiagem, a Cagepa precisou racionar a oferta de água em 15 cidades e nove distritos. Na segunda-feira (5) a empresa divulgará a relação dos municípios e distritos atingidos pelo racionamento.
A Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa) está acompanhando diariamente o volume de água nos 122 reservatórios monitorados pelo órgão. Decisões de abertura e fechamento de comportas também estão sob controle rigoroso. A agência também fez uma simulação do volume dos mananciais pelos próximos dois anos no caso de a estiagem se manter nos níveis deste ano. Os 122 reservatórios têm capacidade máxima para acumular 3,9 bilhões de metros cúbicos d’água. Hoje o volume de água nos açudes e barragens é de cerca de 1,8 bilhão de metros cúbicos, ou seja, 2,1 bilhões a menos do volume total.
O volume d’água nos seis maiores mananciais do Estado é o seguinte (capacidade máxima, volume atual e percentual hoje):
Coremas – Mãe D’Água – Coremas: 1.358.000.000
Volume atual: 649.975.000 (47,9%)
Epitácio Pessoa -  Boqueirão:  411.686.287
Volume atual: 276.130.869 (67,1%)
Engenheiro Ávidos – Cajazeiras: 255.000.000
Volume atual: 51.043.295 (20,0%)
Barragem Acauã – Itatuba: 253.000.000
Volume atual: 125.203.307  (49,5%)
Barragem Saco – Nova Olinda: 97.488.089
Volume atual: 6.153.289   (6,3%)
Lagoa do Arroz – Cajazeiras: 80.220.750
Volume atual: 24.777.738    (30,9%)
No campo da Secretaria Executiva da Agricultura Familiar, até o momento existe a captação de recursos na ordem de R$ 18 milhões por meio do Programa Nacional de Agricultura Familiar. “Nós temos contratados hoje R$ 6 milhões dentro do Pronaf Estiagem e mais R$ 12 milhões no Pronaf geral. O dinheiro já está com os produtores rurais para superar a situação adversa provocada pela seca’, disse o secretário Alexandre Eduardo Araújo.
A respeito da distribuição gratuita de ração animal junto aos mais de 20 mil produtores rurais, o programa já distribuiu 16,8 mil toneladas das 19 mil anunciadas. O outro programa de complementação alimentar para os rebanhos é executado pela Empresa Paraibana de Abastecimento e Serviços Agrícolas (Empasa) e teve início no último dia 30. O Governo do Estado investe R$ 7 milhões na distribuição com preço subsidiado de até 50% na silagem de milho ou sorgo, torta de algodão e farelo de soja. Foram adquiridas 4.225 toneladas de farelo de soja e torta de algodão e 4.400 toneladas de silagem de milho e sorgo.
Participaram da reunião o secretário da Infraestrutura, Efraim Morais, que coordena as atividades do Comitê; o secretário dos Recursos Hídricos, Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia, João Azevedo; o secretário do Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca, Marenilson Batista; o secretário executivo da Agricultura Familiar, Alexandre Eduardo Araújo; o presidente da Cagepa, Deusdete Queiroga; o gerente executivo estadual da Defesa Civil, coronel Walber Rufino; a diretora geral da Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa), Ana Maria AraújoTorres; a gestora do Orçamento Democrático, Ana Paula Almeida, além de representantes da CDRM.

sábado, 3 de novembro de 2012

CRAIBEIRA OU CAIBEIRA?



Não sei qual dos dois, sendo que ambos estão certo, certo mesmo estou de viver o paradoxo que a caatinga nos apresenta neste fim de ano, uma das maiores secas de todos os tempos assola nossa região, e a resposta da caatinga é uma espetáculo de beleza e delicadeza, as lindas flores das caibeiras, estas repletas de um amarelo espetacular e esperançoso, revigorante, que ao parar nas estradas de nosso cariri, nos vermos o quanto somos imediatista, pois a natureza nos diz que a seca existe mais não para aqui os dias de abundancia ainda hão de vir, é o nosso amarelo da esperança que mostra a nosso povo que devemos nos preparar para a escassez, mas Deus não nos desampara ninguém.
 







Fotos podem ser usadas desde que citada a fonte.

Produtores atingidos pela seca recebem mais duas mil toneladas de ração animal

Quinta-feira, 01 de novembro de 2012 - 15h52
O programa de distribuição de ração animal do governo do Estado vai distribuir mais duas mil toneladas do produto até o final de novembro. Iniciado em agosto deste ano, o programa auxiliou mais de 24 mil produtores rurais da Paraíba, ultrapassando a meta inicial de 20 mil famílias do Sertão e Cariri paraibanos que sofrem com a estiagem. O objetivo é que distribuir um total de 19 mil toneladas de ração.
O programa prevê a doação de alimento volumoso ‘in natura’ por meio do Comitê Integrado de Combate à Seca na Paraíba, com participação das Secretarias de Estado da Infraestrutura (SEIE) e do Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca (SEDAP), além da Gerência Executiva de Defesa Civil e Empresa Paraibana de Abastecimento e Serviços Agrícolas (Empasa). Esta distribuição acontece com subsídios do Governo Federal, através da Secretaria Nacional de Defesa Civil.
Para ser beneficiado, o produtor agropecuário deveria ter seu gado vacinado contra febre aftosa e necessidade do subsídio. A distribuição prosseguirá por mais três semanas, em mais de 20 municípios paraibanos, localizados nas regiões do Cariri e Sertão.
A Secretaria Nacional de Defesa Civil reconheceu a ‘Situação de Emergência’ em 170 municípios da Paraíba, por meio da portaria de nº 187, de 10 de maio, publicada no Diário Oficial da União. A medida teve como base o Decreto Estadual de nº 32.935, assinado pelo governador Ricardo Coutinho no dia 7 de maio. Tal decreto vale até este mês de novembro, mas devido à permanência da estiagem, o governador e a Secretaria de Estado da Infraestrutura já declararam sua busca de renovação do decreto junto ao Governo Federal, haja vista a situação de seca que ainda se encontra a maior parte do Estado.
Além da distribuição de ração animal, fazem parte das atividades do Comitê de Combate à Seca, distribuição de água através de carros-pipa e perfuração e ativação de poços.

Projeto apoiado pelo Cooperar é modelo no país

Quinta-feira, 01 de novembro de 2012 - 10h36
O Projeto Cooperar apoia ação de beneficiamento de resíduos sólidos recicláveis que é modelo no país. Na cidade de Bonito de Santa Fé, a 524 quilômetros de João Pessoa, 113 catadores de lixo agora são agentes ambientais. Eles se organizaram em uma associação e firmaram convênio com a prefeitura local no valor de R$ 27 mil mensais. Além desses recursos, rateados entre os 113 associados, eles têm renda extra com a coleta seletiva e venda de papel, papelão, vidro, pneus, ferro e outros materiais recicláveis.
Para consolidar a iniciativa, os agentes ambientais e a prefeitura solicitaram apoio do Cooperar. Com recursos na ordem de R$ 399 mil liberados no ano passado pelo Banco Mundial, eles estão construindo um galpão, um escritório para a associação, e adquirindo um caminhão, balanças e uma prensa para facilitar o carregamento do material reciclado e transporte até as empresas compradoras,  localizadas em municípios da região.
Pioneirismo – O formato do projeto é pioneiro no país e chamou a atenção dos organizadores da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável a Rio + 20, realizada no mês de junho deste ano. Um vídeo- documentário produzido pelos próprios agentes foi exibido e aplaudido no evento.
A presidente da Associação dos Catadores e Material Reciclável de Bonito de Santa Fé,  Rita da Silva Miguel, disse que até então o trabalho tinha sido árduo, no sol, na chuva. “Com a construção do galpão e a aquisição do caminhão e dos equipamentos, nosso trabalho vai ser feito de forma mais organizada e o Cooperar tem sido um parceiro importante”, revelou Rita.
Os recursos incluem a compra de fardamento, luvas e todo equipamento individual necessário para a atividade diária. A líder dos agentes ambientais  destaca que o projeto de sucesso está atraindo o interesse de outros  moradores da cidade.
Mobilização – A prefeitura de Bonito de Santa Fé, com o apoio dos agentes ambientais, está alertando a população sobre a importância do beneficiamento de resíduos sólidos recicláveis. A coleta do lixo na cidade é alternada. Em três dias da semana acontece a coletiva seletiva. Com apoio da Fundação Nacional da Saúde (Funasa), a prefeitura local está implando um aterro sanitário.
A meta é criar um consórcio envolvendo os municípios vizinhos. Boa parte das mulheres que integram a associação prestava serviço como gari. Outras pessoas que hoje também são associadas catavam lixo. Todos foram capacitados e a criação da entidade aconteceu em 2011.
O coordenador geral do Cooperar, Roberto Vital, afirmou que a visita foi positiva e observou que para atingir o desenvolvimento sustentável  é preciso ter resultados concretos no menor espaço de tempo, como visto nesses locais. “Os projetos verificados estão dando essa resposta”, comemorou o gestor.
O representante do Banco Mundial, Edward Bresnyan, visitou Bonito de Santa Fé e enfatizou que é importante as parcerias com o poder público municipal, estadual e federal, além do associativismo para que haja maior facilitação na captação dos recursos.
“Vimos exemplos de mudança tecnológica e de processos que vão melhorar o desenvolvimento local.  Gestão, planejamento e coordenação dos esforços são os caminhos para inclusão produtiva e o Estado, o Banco Mundial e o Governo Federal têm interesse em contribuir com essa meta de inclusão produtiva”, destacou.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

GOVERNO DO ESTADO DA PARAIBA LANÇA PROGRAMA DE MANUTENÇÃO DO REBANHO DO ESTADO



O Governo do Estado está disponibilizando um novo incentivo aos agropecuaristas paraibanos para complementar a alimentação dos rebanhos bovinos, caprinos e ovinos neste período de estiagem. Nesta terça-feira (30), será lançado o Programa Emergencial de Manutenção do Rebanho, às 10h, no Agrocentro de Patos (Empasa), no Km 336 da BR-230.
O Governo do Estado está investindo R$ 7 milhões na distribuição com preço subsidiado de até 50% na silagem de milho ou sorgo, torta de algodão e farelo de soja. Foram adquiridas 4.225 toneladas de farelo de soja e torta de algodão e 4.400 toneladas de silagem de milho e sorgo.
De acordo com o governador Ricardo Coutinho, o programa emergencial de Manutenção do Rebanho visa manter e garantir a permanência dos criadores em suas atividades, evitando a dizimação dos animais com a oferta de ração protéica e, ao mesmo tempo, age como regulador de preços no mercado.
“A Paraíba tem sido exemplo por ser o único Estado no Nordeste a distribuir ração animal gratuita, a exemplo do volumoso de milho e sorgo, que tem socorrido os produtores e garantido a sobrevivência do rebanho. Infelizmente, diante da seca e das dificuldades postas, registramos a perda de animais, mas não fosse a ação do Governo do Estado o quadro seria muito pior”, ressaltou o governador. 
Ele ainda acrescentou que o programa também vai beneficiar os produtores inscritos no Programa Leite da Paraíba com a venda subsidiada da ração de forma a garantir a produção e a distribuição do leite à população.
O programa é coordenado e executado pela Empresa Paraibana de Abastecimento e Serviços Agrícolas (Empasa) e tem a supervisão da Secretaria de Estado do Desenvolvimento da Agropecuária e Pesca (Sedap).
Pontos de venda- A torta de algodão e o farelo de soja serão vendidos nos escritórios e armazéns da Empasa de Campina Grande, Monteiro, Patos, Itaporanga, Pombal, Sousa e Catolé do Rocha. Já a silagem, nos postos da Empasa de Campina Grande, Monteiro, Patos e Sousa.
Fonte: Secom – PB
Em contato com Alexandre Eduardo (Secretário de Agricultura Familiar da SEDAP) ele falou que os produtores cadastrados pela EMATER e que estejam no PAA Leite já estão aptos a comprarem a ração, bem como a SEDAP e CONAB fizeram uma pasceria e todo o produtor cadastrado na CONAB para comprar milho estará cadastrado para comprar o concentrado. A quantidade será calculada sobre os animais cadastrados em ambas instituições, mas terá um limite de 20 sacos por produtor .
As associações de Produtores de Leite deverão ir em caravana com seus produtores para minimizar os custos com o transporte.
O coordenador do Programa de manutenção do rebanho no estado é o Srº Filipe Adelino (8600-9917) outro responsável, que é coordenador do Programa PAA Leite na Paraíba, é o Srº Adomario (99819106).