RÁDIO COXIXOLA WEB

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

CONTRIBUIÇÃO A POPULAÇÃO DE COXIXOLA


EXPOSIÇÃO DOS RECURSOS FINANCEIROS DA PREFEITURA MUNICIPAL
FPM DO MUNICIPIO DE COXIXOLA EM 2011
TOTAL GERAL DAS RECEITAS R$ 5.000.704,26
jan/11 Total R$ 431.778,62
fev/11 Total R$ 461.303,36
mar/11 Total R$ 304.598,96
abr/11 Total R$ 411.947,65
mai/11 Total R$ 457.403,26
jun/11 Total R$ 415.525,10
jul/11Total R$ 357.386,77
ago/11 Total R$ 365.864,16
set/11 Total R$ 291.156,11
out/11Total R$ 384.433,93
nov/11 Total R$ 405.679,32
dez/11 Total R$ 713.627,02

DESPESAS DA PM DE COXIXOLA EM 2011

Mês                                Pago (R$)
Janeiro                           218.556,98
Fevereiro                      315.648,03
Março                            406.100,68
Abril                               480.514,57
Maio                               405.710,34
Junho                             511.308,49
Julho                               473.322,63
Agosto                            376.575,84
Setembro                      331.184,85
Outubro                         428.114,17
TOTAL                 R$ 3.947.036,58
Fonte: http://sagres.tce.pb.gov.br/despesa01.php. Acessoa em 09/01/2012

Folha de Pessoal de Coxixola 2011
                Mês          Valor           Qt. Servidores
Janeiro         150.979,40        139
Fevereiro    151.626,60        140
Março          153.956,97        141
Abril             153.037,05        141
Maio             152.502,95        139
Junho           154.893,70        141
Julho            156.018,54        140
Agosto         155.754,96        140
Setembro   156.530,15        141
Outubro      158.581,83        141
TOTAL    R$ 1.543.882,15

DIÁRIAS DOS ANOS DE 2010 A OUTUBRO DE 2011
DIÁRIA PARA VIAGEM - As diárias para viagem são valores pagos habitualmente ao empregado para cobrir despesas necessárias, tais como: alimentação, transporte, hotéis, alojamento, viagens, para realização de serviços externos, em outras cidades.

Prefeito
Ano de 2010, Prefeitura Municipal De Coxixola - Nelson Honorato Da Silva - R$ 6.732,00
Ano de 2011, Prefeitura Municipal De Coxixola - Nelson Honorato Da Silva - R$ 4.896,00

Secretário de Agricultura
Ano de 2010, Prefeitura Municipal De Coxixola - Braz Reinaldo De Melo - R$ 4.896,00
Ano de 2011, Prefeitura Municipal De Coxixola - Braz Reinaldo De Melo - R$ 5.040,00

Secretário de Educação
Ano de 2010, Prefeitura Municipal De Coxixola - Felix Honorato Da Silva - R$ 3.834,00
Ano de 2011, Prefeitura Municipal De Coxixola - Felix Honorato Da Silva - R$ 3.168,00

Secretaria Esporte, Lazer e Juventude
Ano de 2010, Prefeitura Municipal De Coxixola - Adriano De Souza Apolinario - R$ 900,00
Ano de 2011, Prefeitura Municipal De Coxixola - Adriano De Souza Apolinario - R$ 144,00

Secretario Adm Fin Tesoureiro
Ano de 2010, Prefeitura Municipal De Coxixola -  Heleno Antonino De Souza - R$ 4.320,00
Ano de 2011, Prefeitura Municipal De Coxixola -  Heleno Antonino De Souza - R$ 5.413,00

Secretaria de Ação Social de Coxixola
DARLOZA FERREIRA BRAGA, o interessante é saber quem é esta cidadã que aparece no Tribunal de Contas do Estado como DIRETORA DEP DE ASSISTENCIA SOCIAL de Coxixola, pois há uma profissional de mesmo nome que recebeu um recurso da Prefeitura Municipal de Serra Branca e outro da PM de São José dos Cordeiros em 2011, já da Prefeitura municipal de Amparo, em 2010 recebeu R$ 8.225,00 e em 2011 R$ 5.825,00. Serão as duas a mesma pessoa ou trata-se de uma simples coincidência? O CPF da que recebeu os recursos é de 634-68, Senhores vereadores cabe a vocês averiguarem o trabalho desta senhora aqui em Coxixola.

Como é a concentração dos recursos em Coxixola,
O Srº Jose Pedro Sobrinho em 2010 recebeu R$ 57.839,00 em 2011 até outubro R$ 35.480,00
A Srª Rouse Cristiane Ferreira em 2010 recebeu R$ 15.232,80 em 2011 até outubro R$ 11.925,00

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

FIM DE SEMANA EM COXIXOLA


COXIXOLA 2012

 O ano de 2012 chegou agradando em Coxixola, se teve até queima de fogos na virada, só que os fogos ao serem queimados a globo já havia divulgado a virada do ano, mas a nossa foi regida a Campina FM.
Via-se muita gente pelas ruas da pequena notável, nas comunidades dos assentamentos Pinheiros e Boa vista a festa da virada foi regida a carne de bode assado, cachaça da boa e forró.
Uma triste noticia foi o anuncio de Zé Mago, da panificadora Neves, que estaria tirando a ultima formada de sua nacionalmente conhecida bolacha de “sete capas”, para os amantes de um bom carboidrato assado, é o fim das deliciosas e crocantes bolachas de Seu Zé Mago, este fato para Coxixola é como se tirassem um pedaço da identidade de nós Coxixolenses, nossos conterrâneos de outros estados como São Paulo e Rio de Janeiro, compravam balaios dessas maravilhas da panificação local.

Neste final de semana foi movimentado, no sábado (08/01/2012), teve a tradicional Prova de Laço do Rato, na sua Chácara, onde mora a Paz. Teve ainda a atividade circense apresentada pela trupe que estar acampada em nossa comunidade, o espetáculo foi de tão alto nível, quase matam o Crítico Jotinha de tanto sorrir, Albenio teve de segurar sua esposa, Cristiane, para ela não cai das arquibancadas, pois as apresentações hilariantes lhe causavam falta de ar de tanto rir, ô cirquinho ruim.
Domingo (09/01) ocorrem varias atividades, a anual partida dos solteiros contra os casados da comunidade do Campo de Velho, um Torneio intermunicipal no Balneário O Pingão, outra partida de futebol na comunidade do Serrote Apertado, sem falar no Bar e restaurantes Recanto de Riacho, de Itamar, que como sempre o dia todo lotado, lá os frequentadores aproveitam o melhor baião de dois da cidade.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

MDA E O PRONAF


PRONAF INVESTE NO SETOR LEITEIRO PARA REGIÃO DO SEMIÁRIDO
 “Antes de existir a cooperativa eu tinha que dar o leite que sobrava aos animais e procurar atravessadores para garantir a venda da minha produção”. Esta era a realidade de Josenilton Gonzaga da Mota, 54 anos, um dos associados da Coopleal, cooperativa de leite da região do Vale do Jequitinhonha (MG), que pertence ao semiárido brasileiro.
Hoje, seu Josenilton comemora a extração de 300 litros de leite por dia de suas 94 vacas e conta com a ajuda da esposa e três empregados. Além de sustentar a família e garantir a educação dos três filhos, o agricultor já tem planos para aumentar a produção no ano que vem e instalar a ordenha eletrônica. “Aos poucos a gente vai investindo mais. Com a garantia de distribuição pela cooperativa posso produzir com mais estabilidade”, conta.
No início o produtor contou com apoio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), para viabilizar sua estrutura de produção. Isso ocorreu por meio das linhas de crédito para custeio e investimentos em suas várias modalidades.  Além disso, Josenilton contou com os programas e políticas públicas que oferecem produtos da agricultura familiar nos mercados institucionais e diferenciados.
Cooperativas
O setor leiteiro está se desenvolvendo com força entre produtores da agricultura familiar. Localizada no município de Almenara, região do Vale do Jequitinhonha, nordeste de Minas Gerais, a Cooperativa Coopleal é exemplo de como os projetos de valorização da agricultura familiar podem mudar a realidade de muitas famílias.
Com aproximadamente 500 cooperativados - 85% dos quais pertencentes à agricultura familiar – a Coopleal registra uma produção diária de 40 mil litros de leite. Para o seu diretor presidente, Caio Jadson Alves de Figueiredo, o crescimento contínuo é sinal de desenvolvimento social e econômico da região.
Atualmente, 641 agricultores familiares cooperativados foram beneficiados por linhas de crédito do Pronaf e do Programa de Aquisição de Alimentos do mercado institucional do Governo Federal.
Para o próximo ano, com a implantação do projeto para produção de queijos, iogurtes e bebidas lácteas, a  Coopleal receberá mais 1.300 produtores. Deste total, 475 são famílias oriundas de nove assentamentos, todos beneficiários do Pronaf.
Já o projeto de reestruturação da Usina de Beneficiamento de Leite da Coopleal, que  será implantado pelo Pronaf Infraestrutura, estará capacitado para atender também à demanda do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) no fornecimento de produtos lácteos para os diversos Chamamentos Públicos dos municípios do Vale do Jequitinhonha e Sul da Bahia. O iniciativa também possibilitará a  retirada de 475 famílias da linha da miséria no meio rural,  em uma das regiões mais carentes de Minas Gerais.  Além disso, o excedente lácteo será direcionado ao mercado convencional do Nordeste brasileiro.
Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar
Financiar projetos individuais ou coletivos que resultem na geração de renda para agricultores familiares e assentados da reforma agrária: esse é o objetivo do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).
Além de dispor das mais baixas taxas de juros, o Programa apoia financeiramente as atividades agropecuárias e não agropecuárias do produtor rural e sua família e destaca-se também por ter os menores índices de inadimplência do Brasil.
Os interessados em participar do Pronaf devem dirigir-se ao sindicato rural ou a Emater para obter a Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP). Para isso, é preciso definir antes o que será financiado. No caso de beneficiários da reforma agrária, é necessário procurar o Incra ou a Unidade Técnica Estadual.
Brasil Sem Miséria
A região do semiárido brasileiro possui um dos mais baixos Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do país. Este é um código de referência  internacional que serve para medir o padrão de vida das populações.
Para transformar essa realidade, o Governo Federal criou o Plano Brasil Sem Miséria, um conjunto de soluções integradas às políticas públicas para apoiar os empreendimentos da agricultura familiar. O objetivo é promover a inclusão social dos brasileiros que vivem em situação de pobreza extrema.
Neste contexto, o Ministério do Desenvolvimento Agrário vem executando uma série de programas que atuam basicamente em três eixos: reforço das políticas de transferência de renda, acesso aos serviços e políticas públicas e ações de inclusão produtiva para geração de trabalho e renda com ênfase na organização econômica. Desde 2003 o Programa Brasil Sem Miséria já retirou 4,8 milhões de brasileiros que vivem no meio rural da situação de pobreza.
O leite é uma grande oportunidade de resgatar as famílias do semiárido que vivem nessa situação, já que a atividade está presente em mais de 99% das microrregiões consideradas pelo IBGE. Das cem bacias leiteiras que mais crescem no Brasil, 48 estão localizadas no semiárido nordestino. As tecnologias disponíveis, associadas às políticas públicas de fortalecimento da agricultura familiar, permitirão transformar o perfil do meio rural dessa região. Isso acontecerá com o fortalecimento das unidades produtivas de leite e derivados, que irão sustentar a população carente e aquecer a economia local.
Coxixola
Coxixola é a prova viva desse desenvolvimento, é inebriante a empolgação com a qual produtores como Elias de Constantino, Tuita, Paulo de Severino Domingos, entre outros, relatam suas experiências, seus olhos brilhão quando mostram suas matrizes, o leite de cabra é uma realidade que não tem mais volta. Hoje Coxixola, mesmo sem o apoio da prefeitura municipal, é um dos municípios que mais produzem leite de cabra da Região do cariri.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Não só apenas mais um texto...


ENCONTRO INADIÁVEL

                  Marcaram o encontro debaixo da velha aroeira da serra. Árvore mais do que secular, como atestavam o seu porte e diâmetro. Naquele dia, a velha árvore estava despida de folhas, mas ajaezada de pequenos frutos assemelhando-se, nos cachos, a penduricalhos de pequenas estrelas. Servia de divisa na cumieira da serra desde tempos imemoriais tendo, até então, escapado ao “machado bronco”.

                Um deles, como é próprio da juventude, subiu de forma lépida sem se preocupar com o aclive, um tanto íngreme, nem com os pequenos obstáculos na forma de pedras, troncos caídos, raízes, etc. Chegou lá em cima um tanto “esbaforido”, as faces coradas, alegre, vivaz. Bem trajado, bem barbeado, sapatos cintilantes, perfume da moda, mal sabia o que teria pela frente.

                O outro, idoso, castigado pelo tempo, cansado das vicissitudes da vida, alquebrado pelas desilusões, mas ainda certo da realização de metas dantes sonhadas, subiu um tanto trôpego, vista curta, passos pequenos, quase “engomando”. Ombros caídos, cabelos encanecidos, barba longa, vestes e sapatos rotos. De perfume, apenas o odor da mataria que teimava em atrapalhá-lo na sua, já tão dura, subida. Vez por outra, parava para tomar um fôlego e aproveitava para olhar para trás e para baixo.

    Como tudo tinha mudado em tão pouco tempo! Onde estava aquela quixabeira das margens do riacho? Da craibeira restava ainda, resquícios do ouro da florada recente. Aquele toco enegrecido, era tudo o que restava da frondosa oiticica que sombreava o poço no pequeno riacho, agora seco e aterrado. O juazeiro mutilado na sua copa para atender a voracidade dos animais, apresentava vários ferimentos no tronco. Alguém o raspara em busca das suas propriedades medicinais e, ou, cosméticas.

    O que fora feito daquela pequena matinha rica em imburanas de cheiro, pereiros, angicos, jucás, paus d’arco roxos, baraúnas, juremas pretas, mofumbos, macambiras, caroás, xique-xiques, facheiros, mandacarus, palmatórias, coroas de frade, mofumbos, mororós, imburanas de espinho, barrigudas, icós, malvas, moleques-duro, quebra-facas, marmeleiros? Onde estavam os ninhos dos beija-flores, tão protegidos pelas urtigas e xique-xiques? Cadê as faveleiras, abrigos das casacas de couro, rolinhas e juritis? E aquela catingueira “ocada” que escondia uma cascavel com mais de vinte “rusgas”?

    Que fora feito dos preás, mocós, pebas, “verdadeiros”, raposas, gatos do mato, furões, carcarás, tacacas, camaleões, papa-ventos, concrizes, canções, xexéus, galos de campina e seriemas? Até mesmo as cigarras já não cantavam mais!

    Como uma paisagem mudara tanto em tão pouco tempo? Substituindo toda aquela diversidade via-se agora, carreiras e mais carreiras de uma, planta para ele desconhecida. Havia uma rigorosa disciplina naquela distribuição. Parecia mais um exército invasor que cobrava o seu tributo aos vencidos. Além dos despojos de guerra – lenha, carvão, estacas, mourões, varas, estacotes – notava-se claramente a “escravização” da terra e o sugar do seu "sangue". Aquela terra outrora vermelha, corada, gorda, fértil, apresentava-se agora anêmica, gretada, endurecida.

    Subiu mais um pouco e novamente parou. Lembrou-se que no poço onde parara lá embaixo para dessendentar-se, o acesso a água estava mais difícil. A água mais profunda, mais salobra. O que fora feito daquela água cristalina, ao alcance da mão, dulcíssima? O que fora feito daquela bondosa senhora, do seu marido, da legião de filhos e que rezava contrita diante de uma estampa do Coração de Jesus, por ocasião da sua passagem em época passada, na humilde, mas asseada, casinha de taipa ao lado de frondoso imbuzeiro? Passara por lá, vira apenas uma tapera com currais arruinados. De vivos apenas os cupins no seu lento decompor.

    Finalmente, chegou no cimo da serra! O outro, já impaciente, trajava o branco assim como ele. Mas como destoavam. Aquele, vestindo calça tipo jeans e camisa pólo de um branco resplandecente, última moda, sem nenhum vinco ou amarrotamento, sapatos de tênis confortáveis, relógio “doirado”, celular de funções variadas, cabelo bem aparado. Usava ainda, reluzente aparelho nos dentes.

    Este, trajando camisa e calça de um branco amarelecido. Roupas limpas, porém denunciando uma miríade de rasgões e manchões costurados às pressas. Sapatos de boa marca, porém foscos. Na algibeira, pequeno relógio de corda, um luxo que ainda teimava em possuir. O seu sorriso, cansado, denunciava falhas e nas faces vincos profundos pareciam competir com os da terra ressequida lá embaixo.

    Apertaram aos mãos! Um de mãos lisas e bem tratadas, o outro, de mão nodosas e calosas. Nem pareciam parentes, tão díspares estavam no trajar e na aparência. Fosse só isso, tudo bem! Com alguns minutos de conversa, verificaram destoar na forma de ver o mundo. Um, mais comedido pela maturidade e pelo sofrimento, procurava mostrar que a pressa no tirar da natureza, no ir e vir diário, estavam desabitando o campo e desumanizando o mundo. O outro, discordando frontalmente citava os milagres da indústria, da medicina e anunciava que o homem estava cansado de “coadjuvar” a Deus e que agora passaria a ser o ator principal. Tinha conhecimento suficiente para isso!

    Entretidos nesta “palestra”, não notaram o adiantado da noite e eis que de súbito, como num movimento ensaiado, consultaram os seus relógios e verificaram que faltavam poucos segundos para o grande momento. O mais velho, lembrou-se dos ensinamentos recebidos no ano anterior e, de como desdenhara daquele amável ancião que teimava em lhe alertar. Achou-o, naquele dia, ultrapassado e porque não dizer, caduco!

    Hoje, era ele quem estava sendo desdenhado, e com um agravante, sentia-se culpado pela matinha que fora derrubada, pela água que escasseava, pela família que migrara, pelos animais que sumiram, pela sufocação do mundo envolto em fumaça. Tivera todo o tempo do mundo para evitar tudo isto. Mas ficara embevecido com as festas carnavalescas, joaninas e natalinas. Pouco prestara atenção a Semana Santa, ao Nascimento de Cristo, aos dias 28 de março, 05 de junho, 21 de setembro e 04 de outubro. Comemorara cada carro fabricado com regojizo, pois estava gerando emprego para dezenas de famílias. Aceitara mais uma usina atômica, mais uma indústria sem certificação ambiental, mais uma madeireira clandestina, mais um complexo imobiliário. Meus Deus!  Como deixara passar tudo aquilo?

    Agora, observava gestos e semblantes do jovem que estava na sua frente. Como dizer tudo isso para ele? Como alertá-lo para o que viria? Como contribuir para que o mesmo não tropeçasse tanto? Verificou, alarmado, que não tinha como fazer mais isto, pela impetuosidade do jovem e pelo tempo que restava. Era tarde, muito tarde!

    Mais uma vez, o mundo seria prejudicado pelo excesso de conjecturas e pela pobreza de decisões. Ele, com toda a experiência que havia adquirido, não tivera tempo de executar nada. O outro já agora não o ouvia mais! Nos céus das cidades circunvizinhas, foguetões começaram a iluminar a noite. Ouvia-se agora, ruídos de músicas e aqui e acolá trechos de felicitações.

    E foi assim, que o Ano Velho se despediu do Ano Novo!

Por Daniel Duarte Pereira - Presidente do Instituto Histórico e Geographico do Cariry -Direto da Villa Nova da Rainha/PB.