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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

SALARIO MÍNIMO




GOVERNO PROPÕE MÍNIMO DE R$ 619,21 EM 2012 E VÊ IMPACTO DE R$ 13,3 BI



A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, entregou nesta manhã ao Congresso Nacional a proposta de Orçamento para o ano de 2012. Segundo a ministra, o salário mínimo proposto pelo governo para o próximo ano é de R$ 619,21, um aumento de 13,6%. O impacto do aumento será de R$ 13,3 bilhões no Orçamento do ano que vem.


O projeto foi entregue ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Ele fará o pronto encaminhamento da proposta à Comissão Mista de Orçamento para a tramitação do projeto. O relator será o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP).


O valor do salário mínimo revelado hoje pela ministra Miriam Belchior é maior do que projetado pelo governo quando do envio da lei de diretrizes orçamentárias (LDO) para 2012 ao Congresso, em abril deste ano. Nos parâmetros utilizados pelo governo para elaboração da LDO, o mínimo previsto era de R$ 616,34.


Lembram no inicio do ano quando publique umas “letrazinhas” sobre salário mínimo que a oposição queira sempre mais do que o Brasil podia pagar, mais uma vez a os partidos de direita no Brasil se equivocam, algo semelhante a crise de 2008, estes senhores que hoje são “protetores dos trabalhadores” nos idos de 2008 queriam que o Brasil fosse mais aberto “liberal”, que o governo não regulasse tanto o mercado, veio a crise iniciada com a bolha imobiliária dos EUA e o pais superou com grandiosidade, mostrando responsabilidade e que os opositores estavam legislando em causa própria, a mesma coisa aconteceu agora, quando Dilma propôs um salário mínimo e uma forma de reajuste anual e eles queria mais do que o proposto e não aceitavam a forma de reajuste, só para atrapalhar, falando que o aumento proposto era de matar de fome os trabalhadores, o que se ver agora são eles calados, as vésperas de uma grave crise mundial, e o Brasil, olha só, quem diria, vai aumentar o salário dos trabalhadores, quero deixar bem claro que não é um justo nem o correto salário, mais os senhores da direita não esperavam por isto, no governo do PT que tem vez é o trabalhador.

De acordo com Mantega, cada R$ 1 de aumento no salário mínimo gera um impacto de R$ 280 milhões nas contas da Previdência. Assim, quando o ajuste no piso do País de R$ 540 para R$ 545 teve um impacto da ordem de R$ 1,4 bilhão nas contas previdenciárias. A mesma Medida Provisória que reajustará o salário mínimo em janeiro de 2011 para R$ 545 trousse a formalização da política de reajuste do piso salarial do País. A lei atual tem uma regra que prevê a correção do mínimo pela inflação, mais a variação do PIB de dois anos antes. A regra valerá, segundo o ministro, até 2015. Algo que era reivindicado pelas principais centrais sindicais.


Lembrando a resistência no Congresso


As centrais sindicais, pressionavam a presidente Dilma Rousseff, pois ameaçam aprovar um valor superior. O deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força Sindical, apresentou emenda à medida provisória para elevar o valor para R$ 580. O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) era outro aliado que tinha proposta para aumentar o mínimo, para R$ 560.


O PSDB, por sua vez, apresentou emenda que aumentaria para R$ 600, conforme era proposto pelo candidato derrotado à Presidência José Serra. A proposta dos tucanos ficou longe de ser aprovada. As desavenças internas no DEM dividiram o partido: parte da bancada não queria nem ouvir falar no valor prometido pelos tucanos, era mais, o PSOL também era proponente de um valor maior.


Não acabou olha a demagogia da burguesia brasileira, poucos dias depois de o governo aprovar na Câmara o novo valor de R$ 545 para o salário mínimo, economistas apontava que era insustentável e nociva às contas públicas a regra de reajuste desta remuneração. Desde 2007, o mínimo varia de acordo com o INPC do ano anterior mais o PIB registrado dois anos antes. De acordo com especialistas ouvidos a época pela Agência Estado, o mais razoável era pagar a inflação e a evolução da produtividade

total do País registradas no ano anterior. Segundo estimativas de alguns técnicos, a produtividade registrada tinha avançado cerca de 1,5% nos últimos anos.


Pela regra atual, os especialistas apontavam um avanço substancial nos próximos anos do déficit do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que atingiu R$ 42,89 bilhões em 2010. Segundo o ministério da Previdência Social, do total de 28 milhões de beneficiários do INSS, 19,3 milhões recebem até um salário mínimo. Nos cálculos de Borges, metade daquele saldo negativo está relacionado diretamente com o salário mínimo, o que equivale a um montante próximo a R$ 21,5 bilhões.


Ai começaram a falar em Impacto fiscal


Argumentavam que o avanço no aumento do mínimo pela atual regra já se tornou uma preocupação dos economistas com o equilíbrio das contas públicas no curto prazo. 'Em 2012, o governo terá que fazer mais um esforço fiscal grande, pois precisará encontrar uma maneira para cobrir os gastos de R$ 22,5 bilhões que surgirão com o aumento do mínimo de R$ 545 para R$ 620 no próximo ano', mas não era isto que os partidos de direita queriam?, Destacou o economista da Tendências Felipe Salto. Ele lembra que em 2003, quando o salário mínimo subiu 9,8% em termos reais, o Poder Executivo precisou fazer alguns cortes para compensar aquele reajuste do vencimento. Os investimentos públicos foram reduzidos em 0,5 pontos porcentuais do PIB e as despesas de custeio diminuíram em 0,3 pontos porcentuais do produto interno bruto.


Hoje, 31 de agosto de 2011, a Presidente divulga que vai aumentar os investimentos no setor produtivo do país. Calou-os ou não?


Mas ainda tem mais, pois na avaliação de outro especialista da direita, uma boa forma de reajustar o mínimo seria o pagamento da inflação mais a produtividade da economia. Contudo, ele acreditava que tal mudança, na prática, só seria avaliada pelo Poder Executivo no ano que vem para entrar em vigor em 2013. 'Está implícito que o governo vai manter a regra atual em 2012, pois foi um dos argumentos utilizados pelas autoridades para aprovar o mínimo de R$ 545 neste ano', ressaltou. Excepcionalmente, o mínimo de 2011 não contou com a alta do PIB dos dois anos anteriores, pois em 2009 o produto interno bruto caiu 0,6%, contraditório não? Isto é a direita no Brasil.


Olha só o que um professor da PUC-RJ declarou em fevereiro: além da regra do reajuste do mínimo ser 'ruim para as contas públicas', seria adequado que uma nova fórmula fosse adotada, que poderia também evitar pressões de alta da inflação decorrentes de elevações muito fortes do vencimento básico da economia. Segundo ele, além da inflação mais a variação da produtividade da economia, seria oportuno subtrair a variação do nível de emprego. 'Desta forma, quando o desemprego aumenta, o indicador apresenta uma alta maior do que a produtividade e o inverso ocorre quando o nível de desocupação cai', afirmava.


De acordo com o Professor, o reajuste também precisava ser desvinculado da remuneração do benefício da Previdência Social, pois tende a elevar com força o déficit do INSS. Ele destacava que 6,8% da população do Brasil tem pelo menos 65 anos e gastava 13% do PIB em aposentadorias e pensões. Que essa realidade raramente tem paralelo em outros países. Segundo o acadêmico, na Alemanha a parcela da população com aquela faixa etária é bem maior, de 20%, mas os gastos são próximos em termos relativos, pois atingem 14% do produto interno bruto. 'O Brasil gastava 15 vezes per capita com aposentadorias e pensões em relação às despesas com ensino médio e fundamental', comentava.


Este dito professor provavelmente queria matar muitos brasileiros de fome, retirando as aposentadorias dos velhos, pois muitas famílias aqui no nordeste tem como renda principal a aposentadoria do INSS.


Alguns economistas ressaltavam em fevereiro de 2011 que o aumento mais vigoroso do mínimo foi importante para diminuir a discrepância de renda no Brasil, que ainda possui um nível ruim de distribuição. 'Não se pode satanizar o salário mínimo', comentava o professor Francisco Lopreato da Unicamp. 'O avanço do mínimo nos últimos oito anos deu o direito à compra e alimentos e outros produtos duráveis a uma parcela grande da população que estava alijada do consumo básico', comentou o professor Francisco Lopreato da Unicamp, 'A adoção do PIB de dois anos anteriores à regra de reajuste do mínimo foi justa. Ela deu um bom tempo para que os empresários pudessem repassar aos trabalhadores um pouco dos benefícios que registraram anteriormente com a expansão da economia', destacou Lopreato.

DE OLHO NO CÓDIGO FLORESTAL

CÓDIGO FLORESTAL NÃO ENCERRA PROCESSO DE REGULAÇÃO DAS QUESTÕES AMBIENTAIS, DIZ MINISTRA DO MEIO AMBIENTE

Segundo Izabella Teixeira, será preciso promover a harmonização da política federal com as políticas estaduais e municipais de meio ambiente

A aprovação do novo Código Florestal Brasileiro, ainda em tramitação no Senado Federal, "não fechará a questão da regulação no meio ambiente", segundo entendimento da ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. Mesmo depois de aprovado, a população, os investidores e os gestores ambientais precisarão compreender o alcance da política ambiental.

– Há muito mais coisas que devem também ser visualizadas na política ambiental, que já conta com a compreensão da nova classe média quanto à necessidade de sustentabilidade no uso dos recursos naturais – disse.

Será necessário, conforme Izabella Teixeira, promover a harmonização da política federal com as políticas estaduais e municipais de meio ambiente.

A ministra participou nesta quarta, dia 31, de uma solenidade no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que comemorou os 30 anos de criação do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).

Entre as questões recorrentes do momento, a ministra cita os danos decorrentes do uso de agrotóxicos, "com a agravante de que entram no país até mesmo por contrabando, e que estão sendo repelidos por muitos agricultores. O Brasil é o país que mais consome esses produtos no mundo e são muito sérios os efeitos negativos que vêm causando à saúde da população".

O debate mundial que está acontecendo sobre o meio ambiente, de acordo com Izabella Teixeira, "tem a ver com o futuro do planeta, mais que com o futuro do meio ambiente em si, por isso, o assunto começa a ganhar espaço em todas as agendas sociais no mundo".

A Amazônia, segundo a ministra, é sempre lembrada como exemplo de patrimônio a ser cuidado, mas é preciso também que cada um conheça a realidade da sua própria cidade, o que está acontecendo com o lixo doméstico, com os rejeitos do comércio e da indústria, que também representam riscos para o meio ambiente.

RELATÓRIO DO SENADOR LUIZ HENRIQUE ALTERA REGRAS DE APPS NO CÓDIGO FLORESTAL

Parlamentar apresentou na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado em reunião nesta quarta, dia 31

O senador Luiz Henrique (PMDB-SC) antecipou, na última terça, dia 30, seu relatório do projeto do novo Código Florestal (PLC 30/11) à bancada do PMDB, que o aprovou por unanimidade, segundo disse. O parlamentar apresentou na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) já na reunião desta quarta, dia 31.

O senador também disse acreditar que o relatório caminhará para a convergência com a proposta da Comissão de Meio Ambiente (CMA), que está sendo relatada ali pelo senador Jorge Viana (PT-AC).

– Nós temos conversado muito e meu desejo é trabalharmos juntos, quem sabe até para operar um só parecer, um parecer comum – declarou.

As principais modificações inseridas por Luiz Henrique são relativas a adequações constitucionais, para garantir segurança jurídica ao texto, afirmou o senador. O senador modificou o que chamou de "polêmico artigo 8º" - que trata da legalização da atividade agrícola em áreas de preservação permanente (APPs), como várzeas e topos de morros, feitas até julho de 2008 - numa tentativa de amenizar os conflitos, já que os ambientalistas o consideram uma anistia aos desmatadores.

A nova redação diz que a intervenção ou supressão de vegetação nativa em APPs somente ocorrerá nas hipóteses de utilidade pública, de interesse social ou de baixo impacto ambiental previstas na lei em discussão, ficando autorizada, exclusivamente, a continuidade das atividades agrossilvopastoris, de ecoturismo e turismo rural em áreas rurais consolidadas até julho de 2008. Também houve a especificação desses conceitos, no artigo 3º.

– Houve a mudança redacional que define o que é utilidade pública, interesse social e baixo impacto ambiental, (o texto) não definia, e estamos definindo claramente. Também não poderá haver outras hipóteses (de uso da área) senão aquelas ali. Isso dá tranquilidade a todos, inclusive ao governo - declarou.
O parlamentar considera ter colocado, com as alterações e detalhamentos, travas que não permitirão "de maneira nenhuma" novos desmatamentos. O relatório, segundo disse, também estabelece as competências dos Estados e do Distrito Federal na aplicação da lei, ou seja, deixa claro que a norma geral compete à União e o detalhamento aos demais entes federados, mas dá poderes aos governadores, além do Presidente da República, de disciplinarem os casos de utilidade pública, interesse social e baixo impacto ambiental.

– A Constituição estabelece que a União trace as normas gerais e os Estados as complementares. E nós cuidamos para que o texto mantenha o mandamento constitucional – declarou.

Uma das modificações propostas pelo senador incluiu como atividade de utilidade pública obras de infraestrutura destinadas aos serviços públicos de transporte, saneamento, energia, estádios e demais instalações necessárias à realização de competições esportivas. Segundo disse Luiz Henrique, a modificação "pretende facilitar a realização da Copa e da Olimpíada".

Fonte: agência senado

COMISSÃO DE AGRICULTURA DO SENADO DEBATE O CÓDIGO FLORESTAL DENTRO DA EXPOINTER

Canal Rural transmite reunião ao vivo, a partir das 14h desta sexta

A Comissão de Agricultura do Senado Federal carregará para dentro da Casa RBS, na Expointer 2011, as discussões sobre o polêmico modelo previsto para o Código Florestal brasileiro.

A partir das 14h desta sexta, dia 2, os membros da comissão se reunirão durante algumas horas dentro da casa para debater pontos que ainda geram dúvidas no que diz respeito à efetividade do código. O Canal Rural irá transmitir o encontro, fechado para o público, e o RuralBR fará o acompanhamento da reunião minuto-a-minuto para os internautas.

Ainda durante a transmissão o público poderá participar através da página do Canal Rural no Facebook, respondendo à enquete: Que pontos do projeto de lei você acha importante que os senadores discutam em profundidade?

Para participar, fique ligado: a enquete será ativada ao mesmo tempo em que começa a reunião, às 14h desta sexta.

DENÚNCIA LÁ DE COXIXOLA

POLUIÇÃO DO AR EM COXIXOLA INTERROMPE AULAS NA ESCOLA ESTADUAL

Na manhã da última quinta-feira (25/08/2011), as aulas da escola estadual Manoel Honorato Sobrinho da Cidade de Coxixola, segundo um professor, foram interrompidas por ação irresponsável de funcionários responsáveis pela limpeza do local que atearam fogo no lixo próximo a escola. A fumaça gerada pelo fogo logo tomou conta d toda a escola e mesmo fechando as janelas ficou impossível continuar as aulas, pois o cheiro era muito forte e com certeza agravaria os problemas de alguns alunos e funcionários que já veem sofrendo com problemas respiratórios. O agravante é que, de acordo com o professor, esta é uma atitude corriqueira dos responsáveis pela limpeza do local. Para não terem o trabalho de apanhar o lixo acumulado e jogar em local apropriado, o qual em Coxixola não dispõe, eles optam por colocar fogo causando indignação na população da cidade e em especial aos alunos da Escola Estadual e de alguns moradores do conjunto habitacional próximo. O professor aindo nos adiantou que a Prefeitura de Coxixola foi informada, mas mesmo pedindo à prefeitura municipal as devidas providencias, não consegue nenhum retorno satisfatório por parte da mesma.
Espero que seja resolvido o mais rápido possível, nossos alunos não podem passar por tal humilação, que seja tomadas medidas corretivas rápidas para que nossos jovens não veja tal exemplo como prática corriqueira e não se sintam impotentes para protestarem contra o errado que encontrarem em toda sua vida, uma idéia seria um protesto pelos alunos contra tal situação.
Alunos fora da escola por causa da poluição do ar em Coxixola-PB

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

BERTOLD BRECHT

PARÁBOLA DE BUDA SOBRE A CASA INCENDIADA

Gautama, o Buda, ensinou
A doutrina da roda da cobiça, à qual estamos atados, e aconselhou
Livrar-se de toda cobiça e assim
Sem ambição penetrar no Nada, que ele denominou Nirvana.
Perguntaram-lhe então um dia seus alunos:
Como é esse Nada, mestre? Todos nós queremos
Livrar-nos de toda cobiça, como nos aconselhas, dize-nos porém
Se esse Nada, no qual então penetraremos
É talvez como o ser-um com tudo criado
Ao deitar-se alguém na água, corpo leve, ao meio-dia
Sem pensamentos quase, com preguiça deitado na água, caindo
No sono, mal sabendo então que puxa a coberta
Afundando rapidamente. Se esse Nada, portanto
É assim contente, um bom Nada, ou se esse teu Nada
É simplesmente um Nada, frio, vazio, sem sentido.
Longamente silenciou o Buda, e disse então displicente:
Nenhuma resposta para vossa pergunta.
Mas à noite, quando haviam partido
Sentado ainda sob o pé de fruta-pão, contou o Buda aos outros
Aos que não haviam perguntado, a seguinte parábola:
Há pouco tempo vi uma casa. Queimava. A chama
Lambia o telhado. Aproximei-me e notei
Que ainda havia pessoas dentro. Cheguei à porta e gritei-lhes
Que o telhado estava em fogo, incitando-as assim
A sair rapidamente. Mas as pessoas
Pareciam não ter pressa. Uma delas me perguntou
Enquanto o calor lhe chamuscava a sobrancelha
Se não soprava o vento, se não havia uma outra casa
E coisas assim. Sem responder
Afastei-me novamente. Estes, pensei
Têm que queimar, até parar de fazer perguntas. Em verdade, amigos
Àquele que ainda não sente o chão bastante quente
Para trocá-lo por qualquer outro, em vez de lá ficar, a este
Nada tenho a dizer. Assim fez Gautama, o Buda.
Mas também nós, não mais ocupados com a arte de suportar
Antes ocupados com a arte de não suportar, e apresentando
Sugestões várias de natureza terrena, e aos homens ensinando
A desvencilhar-se dos tormentadores humanos, achamos que àqueles que
À vista dos iminentes esquadrões de bombardeiros do Capital gastam
tempo a perguntar
Como pensamos em fazer isto, como imaginamos aquilo
E o que será de suas economias e de seus trajes de domingo após uma
reviravolta
Nada temos a dizer.

Bertold Brecht
Poemas – 1913-1956 (pg. 171-72, ed 34, trad Paulo César Souza)

COMO PENSAR UMA SOCIEDADE QUE ESTAR ESCUTANDO O SOM DE HOJE?

Triste realidade

Uma análise da evolução da relação homem - mulher, através das músicas que marcaram época.
Vejam como os quarentões e cinquentões de hoje tratavam seus amores de ontem.

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Década de 30:

Ele, de terno cinza e chapéu panamá, em frente à vila onde ela mora, canta:

"Tu és, divina e graciosa, estátua majestosa! Do amor por Deus esculturada.
És formada com o ardor da alma da mais linda flor,
de mais ativo olor, na vida é a preferida pelo beija-flor...."


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Década de 40:

Ele ajeita seu relógio Pateck Philip na algibeira,escreve para Rádio Nacional e,
manda oferecer a ela uma linda música:

"A deusa da minha rua, tem os olhos onde a lua, costuma se embriagar. Nos seus olhos eu suponho,
que o sol num dourado sonho, vai claridade buscar"


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Década de 50:

Ele pede ao cantor da boate que ofereça a ela a interpretação de uma bela bossa:
"
Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça.
É ela a menina que vem e que passa, no doce balanço a caminho do mar.
Moça do corpo dourado, do sol de Ipanema. O teu balançado é mais que um poema.

É a coisa mais linda que eu já vi passar."


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Década de 60:

Ele aparece na casa dela com um compacto simples embaixo do braço,
ajeita a calça Lee e coloca na vitrola uma música papo firme:

"Nem mesmo o céu, nem as estrelas, nem mesmo o mar e o infinito não é maior que o meu amor, nem
mais bonito. Me desespero a procurar alguma forma de lhe falar, como é grande o meu amor por você...."

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Década de 70:

Ele chega em seu fusca, com roda tala larga, sacode o cabelão,
abre porta pra mina entrar e bota uma melô jóia no toca-fitas:

"Foi assim, como ver o mar, a primeira vez que os meus olhos se viram no teu olhar....

Quando eu mergulhei no azul do mar, sabia que era amor e vinha pra ficar...."


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Década de 80:

Ele telefona pra ela e deixa rolar um:

"Fonte de mel, nos olhos de gueixa, Kabuki, máscara. Choque entre o azul e o cacho de acácias,

luz das acácias, você é mãe do sol. Linda...."


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Década de 90:

Ele liga pra ela e deixa gravada uma música na secretária eletrônica:

"Bem que se quis, depois de tudo ainda ser feliz. Mas já não há caminhos pra voltar.

E o que é que a vida fez da nossa vida? O que é que a gente não faz por amor?"


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Em 2001:

Ele captura na internet um batidão legal e manda pra ela, por e-mail:

"Tchutchuca! Vem aqui com o teu Tigrão. Vou te jogar na cama e te dar muita pressão!
Eu vou passar cerol na mão, vou sim, vou sim! Eu vou te cortar na mão!
Vou sim, vou sim! Vou aparar pela rabiola! Vou sim, vou sim"!


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Em 2002:

Ele manda um e-mail oferecendo uma música:

"Só as cachorras! Hu Hu Hu Hu Hu!
As preparadas! Hu Hu Hu Hu!

As poposudas! Hu Hu Hu Hu Hu!"


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Em 2003:

Ele oferece uma música no baile:

"Pocotó pocotó pocotó...minha éguinha pocotó!


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Em 2004:

Ele a chama p/ dançar no meio da pista:

"Ah! Que isso? Elas estão descontroladas! Ah! Que isso? Elas Estão descontroladas!

Ela sobe, ela desce, ela da uma rodada, elas estão descontroladas!"


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Em 2005:

Ele resolve mandar um convite para ela, através da rádio:
"
Hoje é festa lá no meu apê, pode aparecer, vai rolar bunda lele!"
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Em 2006:

Ele a convida para curtir um baile ao som da música mais pedida e tocada no país:

"Tô ficando atoladinha, tô ficando atoladinha, tô ficando atoladinha!!!
Calma, calma foguetinha!!! Piriri Piriri Piriri, alguém ligou p/ mim!"


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Em 2010:

Ele encosta com seu carro com o porta-malas cheio de som e no máximo volume:

" Chapeuzinho pra onde você vai, diz aí menina que eu vou atrás.
Pra que você quer saber?
Eu sou o lobo mau, au, au
Eu sou o lobo mau, au, au
E o que você vai fazer?
Vou te comer, vou te comer, vou te comer,
Vou te comer, vou te comer, vou te comer,
Vou te comer, vou te comer, vou te comer"

"SERÁ QUE AINDA É POSSÍVEL PIORAR?"

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

O QUE PENSAR DE VOCÊ?

Início de uma nova era deverá ser construída dentro da sociedade em que vivemos, esta um dia irar nascer, para realmente desabrochar teremos que nos ver como sujeito modificando o meio, pronto para ser atuante, acabando com uma hipócrita moralidade que se instalou por um punhado de gentinha, denominadas de “grandes” diante de um povo, promovendo alienação constante, permanecendo com a gigantesca força da massa adormecida.

Para acabar com isto, teremos que nos analisar, pois não devemos encanta-se ao ver um senhor com muito dinheiro no bolso, de fala calma, apertando sua mão de tempos em tempos, que sita algo sobre seus problemas, mas não procura solucioná-los nas suas raízes, que sempre tem cinqüenta reais na mão e lhe “dar”...


Se começarmos a perceber que você: não vai a casa deste senhor, não comemora o São João com ele e sua turma, o natal você só escuta o estampido da pólvora, a porta da casa do "grande" senhor sempre fechada, anda em meios (carros) que você mal sabe como conseguiram, pois mãos calejadas não as têm, rostos marcados por jurema e sol nunca se viu, cuidado. Continuamos a análise, pois os filhos deles estão em escolas diferentes (sempre particulares) das que eles cuidam/administram, nestas são nossos filhos que estudam, entre tantos outros sinais.


Parem e pensem, você trabalha de sol a sol e não tem o que eles esbanjam, você tem calos nas mãos e não tem a casa (ou casas) parecida com a que eles têm. Este senhor ou senhores falam que estão fazendo o bem para o povo. Mas que bem? Que povo? E você não é povo? O pior é que às vezes você votou neles.


Cuidado você poderá estar sendo um...

O Analfabeto Político
O pior analfabeto é o analfabeto político.
Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão,
do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio
dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia
a política. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta,
o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista,
pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo.

Autor: Bertold Brecht

Para refletimos um pouco mais sobre o que somos? Para quem trabalhamos? Quem trabalha para nós? Qual o nosso papel na sociedade? Que sociedade é esta?


PERGUNTAS DE UM TRABALHADOR QUE LÊ
Quem
construiu a Tebas de sete portas?
Nos livros estão nomes de reis.
Arrastaram eles os blocos de pedra?
E a Babilônia varias vezes destruída
Quem a reconstruiu tantas vezes? Em que casas
Da Lima dourada moravam os construtores?
Para onde foram os pedreiros, na noite em que
a Muralha da China ficou pronta?
A grande Roma esta cheia de arcos do triunfo
Quem os ergueu? Sobre quem
Triumfaram os Cesares? A decantada Bizancio
Tinha somente palácios para os seus habitantes? Mesmo
na lendária Atlântida
Os que se afogavam gritaram por seus escravos
Na noite em que o mar a tragou.
O jovem Alexandre conquistou a Índia.
Sozinho?
César bateu os gauleses.
Não levava sequer um cozinheiro?
Filipe da Espanha chorou, quando sua Armada
Naufragou. Ninguém mais chorou?
Frederico II venceu a Guerra dos Sete Anos.
Quem venceu alem dele?

Cada pagina uma vitoria.
Quem cozinhava o banquete?
A cada dez anos um grande Homem.
Quem pagava a conta?

Tantas histórias.
Tantas questões.

Autor: Bertold Brecht.

CUIDADO...OLHA ABAIXO...

quarta-feira, 20 de julho de 2011

BOLSA FAMÍLIA TRANSFERE R$ 1,4 BILHÃO AOS BENEFICIÁRIOS EM TODO O PAÍS

“PARA OS RICOS TERMOS ISSO É IGUAL A UM COICE DE JUMENTA PARIDA, MAS NÃO PASSA DE SOCIALISMO PURO E LEGÍTIMO. É ASSIM QUE SE TEM QUE GOVERNAR APOIANDO A GRANDE PRODUÇÃO, ALAVANCANDO PEQUENOS PRODUTORES E SOCORRENDO QUE AINDA TEM FOME.” Genilson.

Pagamento de julho já começou e vai até 29 deste mês. Cerca de 50 milhões de pessoas, quase 13 milhões de famílias, recebem o benefício de transferência de renda do Governo Federal

Um montante superior a R$ 1,4 bilhão estará à disposição de cerca de 50 milhões de brasileiros pobres de todos os municípios até 29 de julho. O valor se refere ao pagamento deste mês do Programa Bolsa Família, do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). Metade desses recursos se destina à Região Nordeste e representa importante contribuição para a redução da pobreza.

O efeito do programa na economia do País é apontado por diversos especialistas. Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), por exemplo, mostra que, para cada R$ 1 investido pelo Governo Federal no Bolsa Família, o Produto Interno Bruto (PIB) aumenta em R$ 1,44. A quase totalidade do dinheiro transferido é aplicado no consumo. Essa destinação movimenta a economia local, especialmente em localidades distantes dos centros urbanos.

Esses resultados confirmam que o programa, que tem por objetivo combater a fome e a pobreza, ajuda também a reduzir a desigualdade. Do total de 12,9 milhões de famílias atendidas, 1,6 milhão está na Bahia (veja informação por estado e região abaixo). Estados como São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco e Ceará têm mais de um milhão de famílias beneficiadas.


A complementação de renda, com o pagamento do benefício, se alia ao cumprimento de condições nas áreas de educação e saúde. Frequência escolar abaixo dos índices exigidos, falta de acompanhamento de pré-natal e criança sem vacinar podem levar ao bloqueio e ao cancelamento do benefício. A atualização cadastral permanente, ou pelo menos a cada dois anos, é outro compromisso da população atendida. Tanto os gestores do Bolsa Família nos municípios quanto os beneficiários devem ficar atentos a esses três itens para evitar o cancelamento do programa.

Toda família com renda mensal por integrante de até R$ 140 tem direito ao Bolsa Família. Quem ainda não recebe o benefício, que varia de R$ 32 a R$ 242, e se enquadra no critério deve solicitar à prefeitura de sua cidade a inscrição no Cadastro Único.


Roseli Garcia

Ascom/MDS
(61) 3433-1106

Fonte: www.mds.gov.br/saladeimprensa