RÁDIO COXIXOLA WEB

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Cade apura suposto cartel de farinha de trigo no Nordeste

REGIÃO NORDESTE É RESPONSÁVEL POR CERCA DE UM QUARTO DA PRODUÇÃO NACIONAL DE FARINHA DE TRIGO

Investigações mostraram que o preço da farinha de trigo nos Estados nordestinos é aproximadamente 20% superior ao praticado no Centro-Sul do país
Em busca de provas contra um suposto cartel de farinha de trigo, a Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) realizou na quarta, dia 17, uma operação de busca e apreensão de documentos em quatro capitais de Estados do Nordeste, região responsável por cerca de um quarto da produção nacional. 
As investigações do Cade mostraram que o preço da farinha de trigo na região Nordeste é aproximadamente 20% superior ao praticado nos Estados do Centro-Sul do país. 

“A existência de um cartel nesse setor prejudicaria a economia do país como um todo”, afirmou o órgão antitruste por meio de nota.

Item relevante da cesta básica, a farinha de trigo é usada também na panificação, setor que corresponde a mais de 50% da demanda do produto, além de fabricação de massas, doces e biscoitos. 

Durante a operação nas cidades de Maceió (AL), Fortaleza (CE), Recife (PE) e Natal (RN), foram cumpridos 15 mandatos de buscas em seis empresas de moagem, três distribuidoras e uma associação. O objetivo foi apurar denúncias de que havia reuniões frequentes entre diretores das companhias para negociar preços, condições de venda e divisão do mercado. 

"De acordo com as denúncias, os distribuidores não poderiam descumprir os acordos firmados, sob pena de sofrerem sanções. Os comerciantes que não aceitassem o acordo seriam punidos com cortes no volume do produto e com o aumento do preço no mês seguinte", completou a nota. 

Batizada de "Operação Mós", em referência às pedras que trituram os grãos nos moinhos, a força-tarefa contou com o apoio de 28 oficiais de Justiça, 70 policiais rodoviários federais, 16 peritos da Polícia Federal, 39 servidores do Cade, dois servidores do Ministério Público, além do auxílio da Procuradoria Regional Federal da 5ª Região.

Os documentos apreendidos serão analisados pela Superintendência-Geral do Cade e, caso os indícios de cartel sejam confirmados, um processo administrativo será aberto pelo órgão de defesa da concorrência.

Produtores do Nordeste afetados pela seca poderão ter perdão da dívida

CONSELHO MONETÁRIO NACIONAL AINDA AVALIA A POSSIBLIDADE DE PERDÃO

A presidente Dilma Rousseff, afirmou em março que o Conselho Monetário Nacional (CMN) iria avaliar o perdão da dívida de agricultores atingidos pela seca no Nordeste, mas até agora nada foi feito.
Foto: Genilson B. Brito

A época a presidente falou: " Estamos avaliando o pleito de perdão da dívida; isso não está decidido, está sendo olhado com cuidado e carinho pelo CMN, que irá avaliar essa questão" afirmou a presidente, que esteve presente em Alagoas para inauguração de trechos do canal do sertão, obras para o transporte de água no Estado.

Dilma lembrou que, diante a persistência da estiagem na região, os vencimentos de dívidas tomadas e vencidas no período foram prorrogadas até 1º de julho, sem juros e sem multa. A mandatária ainda apresentou dados dos programas feitos contra a seca desde o ano passado, como a contratação de 6,5 mil carros-pipa, a criação da bolsa-estiagem de R$ 720,00 e do seguro garantia safra, de R$ 1.240,00 em conjunto com o Bolsa-Família. 

– Criamos uma rede de proteção ao agricultor que sofre com seca não passar necessidade. E vamos prorrogar a bolsa estiagem e todas as medidas enquanto houver seca – acrescentou.

Indagada sobre as críticas da oposição direcionadas ao Bolsa-Família, Dilma defendeu o programa. 

– O Bolsa-Família foi uma escolha política cuidar dos cidadãos mais pobres do Brasil. O Brasil não abandonou seus pobres, mas a pobreza extrema, a miséria está nos abandonando – disse.

A presidente Dilma considerou ainda que o "país só será desenvolvido e justo se investir em infraestrutura e em programas sociais" e defendeu os investimentos na região Nordeste.

– O Nordeste nunca foi problema e acredito que com as obras de infraestrutura e de recursos hídricos será a solução para o Brasil – concluiu. 

Em fortaleza a presidente anunciou um programa que deverá ser formulado para recompor as perdas de rebanhos de pequenos produtores rurais causadas pela estiagem.

terça-feira, 16 de abril de 2013

SELEÇÃO DE FEMININA DE FUTSAL E SELEÇÃO MASCULINA DE FUTEBOL DE COXIXOLA INAUGURAM NOVOS UNIFORMES

A SELEÇÃO FEMININA DE FUTSAL INAUGUROU NO ULTIMO DOMINGO SEU NOVÍSSIMO PADRÃO, O JOGO DE ESTREI SERIA CONTRA O TIME DO AMPARO QUE NÃO COMPARECEU A QUADRA MUNICIPAL DE COXIXOLA PARA O CONFRONTO.

A OUTRA ESTREI FOI DO TIME MASCULINO DE FUTEBOL, QUE TAMBÉM ESTREOU SEU NOVO PADRÃO, CONTRA A SELEÇÃO DA PRATA. SÓ QUE MESMO SAINDO NA FRENTE DO MARCADOR, PERMITIU A VIRADA, PERDENDO PELO PLACAR DE 2 X 1, JOGO REALIZADO PELA COPA CARIRI.

TUDO ISTO SOBRE O OLHAR ATENTO DO NOSSO ESPIÃO ZÉ DE SIVINO

MAIS FOTOS CLICK AQUI

INAUGURAÇÃO DO NOVO "POINT" DA CIDADE - BAR DO PEPE (PELETA E PRIQUITIM)

O NOVO BAR AINDA NÃO TEM UM NOME DEFINIDO, ESTAMOS ESCOLHENDO ALGUNS PARA REALIZAR UMA VOTAÇÃO, MAS ESTRE ELES TEMOS: SUVACO DE COBRA, PEPE, NUNPAGA NUNBEBE, RECANT DE RIACHO, CURRINBOQUE CHARLES, NEM VEM, BOQUINHA DE OURO, MULESTA DOS CACHOROS, SÓ O MIE, OI DE TANDERA, ENTRE UTROS. CASO VOCê TENHA UM NOME PARA COLOCAR NA VOTAÇÃO POR FAVOR FAÇA SUA SUGESTÃO... 

A BELEZA DO DONO POUSANDO PARA A FOTO

OS PRIMEIROS FRESGUESES

A ESQUEDA A PACIÊNCIA DO MUNDO TODO, WESLEI, DO LADO DIREITO HELIO DE SEU HELIODORO, O MARCENEIRO QUE FAZ O MELHOR PÉ DE POTE DA REGIÃO

O MELHOR TIRAGOSTO DA REGIÃO, CORAÇÃO E MOELA DE GALINHA FRITA NO ÓLEO  COM ALHO E CEBOLA... MAS TINHA UM PERNIL DE PORCO, É POQUER RONALDO NÃO QUERIA ASSAR...

No Dia Nacional de Conservação do Solo, MDA dá dicas para bom aproveitamento da terra

O solo é base para a produção agrícola. Conservá-lo e enriquecê-lo são as melhores maneiras de assegurar a continuidade da atividade por longos anos. Pela importância do recurso natural, celebra-se em 15 de abril o Dia Nacional da Conservação do Solo, data comemorativa que poucos conhecem, mas que todos deveriam valorizar já que é dele que vêm os alimentos que chegam à mesa de milhões de brasileiros.

“Eu considero uma data essencial para apresentarmos para a sociedade a importância dos solos como um dos maiores patrimônios naturais que temos. Os solos são os responsáveis por todo o sistema de recarga de aquíferos, que, por sua vez, são responsáveis por toda nossa matriz hidroenergética”, explica o técnico em assuntos orgânicos da Secretaria de Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (SAF/MDA) Alberto Wanderley.
Segundo ele, o solo é um dos recursos naturais mais subvalorizados pelos brasileiros, que não imaginam outras ações relacionadas a ele. “Quando falamos da água, não se pensa no solo. Pensam nos rios, cursos d’água, mas não no solo. Essencialmente, porém, o que causa a escassez de água e as inundações, por exemplo, é a má conservação do solo”, garante.

Colaborações
A conservação, seja na agricultura ou na pecuária, é o conjunto de práticas aplicadas para promover o uso sustentável do solo para o plantio. Na agricultura familiar o MDA incentiva o trabalho de preservação, fazendo o manejo do solo de maneira adequada e aproveitando melhor o uso de técnicas que valorizam a conservação da terra e a melhoria da qualidade e das condições físicas e químicas do recurso.

Algumas dicas que podem ser adotadas são: fazer a rotação de culturas; utilizar o solo em plantios mais adequados para cada região; utilizar o plantio direto, sem o uso de arado; evitar a limpeza do solo por meio de queimadas (prática usual no território brasileiro); e preservar matas ciliares e vizinhas.

Um aspecto fundamental na conservação do solo é a manutenção de níveis de fertilidade adequada. 

A adubação, baseada em análises de solo e folhas, é essencial para a conservação e enriquecimento contínuo dos solos de uma propriedade agrícola. “A concepção é que o uso e o manejo do solo privilegiam técnicas que, por si só, são conservacionistas e minimizam os efeitos de degradação do solo, e, às vezes, até o melhoram”, conclui Alberto Wanderley.

Dia Nacional da Conservação do Solo
A data foi escolhida em homenagem ao nascimento do americano Hugh Hammond Bennett (15/04/1881 – 07/07/1960), considerado o pai da conservação dos solos nos Estados Unidos.

sábado, 30 de março de 2013

1ª CAVALGADA DE SÃO JOSÉ EM COXIXOLA - PB. 2013

FOI UMA ÓTIMA SURPRESA A PARTICIPAÇÃO NA 1ª CAVALGADA DE SÃO JOSÉ DE COXIXOLA-PB, ESTE ANO (2013), A QUAL CONTOU COM MAIS DE 120 CAVALEIROS E AMAZONAS DESFILANDO NAS RUAS DE COXIXOLA. FOI SIMPLESMENTE EMOCIONANTE, A FESTA DE SÃO JOSÉ VOLTOU EM ALTO ESTILO E COM MUITAS INOVAÇÃO E UMA BELA ORGANIZAÇÃO. PARABÉNS A TODOS OS ORGANIZADORES.


MAIS FOTOS CLICK AQUI

sexta-feira, 29 de março de 2013

INAUGURAÇÃO DA NOVA UNIDADE OPERATIVA DA EMATER EM PARARI

A EMATER-PB estar de cara nova em Parari-PB, foi inaugurada a nova sede da unidade local.
Mais fotos CLICK AQUI

FESTA DE SÃO JOSÉ EM COXIXOLA 2013

PARTE DA CARREATA DOS MOTORISTAS E DA MISSA DE SÃO JOSÉ

PARA VER MAIS FOTOS CLICK AQUI

AGRICULTORES DO CARIRI DESTACAM AÇÕES QUE GERAM RENDA E AJUDAM NA CONVIVÊNCIA COM ESTIAGEM


Durante dois dias agricultores familiares de 17 municípios do Cariri Ocidental se reuniram na Escola Agrotécnica Deputado Evaldo Gonçalves, em Sumé, com técnicos da Emater para uma avaliação final da Chamada Pública e proceder discussões sobre as ações do Plano Brasil Sem Miséria que contemplam famílias agricultoras da região, quando apresentaram atividades que permitem a convivência com a estiagem. Na ocasião foi anunciada a distribuição de 20 mil raquetes de palma forrageira entre os criadores, numa iniciativa do Governo do Estado.


Na ocasião, o presidente Geovanni Medeiros destacou o esforço da equipe de técnicos e outros parceiros que ajudam na execução das atividades da Chamada Pública e acompanhamento das 1.600 famílias na região, das quais 496 são atendidas pelo Brasil Sem Miséria, “daí todo o seu êxito”. O coordenador de Operações da Emater, Jailson Lopes, presente ao evento, destacou o trabalhou realizado na região que permitiu avanços na construção de políticas públicas de inclusão social. A coordenadora da Chamada Pública no Cariri Ocidental, Karina Queiroz, disse que todo o trabalho estava focado na organização da produção de caprino e ovino para atender ao mercado, a partir de um diagnóstico realizado.

O evento foi organizado pela coordenação das Chamadas Públicas no Cariri Ocidental e o escritório regional da Emater em Serra Branca, com o apoio do Núcleo de Comunicação e Metodologia e também o Núcleo de Extensão Social, o evento contou com uma representação de 180 agricultores familiares, representando as diferentes atividades agrícolas que recebem assessoramento da extensão rural.

Também durante o evento foi debatido o trabalho financiado pelo Plano Brasil Sem Miséria, do Ministério do Desenvolvimento Agrário, que permite as famílias implantar projetos de inclusão social, com destaque para a criação de caprinos e frango de capoeira, como é o caso da agricultura Lucia de Fátima Pereira Feitosa, do Sítio Serrote do Gato, em Serra Branca, que iniciou criatório de 50 pintos e já pensa ampliar o projeto. “Não quero mais deixar de criar galinhas, que tem me dado uma renda”, disse.

Muitos aproveitaram para agradecer pelo trabalho que a Emater realiza no campo, dando condições de executarem suas atividades e, com isso, criar condições para ter renda. “Com a Chamada Pública os agricultores passaram a contar com a presença mais constante dos técnicos da Emater que continuam indo ao local de trabalho, orientando na condução das ações geradoras de inclusão social”, afirmou o criador de cabras Erivaldo Ferreira (Fita), do Sítio Exu, em Prata. Ele tem um criatório de 17 caprinos leiteiros numa área de 14x60 metros e fornece leite ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

Já o criador José Gouveia, do Sítio Jaramataí, em Parari, que fornece leite para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e recebe assessoramento da Emater, falou dos trabalhos de aproveitamento dos recursos da caatinga para alimentar seus animais, sempre buscando preservar o que existe na região. “Orientados pela Emater, fazemos o manejo correta da caatinga, aproveitado o que é produzido na região na produção de feno, além de produzir maniçoba para alimentar os caprinos, com redução de 30% de custos por cabra”, afirmou.

As ações que a Emater tem executado por meio das Chamadas Públicas e outros projetos e programas de atendimentos aos agricultores familiares vêm dando condições para que todos possam ter condições de consolidar ações que garantam renda e a construção de cidadania, tem evitado que ocorram saques às cidades, como se registrava em décadas passadas. É a opinião do coordenador regional da Emater em Serra Branca, Antônio Alberto, durante encerramento da avaliação da Chamada Pública do Cariri Ocidental, na terça-feira (26), na cidade de Sumé.

Para Alberto, as ações que vinham sendo empreendidas pela Emater e ainda mais a partir da Chamada Pública, iniciadas em 2010, têm contribuído para, gradativamente, mudar a paisagem da região. Acompanhando o trabalho de extensionistas, ele mesmo atuando na região durante mais de três décadas, testemunhou que a Emater está levando cidadania para os agricultores.

“A partir das Chamadas Públicas a Emater está cada vez mais perto do agricultor familiar e com isso multiplica por quatro vezes a produção familiar, o que era impossível até pouco tempo, e com isso construindo sua cidadania”, comentou.

quinta-feira, 28 de março de 2013

MANTIDA PERSPECTIVAS DE DÉFICIT DE CHUVA PARA O SEMIÁRIDO NORDESTINO

A previsão climática por consenso para o trimestre que inicia em abril e termina em junho de 2013 (AMJ/2013) uma maior probabilidade prevista de chuva nas categorias normal (35%) e abaixo da normal (35%), seguidas pela probabilidade de 30% na categoria acima da faixa normal para o extremo leste do Nordeste. O referido trimestre corresponde ao período mais chuvoso na zona da mata nordestina. Para grande parte da região semiárida e norte do Nordeste, a categoria mais provável ainda é de chuvas abaixo da faixa normal (40%), seguida pela probabilidade de 35% de ocorrência de chuvas na categoria normal e 25% de probabilidade na categoria acima da normal. Na grande área central do Brasil e também para a Região Sul, a previsão indica o padrão climatológico, com igual probabilidade de chuva para as três categorias (abaixo da normal, normal e acima da normal). Para o extremo norte da Região Norte, a previsão indica 40% de probabilidade de ocorrência de chuvas acima da faixa normal, 35% de probabilidade de ocorrência de chuvas na categoria normal e 25% na categoria abaixo da normal. As temperaturas são previstas entre as categorias normal e acima da normal climatológica para a Região Nordeste. Nas demais áreas do País, a previsão indica que as temperaturas podem se situar em torno da faixa normal. No decorrer deste trimestre, podem ocorrer incursões mais intensas de massas de ar frio sobre o centro-sul do Brasil.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Ricardo lança Programa que vai beneficiar 20 mil produtores rurais

O governador Ricardo Coutinho vai lançar, nesta sexta-feira (15), às 10h, no Parque de Exposições de Campina Grande, o Programa Palma Resistente, cujo objetivo é combater a praga da cochonilha do carmim, que nos últimos anos tem dizimado a produção da palma forrageira na Paraíba. Durante a solenidade, serão distribuídas 200 mil raquetes de palma resistente à praga de um total de 4,5 milhões que serão entregues na primeira etapa do programa. Serão beneficiados 20 mil produtores rurais.

Além das raquetes, a Sedap fará a entrega simbólica de um caminhão adquirido para suprir as necessidades do programa. O Gabinete da Palma e a Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária (Emepa) orientarão os agricultores por meio de minicursos e apresentações sobre o manejo correto de plantio da palma, a fim de que a cultura resistente atenda plenamente as necessidades do produtor.

O programa “Palma Resistente” é um conjunto de projetos – alguns de ação imediata e outros estruturantes – que pretende sanar o problema da praga da cochonilha no Estado com a distribuição e multiplicação de variedades de palma resistente. “O programa atua na ajuda emergencial ao produtor que sofre com essa severa estiagem, mas também se direciona para uma prática estruturante da garantia da palma resistente no futuro”, enfatizou o secretário de Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca, Marenilson Batista,

Inicialmente, o programa conta com dois projetos. A primeira grande ação será a execução do projeto de fomento e distribuição de 4,5 milhões de raquetes de palma resistente, que foi elaborado pela Sedap em parceria com a Emepa. A intenção é que cada agricultor de todas as regiões do Estado receba 1000 raquetes de palma resistente. “Essa primeira ação do programa é uma resposta imediata às necessidades do agricultor que sofre com essa estiagem. O agricultor sabe a importância dessa palma nesse período difícil de seca”, comentou Marenilson Batista.

As solicitações de palma feitas pelas prefeituras e sindicatos estão sendo cruzadas por funcionários da Sedap e da Empresa Estadual de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), para que cada agricultor receba a quantidade necessária de raquetes. Nesta primeira ação serão distribuídas as variedades Palmepa PB1 e PB3, que foram desenvolvidas pela própria Emepa. “A eficácia desse programa está associada ao trabalho conjunto das empresas vinculadas à secretaria. A Sedap propôs os projetos, a Emepa desenvolveu as variedades e a Emater irá prestar assistência técnica para que o agricultor utilize de maneira correta a palma”, adiantou o secretário.

Ação estruturante – No segundo semestre do ano, entrará em execução um segundo projeto – este de maior escala, com caráter estruturante – que atenderá 20 mil produtores do Estado. Desenvolvida em parceria com o Gabinete de Palma, a ação visa à revitalização e tecnificação da cultura da palma no Estado, munindo cada agricultor com 10.000 mil raquetes de palma, um kit de irrigação, ferramentas e insumo, para a viabilização de 83 pontos de multiplicação da cultura resistente.

A estimativa é que, em 12 meses, os campos de multiplicação gerarão cerca de 13 milhões de raquetes de palma resistente das variedades Miúda, Orelha de elefante mexicana e Baiana. Marenilson Batista observou que a entrega das raquetes e dos materiais específicos para a multiplicação geram a situação ideal para uma política pública eficaz. “Esse segundo projeto é estruturante, autossustentável e inovador. Iremos entregar as raquetes, os kits de irrigação desenvolvidos pela própria Emepa, as ferramentas e os insumos, e ainda a assistência técnica da Emater. Ou seja, daremos todas as condições para que os próprios produtores consigam multiplicar seu plantio de palma, para que em breve o Estado esteja livre da praga da cochonilha”, explicou.

O programa Palma Resistente, que com esses dois projetos iniciais contabilizam um investimento de cerca de R$ 3,5 milhões, oriundos do Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza do Estado da Paraíba (Funcep), conta com a parceria de instituições como a Emepa, Emater, Insa, Gabinete da Palma, Sebrae e Faepa/Senar.

Outras ações – O secretário Marenilson Batista lembrou que a distribuição de palma resistente à praga da cochonilha do carmim já vinha sendo feita nesse período de estiagem. “Antes do lançamento do programa, o Governo do Estado já havia distribuído 500 mil raquetes e 200 mil mudas da variedade PB1, resistente à cochonilha”, comentou o secretário.

Outras ações de caráter emergencial também já estão sendo executadas para ajudar o agricultor familiar, como por exemplo a distribuição inicial de 19 mil toneladas de ração animal e mais uma remessa de 10 mil toneladas, que já estão sendo entregues aos produtores nas regiões mais afetadas pela estiagem.

Também estão sendo ofertadas mais de 3 mil toneladas de ração animal com preço subsidiado, beneficiando cerca de 7 mil agricultores, por meio do Programa Estadual de Ração Animal, em parceria com a Empresa Estadual de Abastecimento (Empasa). A saca com 50 kg de torta de algodão é vendida a R$ 30,00 e a de farelo de soja custa R$ 40,00. A silagem de milho e sorgo é repassada a R$ 0,30 o quilo.

Na última safra, 86.366 agricultores em 171 municípios aderiram ao programa Garantia Safra, recebendo o benefício de R$ 760,00 como seguro pela perda da produção por efeitos da estiagem. Além disso, o auxílio emergencial do programa Bolsa Estiagem contemplou 80.965 agricultores dos 195 municípios em estado de emergência. Na safra atual, 97 mil agricultores já aderiram ao programa.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Prefeitos são notificados pelo MP para justificar ausência de creches em municípios

Os prefeitos dos municípios paraibanos de Assunção e Livramento, respectivamente, Rafael Anderson de Farias Oliveira (PSD) e Carmelita Ventura (PR), vão ser notificados nesta quarta-feira (23) pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) para que possam dar explicações sobre os motivos pelos quais não existem nas duas cidades nenhuma unidade de creche ou de pré-escola.

Nos procedimentos, assinados pelo promotor de Justiça de Defesa da Educação de Taperoá, Leonardo Cunha Lima de Oliveira, os dois prefeitos terão um prazo de 15 dias para as justificativas e comunicar quando e como pretendem instituir creches e unidades de pré-escola em seus municípios. "Os prefeitos estão assumindo agora e esse prazo é razoável para uma resposta. Caso contrário, entraremos com uma ação civil pública", adianta o promotor de Justiça de Taperoá.

As cidades de Assunção e Livramento estão localizadas na Região do Cariri Ocidental da Paraíba. Assunção tem 3.522 habitantes e está situada a 250 quilômetros da capital. João Pessoa. Já Livramento, com 7.164 habitantes, está distante a 243 quilômetros da capital paraibana. A Promotoria de Justiça de Taperoá abrange os municípios de Assunção, Livramento e Salgadinho. "A situação das creches em Taperoá e Salgadinho estão regularizadas", informa Leonardo Cunha Lima.

No final do mês de dezembro de 2012, o Ministério Público da Paraíba, por meio do Centro de Apoio Operacional da Educação (Caop da Educação), encaminhou material aos promotores de Justiça que atuam em 65 municípios paraibanos que ainda não possuem creches públicas ou pré-escolas, para a efetivação desse direito das crianças. Essas cidades estão descumprindo o princípio previsto no artigo 211 da Constituição Federal e no artigo 11 da Lei Federal 9.495/1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional).

O material enviado era formado por modelos de portaria de instauração de procedimento administrativo para apurar os motivos que fundamentam a inexistência de creches e pré-escolas no município, de termo de ajustamento de conduta e ação civil pública para a construção de creches.

De acordo com a coordenadora do Caop da Educação, promotora de Justiça Fabiana Lobo, a Constituição Federal e a Lei de Diretrizes e Bases, quando da repartição de competências educacionais, atribuíram aos municípios a responsabilidade de prestar a educação infantil das crianças de zero a 5 anos.

"A obrigação do poder público quanto à educação infantil também se fundamenta no caráter igualmente assistencial, uma vez que são diversas as crianças que encontram nos cuidados e na alimentação das creches a fonte de sua sobrevivência", ressaltava a promotora, quando do envio do material aos promotores que atuam nos 65 municípios sem creches.

Os municípios paraibanos que ainda não têm creche são: Riachão do Poço, Casserengue, Pilões, Serraria, Assunção, Barra de Santana, Barra de São Miguel, Cabaceiras, Caturité, Gado Bravo, Itatuba, Livramento, Matinhas, Montadas, Natuba, Olivedos, Riacho de Santo Antônio, Santa Cecília, São Domingos do Cariri, São Sebastião de Lagoa de Roça, Tenório, Umbuzeiro, Damião, Frei Martinho, Pedra Lavrada, Picuí, Congo, Coxixola, São José dos Cordeiros, São Sebastião do Umbuzeiro, Zabelê, Areia de Baraúnas, Cacimba de Areia, Cacimbas, Catingueira, Junco do Seridó, Passagem, São José do Bonfim, São José do Sabugi, Curral Velho, Ibiara, Olho D'água, Bom Sucesso, Brejo dos Santos, Mato Grosso, Bom Jesus, Monte Horebe, Poço de José de Moura, Santa Helena, São José de Piranhas, Lastro, Vieirópolis, Água Branca, Imaculada, São José de Princesa, Caldas Brandão, Riachão do Bacamarte, Salgado de São Félix, São José dos Ramos, São Miguel de Taipu, Condado, Vista Serrana, Capim, Curral de Cima e Marcação.
Fonte: Da Assessoria do MPPB

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Pnuma e FAO lançam campanha para reduzir desperdício de alimentos no mundo

A cada ano, 1,3 bilhão de toneladas de alimento são perdidas ou desperdiçadas no mundo. Diante da expectativa de alguns especialistas, que acreditam que essas perdas podem ser revertidas com mudanças de padrões de produção e consumo, representantes do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) lançaram hoje (22), em Genebra, uma campanha intitulada “Pensar, Comer, Preservar” para tentar estimular novas ações em todo o planeta.

Segundo o sub-secretário-geral e diretor executivo do Pnuma, Achim Steiner, a proposta é revelar a situação atual e apresentar modelos que foram adotados com sucesso para minimizar o desperdício. Steiner acredita que essas informações podem estimular um novo debate no mundo e uma reflexão sobre o que deve ser feito para reverter o cenário.

O representante do Pnuma lembrou as projeções que indicam que a população mundial deve passar de 7 bilhões de pessoas para 9 bilhões até 2050, o que significa um crescimento da demanda por alimentos. “Não faz sentido, economicamente, ambientalmente e eticamente, desperdiçar alimentos”, disse, destacando o impacto do desperdício e da pressão pela maior produção de alimentos sobre o meio ambiente.

“São desperdiçados também recursos como água, terras cultiváveis, insumos agrícolas e tempo de trabalho, sem contar a geração de gases estufa pela comida em decomposição e pelo transporte dos alimentos. Para termos uma vida verdadeiramente sustentável, precisamos transformar a maneira como produzimos nossos alimentos”, acrescentou Steiner.

De acordo com dados divulgados por representantes da FAO, 20% de todas as terras do mundo já são cultivadas pela agricultura, que também responde pelo consumo de 70% da água doce do mundo. A organização também destaca que quase metade da comida descartada nas regiões industrializadas ainda poderia ser consumida. O volume de desperdício das nações mais ricas soma quase 300 toneladas por ano, quantidade que, segundo a FAO, é equivalente à toda a produção de alimentos da África Subsaariana e suficiente para alimentar 870 milhões de pessoas.

Diretora do departamento de Infraestrutura Rural e Agroindústrias da FAO, Eugenia Serova, defendeu uma profunda mudança nas formas de consumo e produção de alimentos. Ela lembrou que, apesar de os países desenvolverem diferentes padrões agrícolas, “todos desperdiçam comida, em maior ou menor volume”. Dados da FAO revelam que um terço dos alimentos produzidos no mundo é perdido durante os processos de produção e venda, o equivalente a US$ 1 trilhão.

O movimento lançado hoje pelos órgãos das Nações Unidas é resultado de debate que ganhou força durante a Rio +20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que ocorreu em junho do ano passado, no Rio de Janeiro. Durante o encontro, os chefes de Estado que participaram das negociações concordaram em adotar iniciativas para mudar os padrões de consumo e produção em seus países.

A campanha reúne em um portal da internet informações em mais de quatro idiomas, incluindo o português, sobre ações organizadas em todo o mundo. O site destaca dicas para os consumidores sobre o que fazer para reduzir as perdas, como elaborar listas e comprar vegetais que, mesmo não atendendo o padrão dos mercados, estão plenamente adequados para o consumo. As orientações também são voltadas para comerciantes que podem medir melhor o desperdício e evitar algumas perdas.

Fonte: Agência Brasil.

Presidenta anuncia ampliação do Garantia-Safra e auxílio emergencial na safra 2011/2012

Agricultores familiares que aderiram ao Garantia-Safra na safra 2011/2012 poderão contar com mais duas parcelas de R$ 140, além das duas parcelas já liberadas em novembro passado. As parcelas extras foram anunciadas pela presidenta Dilma Rousseff nesta sexta-feira (18), durante cerimônia de assinatura de ordens de serviço das obras e aquisição de equipamentos para a Adutora Padre Lira, e do projeto de irrigação no Assentamento de Marrecas/Jenipapo, em São Julião, no Piauí.

No total, os agricultores que aderiram ao seguro e vivem nos municípios que tiveram perdas acima de 50% receberão nove parcelas do Garantia-Safra. Com isso, o valor total do benefício será de R$ 1.240 (na safra 2011/2012). 

Entenda a notícia

Para os agricultores familiares que aderiram ao programa na safra 2011/2012, nos municípios que tiveram perdas acima de 50%, o valor previsto do benefício era de R$ 680 divididos em cinco parcelas. Como a seca se estendeu além do esperado, o governo federal concedeu, em novembro de 2012, benefício adicional de R$ 280 no Garantia-Safra, pago em duas parcelas de R$ 140. Também ampliou o valor do Auxilio Emergencial Financeiro em R$ 160, pago em duas parcelas de R$ 80.

Com o agravamento da seca, o governo federal concede mais duas parcelas em cada um desses programas. O adicional do Garantia-Safra está sendo ampliado para quatro parcelas, no total de R$ 560, bem como o Auxílio Emergencial Financeiro, também ampliado para quatro parcelas, no total de R$ 320 por família.

O valor adicional para ambos os programas é totalmente pago pela União. Para isto, o governo federal vai alocar R$ 359,6 milhões. 

O percentual de 1% que o agricultor paga para aderir ao Garantia-Safra não incidirá sobre essas parcelas adicionais. O agricultor que já pagou R$ 6,80 quando fez a adesão ao programa não terá que pagar mais nada para receber as parcelas adicionais. 

Garantia-Safra 

O Garantia-Safra tem o objetivo de garantir condições mínimas de sobrevivência aos agricultores familiares de municípios situados na área de atuação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE) sujeitos a perda de safra por razão do fenômeno da estiagem ou excesso hídrico.

O seguro garante uma indenização mínima aos agricultores familiares que, tendo aderido ao Fundo Garantia-Safra, vierem a sofrer perda comprovada de pelo menos 50% da produção de feijão, milho, arroz, mandioca ou algodão.

INFORMATIVO GARANTIA SAFRA


Ranyfábio Cavalcante de Macêdo - Consultor do Programa Garantia Safra na Paraíba - Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD - Secretaria de Agricultura Familiar / Ministério do Desenvolvimento Agrário - 83 3049-9228 / 9664-3100 / 8802-8241 / 9312-0196.

Informa que houve problema na geração da Folha de Pagamento do Garantia Safra do mês de Janeiro. Orienta aos agricultores a procurarem seus pagamentos a partir da quinta-feira (24/01/13) quando deverá está disponível para saque.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

TREs definem datas para eleições em 17 municípios

Os Tribunais Regionais Eleitorais de 17 municípios brasileiros definiram as datas para as próximas eleições para prefeito e vice-prefeito. Os pleitos estão agendados para os meses de fevereiro, março e abril. 
Os municípios estão localizados em Santa Catarina, Minas Gerais, no Rio Grande do Sul, em  Mato Grosso do Sul, no Espírito Santo, na Bahia, no Paraná e no Amapá. Em todas as cidades, as eleições foram anuladas por que os candidatos que concorreram com registro de candidatura rejeitado obtiveram mais de 50% dos votos válidos. Esses votos foram então anulados pela Justiça Eleitoral e os candidatos não poderão tomar posse e exercer o cargo.
A anulação das eleições também pode acontecer quando é comprovada a prática, no processo eleitoral, de fraude, falsidade, coação, abuso de poder, compra de votos ou emprego de processo de propaganda proibido por lei.
Atualmente, os presidentes das câmaras de vereadores ocupam os cargos de prefeito e vice-prefeito até que as novas eleições ocorram. Veja abaixo o novo calendário das novas eleições:
Guarapari-ES: 03/02/2013 Erechim-RS: 03/03/2013 Eugênio de Castro-RS: 03/03/2013 Novo Hamburgo-RS: 03/03/2013 Sidrolândia-MS: 03/03/2013 Camamu-BA: 03/03/2013 Balneário Rincão-SC: 03/03/2013 Campo Erê-SC: 03/03/2013 Criciúma-SC: 03/03/2013 Tangará-SC: 03/03/2013 Bonito-MS: 03/03/2013 Pedra Branca do Amapari- AP: 31/03/2013 São João do Paraíso -MG: 07/04/2013 Biquinhas -MG: 07/04/2013 Diamantina -MG: 07/04/2013 Cachoeira Dourada -MG: 07/04/2013 Joaquim Távora-PR: 07/04/2013

Fonte: Agência Brasil.

Ricardo dará posse a 5.180 professores e técnicos aprovados em concursos na próxima quinta

O governador Ricardo Coutinho anunciou que na próxima quinta-feira (24) o Estado dará posse coletiva aos 5.180 aprovados nos concursos para técnico administrativo (3.180 pessoas) e professores (2.000). A solenidade será realizada às 10h, na Praça do Povo, no Espaço Cultural.

O resultado final do concurso para o magistério será divulgado no Diário Oficial do Estado desta terça-feira (22), e a relação de convocados na quarta-feira (23).

“Este é um momento histórico para a Paraíba e uma demonstração de respeito aos servidores. Representa um esforço enorme do governo para profissionalizar o serviço público oferecido à população. Estamos muito felizes por termos chamado mais de 10 mil concursados em apenas 2 anos de gestão”, avaliou Ricardo.

Mais de 30 mil candidatos concorreram a 3.180 vagas, das quais 5%, no mínimo, são destinadas a pessoas com deficiência. A remuneração inicial dos novos servidores é de R$ 720,00.

Ricardo destacou a importância de que todos os convocados estejam presentes na solenidade de posse no Espaço Cultural para que a secretaria de Administração do Estado possa providenciar a contratação imediata. “Estamos trabalhando para que todos já estejam trabalhando no início do ano letivo”, explicou.

Documentos
Os aprovados no concurso de técnico administrativo devem procurar a perícia médica para realização do exame admissional, que está sendo feito na Central, em João Pessoa, e nas Gerências em Campina Grande, Patos e Guarabira. Na Capital, o atendimento pode ser agendado pelo telefone 3211-6055. Nas gerências, acontece por ordem de chegada.
Para realizar o exame, o candidato precisa portar apenas o atestado de sanidade mental, concedido pelo Complexo Psiquiátrico Juliano Moreira, Caps, ou qualquer instituição ou consultório médico desde que emitido por psiquiatra, e os documentos pessoais (CPF e RG, sendo uma cópia simples e os originais). Para obtenção do atestado mental na rede pública, é necessária a apresentação do cartão do SUS. Para a posse no cargo de Técnico Administrativo são exigidos os seguintes documentos:
Ato Governamental de Nomeação (original e cópia), que será entregue após a publicação no Diário Oficial
Atestado físico (original), obtido na Perícia Médica
RG (identidade civil), CPF e Título de Eleitor (cópias autenticadas). Verifique se esses documentos estão com os sobrenomes iguais; caso haja divergência, providencie antecipadamente a regularização
Comprovante de votação da última eleição (cópia) ou Certidão de Quitação Eleitoral
Certificado de Reservista ou de dispensa da incorporação, para o sexo masculino até 45 anos (cópia)
Comprovante de residência (cópia da fatura de água, luz ou telefone)
Certidão de Casamento ou Registro de Nascimento (cópia)
Cartão do PIS PASEP (cópia) ou documento com a numeração
Comprovante de Escolaridade (original e cópia): diploma ou certificado, devidamente registrado, de conclusão de Curso do Ensino Médio ou Técnico equivalente
As declarações exigidas no Edital serão preenchidas e assinadas no ato da posse
Procuração – será aceita apenas a Procuração Pública com os documentos pessoais do procurador e do concursado
Em caso de vínculo empregatício com outro órgão público, cuja acumulação seja legal, deve apresentar cópia do contra-cheque com a respectiva carga horária.
Documentos exigidos para a posse de professores:
· Ato Governamental de Nomeação (original e cópia);
· Atestado físico (original), obtido na Perícia Médica;
· RG (identidade civil), CPF e Título de Eleitor (cópias autenticadas). Verifique se estes documentos estão com os sobrenomes idênticos;
· Comprovante de votação da última eleição (cópia) ou Certidão de Quitação Eleitoral;
· Certificado de Reservista ou de dispensa da incorporação, para o sexo masculino até 45 anos (cópia);
· Comprovante de residência (cópia da fatura de água, luz ou telefone);
· Certidão de Casamento ou Registro de Nascimento (cópia);
· Cartão do PIS PASEP (cópia) ou documento com a numeração;
· As declarações exigidas no Edital serão preenchidas e assinadas no ato da posse;
· Procuração – será aceita apenas a Procuração Pública com os documentos pessoais do procurador e do concursado;
· Em caso de vínculo empregatício com outro órgão público, cuja acumulação seja legal, deve apresentar cópia do contracheque com a respectiva carga horária;
· Comprovante de escolaridade: Professor: Diploma ou Certificado de Licenciatura plena na disciplina para a qual se inscreveu.
Fonte: Secom-PB

domingo, 20 de janeiro de 2013

O que trava o Brasil? A hegemonia e os zumbis da história

Um afoito exército está à espera de ordens nas redações. Enerva-se nas baias.
Adestrado, cevado no cocho neoliberal, quer trotar seus dotes; reclama serviço.
'É preciso travar Lula!" --antes que ele destrave o país, os investimentos, os empresários... etc.
As ventas cospem impaciência.
Ressentem-se do ginete que lhe afrouxe a brida mas conduza a rédea. Sem o quê os coices se espalham a esmo.
Não raro no próprio traseiro.
O recente fiasco da 'emergência elétrica', por exemplo.
Desmoralizado nas páginas da economia e da meteorologia, mostra o estrago dos arranques sem rumo, sem discernimento, nem apuro.
Coisa de mula sem cabeça --e a metáfora traz o desconfortável visgo da pertinência.
O conservadorismo brasileiro detém os meios -- as baias ressoam sofreguidão; faltam-lhe os fins, o discurso claro, convincente; a meta crível, o projeto pertinente que conquiste os corações do país.
O 2014 tucano está sendo programado pelos professores-banqueiros do PSDB. Banqueiros --como seria o novo Brasil dos banqueiros?
Clareza e votos são imiscíveis neste caso e nessa hora.
Melhor não levar as convicções ao campo aberto.
No escrutínio da história, o saldo da desordem neoliberal escancara perdas econômicas e danos sociais inexcedíveis desde 1929.
Um fardo.
A transparência, ao contrário, favorece o governo, autoriza a agenda progressista a avançar o passo seguinte do desenvolvimento brasileiro.
Mas para isso é preciso debater certas questões de forma clara e democrática.
É incontornável dispor de canais para discutir a densidade das perguntas e pactuar a hierarquia das prioridades.
Não é tema que se esgote na lógica mercadista.
O que é preciso para completar a cidadania de quem saiu da soleira da porta, do lado de fora do país, abriu conta em banco, ingressou no mercado de consumo e quer ir além?
A transparência da crise afrouxa os interditos ao debate e amplia o horizonte à reordenação que ele enseja.
Mas essa vantagem cobra um preço justo para o seu desfrute: não ter medo da história.
O desassombro hoje é um requisito da confiança da sociedade no governo.
Como confiar em quem hesita diante dos próprios trunfos?
'Confiança' é a palavra-ônibus que catalisa a disputa política nos dias que correm.
O conservadorismo embarca seus interesses nesse veículo complacente. E as manchetes ecoam prestimosas..
Por exemplo:
"Baixo investimento reflete rejeição ao intervencionismo estatal, não há confiança no ambiente de negócios" (com R$ 45 bi em isenções fiscais em 2012 e R$ 53 bi previstos em 2013; ademais da ampla desoneração prevista nas folhas de pagamento?);
"O superávit primário foi maquiado" (mas a relação dívida/PIB de 36% não é uma das mais baixas do mundo? E não é fato que pode ser mantida assim com um superávit à metade do perseguido atualmente, de 3% do PIB?);
"O nível dos reservatórios prenuncia um apagão iminente" (chove acima da média no Rio, SP, MG, ES, TO E DF, segundo o Cptec);
"A inflação está sem controle" (preços recuam no atacado e sinalizam tendência futura, diz a FGV);
"O juro terá que subir em algum momento" (é negativo em boa parte do mundo e a taxa real do país, mesmo no seu menor patamar histórico, ainda é das mais altas);
"Os fundos internacionais (NR: os especulativos) batem em retirada do país" (o Brasil recebeu US$ 60 bi em investimentos produtivos em 2012, explica o BC);
"O 'tripé' ficou manco, o câmbio não flutua" (o dólar livre e alto é a festa dos operadores rentistas que fazem arbitragem e a desgraça da indústria local afogada em importações)
"País tende à estagflação, com preços em alta e demanda em queda" (fatos: vendas de automóveis crescem 26,7% na primeira quinzena de janeiro na comparação anual , diz a Fenabrave; Brasil terá a maior expansão de vagas entre as dez maiores economias do mundo em 2013; 71% das empresas pretendem ampliar seu quadro, anuncia a CareerBuilder; vendas de passagens aéreas devem crescer 9,5% no país em 2013, informa a Abear; consumo das famílias cresce há três anos consecutivos, mostra o IBGE; indústria brasileira inverte tendência de queda e cresce 2,5% em novembro de 2012, sinaliza a CNI).
Se essa é a qualidade do combustível conservador, por que, afinal, o investimento patina, abaixo dos 25% do PIB, o mínimo requerido a um crescimento rápido?
Excesso de Estado?
O Estado brasileiro investia 11% do PIB, em média, entre os anos 60 até meados dos anos 70.
Hoje, a União investe 1,5% do PIB.
O aparelho público de precariedade imaginável daquele período regrediu no cepo neoliberal até naquilo que reconhecidamente fazia bem.
Desaprendeu a planejar e a executar grandes obras de infraestrutura, inclusive nas especialidades em que o país já foi referência mundial, caso de hidrelétricas, por exemplo.
Das 28 hidrelétricas em construção hoje, 20 estão com atraso.
Não é um problema específico da esfera federal.
O setor público foi programado para não funcionar em todo o país.
Seu controle (asfixia?) foi sofisticado. Amarras e interditos exacerbados. A eficiência foi deliberadamente exposta a uma corrosão abrangente, material, funcional e ideológica. Favorável aos interesses mercadistas e privatistas. Deletéria ao país.
Autoproclamada eficiente, a gestão tucana em SP, há 18 anos no poder, não consegue, por exemplo, fazer mais que 1,9 km de metrô por ano. São Paulo tem 74,3 kms de rede metroviária-- a menor entre as grandes capitais do mundo; a da Cidade do México tem 210 kms.
Cálculo da BBC: com 402 kms o metrô de Londres cresce em média 2,68 km por ano; mantido esse ritmo --e a 'eficiência' tucana, levaria 172 anos para São Paulo alcançar Londres.
Em frente.
O aparelho público que a ortodoxia abomina, assim como o mercado interno de massa que seus colunistas desdenham, representam, na verdade, as duas grandes turbinas capazes de afrontar o contágio da estagnação mundial no Brasil.
Mas tudo passa --esbarra, por enquanto-- pela conquista da confiança do capital privado, cuja participação é indispensável num novo ciclo de crescimento.
Confiança, bem entendido, significa para o capitalista o seguinte: a certeza de colocar seu dinheiro num projeto com retorno futuro superior ao das aplicações financeira; acrescido de um bônus pela liquidez inferior do investimento em longo prazo.
O governo Dilma tem espetado importantes estacas para reverter a 'preferência mórbida pela liquidez' consagrada nos anos liberais de FHC, Malan, Armínio e Selic de até 42% reais...
Sob coices e advertências das redações, derrubou a Selic de 12,5% para 7,25% entre agosto de 2011 e outubro de 2012.
Desmontou o piso da poupança e tem pressionado a banca a reduzir o spread e a ampliar o crédito usando os bancos públicos como guincho e alavanca.
Concedeu o equivalente a 1% do PIB em incentivos fiscais à produção no ano passado.
Anunciou um pacote adicional de infraestrutura de R$ 133 bilhões, incluindo rodovias, ferrovias, portos e aeroportos.
Está fazendo o certo.
Rédea curta nos juros, mantidos em patamares mínimos para não rivalizar com as expectativas de retorno da aplicação produtiva.
Um processo de redistribuição de renda persistente (aumento do salário mínimo, programas sociais, pleno emprego etc) para acelerar o encolhimento dos estoques industriais. Isso realimenta o ciclo de expansão, evita seu esgotamento precore. Gera um ambiente encorajador à ampliaçao de capacidade produtiva.
O que falta, então, para conquistar a confiança do capital privado e as coisas acontecerem?
Falta audácia, por exemplo, para exercer a nova legitimidade do Estado indutor num mundo fraturado pela desordem neoliberal.
Mas, sobretudo, talvez, a questão principal não esteja na palavra confiança. Ou talvez aquilo que o keyenesianismo chama de confiança tenha uma tradução mais completa na palavra hegemonia.
Hegemonia não se conquista apenas com a boa gestão econômica.
A 'obsessão mórbida pela liquidez' naturalmente lê jornais e acompanha a luta política.
A mídia nativa e a forânea, irmanadas nos mesmos ideais, como se pode observar em episódios recentes, a exemplo do polêmico ajuste do superávit de 2012, borrifa densa neblina de incerteza na sociedade: a macroeconomia do governo não tem coerência, não há consistência no tripé, tampouco viabilidade no longo prazo.
A começar pela alavanca do mercado interno de massa, que se desqualifica e se minimiza. Um fenômeno assistencial 'insustentável', cravam os sábios tucanos e seus aprendizes de orelha e holerite.
A confiança, vista desse mirante, não é um saldo cumulativo de incentivos fiscais, mas um campo conflagrado.
Nada que se contabilize de forma pacífica, linear, como parece acreditar o governo na sua gradual rotina de anúncios e medidas.
A confiança é uma das esferas da luta pela hegemonia. Uma queda de braço bruta, e sem volta, estampada e vocalizada em espiral ascendente pelo dispositivo midiático conservador.
É sobretudo nessa frente que o desempenho de Brasília deixa a desejar.
Desde setembro de 2008, certas coisas ficaram ostensivamente disfuncionais no mundo e na macroeconomia dominante.
Vivemos o esgotamento de um ciclo histórico.
A força da ideologia, porém, ainda mantém a vigência de certos anacronismos no mundo dos vivos, confundindo-se com eles.
O noticiário dispensa-lhes tratamento equivalente e respeitoso. Como se a ordem das coisas permanecesse inalterada, depois que o cemitério do desemprego recebeu as carcaças de 50 milhões de vítimas, dificilmente ressuscitáveis, de um serial killer chamado 'mercados autorreguláveis'.
Vulgo, vale tudo neoliberal.
Os artífices e instrumentos da matança persistem no mundo dos vivos como zumbis históricos e nisso reside o seu maior perigo.
Zumbis são mortos que matam.
No caso brasileiro, extraem a força letal do medo que os vivos tem de ocupar seu papel na história.
E, sobretudo, de erguer a partir daí uma nova hegemonia, capaz de irradiar a confiança num novo ciclo de desenvolvimento.

Postado por Saul Leblon na Carta Maior