RÁDIO COXIXOLA WEB

sábado, 14 de maio de 2011

RICARDO COUTINHO CHEGA NO CARIRI ASSINANDO PROJETOS E DISTRIBUINDO PEIXE E PALMA EM SUMÉ

O governador Ricardo Coutinho na companhia de Roberto Vital do Cooperar assinaram vários projetos do Cooperar para os municípios de Caraúbas, Congo, Prata, São João do Tigre, São José dos Cordeiros, Serra Branca e Sumé. O valor dos projetos soma um total de R$ 883.541, 28. Além disso, 50 mil alevinos foram distribuídos e 2000 raquetes de palma resistente a cochonilha do carmim para montagem de campos de produção de “sementes” com agricultores familiares da Região, como Seu Miro e Vavá, ambos da cidade de Parari, estas raquetes serão trabalhadas e multiplicadas com a assistência técnica da EMATER.
Deputados, prefeitos, vereadores e personalidades influentes e importantes da região, como os ex-prefeitos Givaldo Limeira de Coxixola e Tadeu Caluête de Parari, o prefeito de São José dos Cordeiros Fernando e o seu fiel secretário, o Senhor secretário de Serra Branca Drº Leo, o prefeito do Congo, Amparo, Camalaú, Caraúbas, entre tantos, marcaram presença. Enquanto uns discursavam, os mais variados pleitos eram solicitados ao governador.

Diante de tudo isso o que fica é a impressão que um simples e humilde Agricultor Familiar dos confins do cariri, como Seu Miro (Germires Firmino) do Sitio Riacho do Estevão, em Parari-PB, que recebe atendimento continuo da EMATER, hoje “não durmo porque nunca tinha visto de perto um governador e ainda apetou minha mão e disse que era para eu pranta para acaba com a praga da paima”.


quarta-feira, 11 de maio de 2011

QUANTO A PREFEITURA MUNICIPAL DE COXIXOLA RECEBEU ATÉ AGORA

DEMONSTRATIVO DE DISTRIBUIÇÃO DA ARRECADAÇÃO

SISBB - Sistema de Informações Banco do Brasil

MUNICÍPIO DE COXIXOLA – PB ANO 2011

PERIÓDO DE 1º DE JANEIRO A 11 DE MAIO

TOTAL DOS REPASSES NO MÊS DE JANEIRO


DEBITO BENEF.

115.709,58 D


CREDITO BENEF.

590.046,13 C

TOTAL DOS REPASSES NO MÊS DE FEVEREIRO


DEBITO BENEF.

120.661,28 D


CREDITO BENEF.

612.220,26 C



TOTAL DOS REPASSES NO MÊS DE MARÇO


DEBITO BENEF.

91.038,73 D


CREDITO BENEF.

466.437,34 C

TOTAL DOS REPASSES NO MÊS DE ABRIL


DEBITO BENEF.

106.623,73 D


CREDITO BENEF.

553.895,74 C

TOTAL DOS REPASSES ATÉ 11 DE MAIO


DEBITO BENEF.

81.190,55 D


CREDITO BENEF.

402.669,36 C

TOTAL CRÉDITO BENEF. R$ 2.625.268,83

EDUCAÇÃO

O JORNAL NACIONAL (DA REDE ESGOTO) APRESENTA ESTA SEMANA UMA SÉRIE ESPECIAL DE REPORTAGENS SOBRE OS MAIORES PROBLEMAS DA EDUCAÇÃO NO BRASIL.

“Sem educação, o horizonte costuma ser mais curto”. A reportagem mostra que estado se encontra a educação de base e media do Brasil, uma reportagem cheia de entrelinhas por parte da Rede Globo, mas que mostra uma triste realidade de nosso país, que se aplica muito bem em cidades como Coxixola e Parari.

O texto a segui são fragmentos de todos os capítulos da reportagem especial desta semana, que merecem uma reflexão sobre o cenário vivido nestas escolas e o que podemos fazer para melhorar a situação.

A educação no Brasil ainda pede socorro. São maioria os estudantes que concluem o ensino fundamental e o ensino médio sem aprender.

Isso significa que 23 anos depois da Constituição que garantiu educação gratuita e de qualidade para todos, continuamos roubando o futuro de milhões de crianças e adolescentes.

O investimento em educação, que durante muito tempo girou na casa de 2,5% do PIB, se aproximou de 5% nos últimos anos e deve chegar a 7% até o fim da década, de acordo com o novo Plano Nacional de Educação.

O aumento é considerado essencial para qualificar diretores e professores, reestruturar a carreira dos docentes para atrair profissionais bem qualificados e garantir uma infraestrutura melhor.

Mas isso não basta. Segundo especialistas, é preciso também combater o desvio de verbas e os problemas de gestão nas escolas, que impedem que o dinheiro investido se traduza de fato em melhoria do aprendizado.

ENTENDA OS DIFERENTES NÍVEIS DE ALFABETIZAÇÃO:

ANALFABETISMO – Corresponde à condição dos que não conseguem realizar tarefas simples que envolvem a leitura de palavras e frases – ainda que uma parcela destes consiga ler números familiares (números de telefone, preços etc.);

ALFABETISMO RUDIMENTAR - Corresponde à capacidade de localizar uma informação explícita em textos curtos e familiares (como um anúncio ou pequena carta), ler e escrever números usuais e realizar operações simples, como manusear dinheiro para o pagamento de pequenas quantias ou fazer medidas de comprimento usando a fita métrica;

ALFABETISMO BÁSICO – As pessoas classificadas neste nível podem ser consideradas funcionalmente alfabetizadas, pois já leem e compreendem textos de média extensão, localizam informações mesmo que seja necessário realizar pequenas inferências, leem números na casa dos milhões, resolvem problemas envolvendo uma sequência simples de operações e têm noção de proporcionalidade. Mostram, no entanto, limitações quando as operações requeridas envolvem maior número de elementos, etapas ou relações;

ALFABETISMO PLENO (só 25% dos brasileiros!) - Classificadas neste nível estão as pessoas cujas habilidades não mais impõem restrições para compreender e interpretar textos em situações usuais: leem textos mais longos, analisando e relacionando suas partes, comparam e avaliam informações, distinguem fato de opinião, realizam inferências e sínteses. Quanto à matemática, resolvem problemas que exigem maior planejamento e controle, envolvendo percentuais, proporções e cálculo de área, além de interpretar tabelas de dupla entrada, mapas e gráficos.

Fonte: INAF 2009/Instituto Paulo Montenegro (população de 15 a 64 anos)

O QUE É O IDBE?

Ideb – índice de desenvolvimento da educação básica – foi criado pelo MEC em 2007, com dados retroativos a 2005. Tem escala de zero a dez e sintetiza dois conceitos para medir a qualidade da educação: aprovação e média de desempenho dos estudantes em língua portuguesa e matemática. O indicador é calculado a partir dos dados sobre aprovação escolar, obtidos no Censo Escolar, e médias de desempenho nas avaliações do Inep, o Saeb e a Prova Brasil.

A meta do Brasil é atingir a nota 6 (média dos países da OCDE) em 2022, ano do bicentenário da Independência.

Fonte: Inep

Veja porque temos que melhorar nossas escolas. 85% dos estudantes brasileiros frequentam escolas públicas. Na média, elas têm desempenho pior do que as particulares. Mas são as que mais avançam. As escolas particulares praticamente não conseguiram melhorar o Ideb nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio.

IDEB

PÚBLICAS 2005 2009

1o ao 5o ano 3,6 4,4

6o ao 9o ano 3,2 3,7

Ensino Médio 3,1 3,4
PRIVADAS 2005 2009

1o ao 5o ano 5,9 6,4

6o ao 9o ano 5,8 5,9

Ensino Médio 5,6 5,6

Fonte: Saeb/Censo Escolar

ESCOLA PAGA NÃO É GARANTIA DE ESCOLA BOA

Apesar de mais bem avaliadas, escolas particulares não são sinônimo de qualidade. Veja a história da bancária Adriana Ferreira e do filho dela (ver no site do jornal). Ele estudou cinco anos em um colégio particular, tirava notas boas, mas não aprendia.

VENCER A INÉRCIA

Não é fácil mudar a realidade. A equipe de gestores da centenária escola Firmina Sobreira, em Teresina, sabe disso. A diretora Vilma Pimentel, a diretora-adjunta Alaine Pinheiro e a coordenadora pedagógica Alice Brandão contam que assumiram a administração de uma escola em frangalhos. “faltam carteiras que os próprios alunos quebram, mas por quê? Estas nos corredores sem aluas, não tem professoras nas salas, nãos tem pessoal para circular no apoio, e as aulas perdidas não tem como recuperar, pois as aulas repostas nunca são como deveriam ser” a firma a diretora.

Apesar dos esforços para melhorar o aprendizado, esbarram na falta de estrutura e nas dificuldades enfrentadas pelos alunos para avançar.


APENAS 25% DOS ALUNOS QUE TERMINAM O FUNDAMENTAL APRENDEM O QUE DEVIAM DA LÍNGUA PORTUGUESA

No Brasil, mais de 700 mil crianças de 6 a 14 anos ainda estão fora da escola. Na escala de 0 a 10 do Ideb, o indicador de qualidade do MEC, a média dos estudantes do 5° ano foi 4,6, em 2009.

O Brasil do presente e o futuro do país passam pelo quarteirão do mercado financeiro de São Paulo, que movimenta bilhões de reais por dia.

Mas o que crianças da região vão ser quando crescerem? “Vai ficar que nem o pai, puxador de carroça, catador de papelão”, disse um catador. Sem endereço fixo, o pai diz que não consegue matricular os filhos.

No Brasil, mais de 700 mil crianças de 6 a 14 anos ainda estão fora da escola. Apesar da ampliação do ensino fundamental de oito para nove anos, nem todos os que frequentam a sala de aula aprendem.

No 5° ano, muitos ainda não conseguem ler. O Pará é o estado em que alunos do 5° ano tiveram pior desempenho no Ideb. O número combina o resultado das provas oficiais com o índice de aprovação. Na escala de 0 a 10, a média dos estudantes brasileiros do 5° ano foi 4,6 em 2009. O Pará ficou com 3,6. “A maioria dos alunos está saindo do 5° anos sem saber ler. Descobrir palavras conseguem, interpretar o que lê é que está o grande problema”, destacou o professor Haroldo Gonçalves.

Os alunos percorrem grandes distâncias para chegar à escola, onde 30% dos professores não têm nível superior.

Os primeiros anos do ensino fundamental são a base para toda a vida escolar. Foi nessa etapa que a educação brasileira mais avançou recentemente. Mas ainda estamos longe de atingir uma meta importante: alfabetizar todas as crianças até 8 anos.

Dos 4 aos 8 anos, a área do cérebro responsável pela linguagem está em plena atividade. Se compararmos com a rede elétrica de uma casa em construção, é a hora de fazer o máximo de conexões. Quanto mais tomadas instaladas, maior a capacidade de fazer ligações no futuro.

E a criança que não se alfabetiza no tempo certo? “Tarefas de leitura e escrita serão tarefas que exigirão sempre muito esforço dela. E possivelmente ela não venha a ter a mesma habilidade que aquela que iniciou na idade mais apropriada”, explicou a psicóloga Nadia Aparecida Bossa.

O resultado é que no Brasil só 34% dos alunos que terminam o 5º ano sabem português como deveriam. No fim do ensino fundamental, o aproveitamento é ainda pior: 26%.

A possível explicação para o problema está na porta de uma escola em São Paulo. “A gente está saindo mais cedo, todo dia. Falta de professor. Venho na escola para aprender e não para sair mais cedo”, contou um aluno de 11 anos.

Em Maceió, o retrato do desinteresse: centenas de carteiras quebradas com menos de dois anos de uso. Do pátio à secretaria, faltam funcionários. “Eu fico no portão, eu ajudo na merenda. A gente funciona porque a escola precisa funcionar, mas é difícil”, relatou a diretora de escola.

Em outra escola, ameaçado por bandidos, o porteiro foi embora. No lugar dele, estava um aluno. “O diretor mandou eu ficar aqui fechando o portão. Quando chegar algum aluno, abrir o portão para eles entrarem. A minha aula pelo momento não estou assistindo”, disse LFM, de 17 anos.

“A gente está levando o problema para a secretaria e espero que ela resolva o mais rápido possível”, declarou o diretor.

Com nota 2,9, Alagoas ocupa o último lugar no ranking do Ideb no fim do ensino fundamental, bem abaixo da média brasileira: 4,0.

A falta de estrutura nem é o maior problema. Estamos em 2011, mas alguns alunos ainda não saíram de 2010. As aulas que começaram no ano passado só vão terminar em julho, com sete meses de atraso. Em Alagoas, o calendário também virou inimigo do ensino. Foram seis greves nos últimos quatro anos.

“O pessoal das outras escolas passando e a gente aqui ficando. É ruim”, disse JT, de 15 anos.

“Fico sem vontade até de estudar, já pensei até em desistir”, desabafou outro aluno.

O exemplo não vem de cima. No mural, um erro de português é o sinal da falta de cuidado com a educação.

“Em um futuro bem próximo que alunos estamos formando? Sem vontade pela leitura, sem gosto pela leitura. A culpa talvez seja nossa, a culpa é da escola, a culpa é da sociedade, quem culpar?”, questionou um professor.

CÓDIGO FLORESTAL

O CÓDIGO

Veja a foto acima, é isto que em resumo os ruralista querem.

Ruralistas tratam Código Florestal com descaso ao querer votar um texto que ninguém conhece. É hora de Dilma aparecer com mais força nessa discussão.

Nesta quarta-feira, o dia começou cedo no Congresso. Às 9h da manhã, o plenário já estava cheio: foi quando teve início a sessão extraordinária na qual seria votada a proposta dos ruralistas para o Código Florestal. Deputados, jornalistas e sociedade civil estavam lá em peso, os parlamentares começaram a subir, um a um, no palanque para discursar sobre o assunto. Só uma ausência chamou atenção: a do próprio projeto que seria votado. Ninguém ali tinha a mais vaga idéia do que estava escrito no texto final.

A cena fala por si só: pouco importa o que está escrito na proposta. Maioria na Câmara, a bancada ruralista arbitrariamente deu por encerrado o debate sobre o Código Florestal e tentou, mais uma vez, votar na marra a lei que vai definir o futuro do Brasil. Construída por seus pares e redigido pelo neoruralista deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), a proposta original abre espaço para mais desmatamento e garante impunidade a quem cometeu crimes ambientais.

Olhando de longe, parece que todos os lados conseguiram um acordo. Mas basta chegar mais perto para ver que o assunto ainda gera infinitas perguntas e críticas de todos os lados. Inclusive do governo. Desde a semana passada, alguns braços direito da presidente Dilma Rousseff são vistos com freqüência pelos corredores da Câmara. Os ministros Antônio Palocci, da Casa Civil, Izabella Teixeira, do Meio Ambiente, e o vice-presidente Michel Temer entram e saem de reuniões tentando um consenso na proposta.

A ciência fez seu papel. A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC) entregaram aos parlamentares um extenso estudo que mostra como a produção agropecuária depende da preservação das florestas. A agricultura familiar também se posicionou, pedindo o fim do desmatamento e o tratamento diferenciado a eles.

Relator do projeto, Aldo Rebelo encontrou com cada um desses atores. Mas, ao que parece, as conversas entraram por um ouvido e saíram pelo outro. Ele reescreveu umas linhas na proposta, mas continuou recebendo uma saraivada de críticas: a anistia aos desmatadores e as brechas para mais destruição não saem das entrelinhas. A teimosia de Aldo fez com que o processo emperrasse uma série de vezes. Uma mostra clara de que essa discussão atropelada está para lá de imatura e que o país está sendo vítima de uma temeridade, com a Câmara aprovando de forma açodada uma mudança na legislação ambiental que pode trazer impactos negativos ao Brasil pelos próximos 1000 anos.

Muito mais que um emaranhado de artigos, parágrafos e letras, o Código Florestal diz respeito ao Brasil que queremos ser no futuro: uma nação que devastou seus recursos naturais em nome do lucro de poucos ou a primeira potência econômica e ambiental do planeta?

Nos últimos anos, demos alguns sinais de que podemos alcançar a segunda opção. O desmatamento na Amazônia teve uma queda jamais vista, e assumimos internacionalmente o compromisso de reduzir nossas emissões – que vêm principalmente da destruição das nossas florestas.

Caso o Código Florestal dos ruralistas seja aprovado e o desmatamento volte a subir, Dilma vai ter que se explicar não só para os brasileiros, mas para o mundo. Ela já percebeu isso, tanto que enviou seus ministros para acompanhar a discussão no Congresso. Mas não adiantou. É hora de a presidente desligar, de vez, a motosserra do Congresso e puxar o Brasil para um futuro verde, limpo e rico. Para nós mesmos e para as próximas gerações.

CÓDIGO FLORESTAL E PROPOSTAS DE ALTERAÇÃO EM ANÁLISE

Código Florestal e Propostas de Alteração em Análise: negociações continuam e votação fica para esta quarta

A sessão do Plenário está marcada às 9 horas, mas o texto só deverá estar pronto para votação após o meio-dia.

Após um dia de discussões entre lideranças do governo e da oposição, a votação do novo Código Florestal (PL 1876/99 e outros) foi adiada para a manhã desta quarta-feira (11). Segundo o líder do governo, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), o único ponto de divergência diz respeito à reserva legal nas propriedades de até quatro módulos fiscais.

Para o relator da proposta, deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), todas essas propriedades devem ficar isentas da obrigação de manterem a reserva, e na noite desta terça-feira (10) ele disse que iria manter essa proposta no relatório. Já para o governo, a regra deve valer apenas para os agricultores familiares e para as cooperativas rurais.

Na opinião do líder do governo, a divergência não é fundamental. “Tudo que o governo considera essencial foi incluído no relatório. Não haverá mais anistia, serão mantidas as áreas de preservação permanente (APPs) e serão previstas punições rígidas para quem descumprir a lei”, disse Vaccarezza.

Quanto às APPs, as duas partes concordaram em manter as regras atuais, mas com uma alteração – nas margens de rios com até 10 metros de largura, poderão ser recompostos apenas 15 metros, e não 30, como prevê a lei atualmente (4.771/65). Esse era outro ponto de discórdia com o governo, que defendia a regra vigente.

Além disso, o relatório de Aldo Rebelo previa uma série de atividades que poderiam ser realizadas em APPs. A autorização para o desmatamento dessas áreas também seria transferida da União para os municípios. Para se chegar a um acordo, decidiu-se que serão listadas, na lei e por decreto, as atividades autorizadas nessas áreas de preservação.


Mesmo sem acordo, o relator afirmou que a matéria será votada nesta quarta. A sessão começa às 9 horas, mas Vaccarezza acredita que o texto estará pronto para votação a partir das 12 horas.

Negociações

As intensas negociações sobre o Código Florestal marcaram o dia na Câmara. Em meio a sucessivas reuniões, o relator Aldo Rebelo chegou a garantir que a proposta seria votada nesta terça-feira, mas a falta de um acordo sobre 100% do texto adiou a decisão final.


O Plenário acabou votando apenas a MP 518/10, que cria o cadastro positivo com dados sobre pagamentos em dia. “Aqui só votamos medidas provisórias. É o Executivo querendo impor sua agenda”, criticou o líder do PSDB, deputado Duarte Nogueira (SP), que acusou o governo de impedir a votação do código.

O líder da Minoria, Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), fez coro às críticas. “O acordo já se deu há muito tempo e, quanto mais o tempo passa, mais cresce a impressão de que o governo não quer votar o código”, afirmou, na tarde desta terça.

Também houve cobrança para que o relator apresentasse o texto, o que permitiria que os partidos sugerissem mudanças. “O DEM não vai abrir mão de fazer sugestões para melhorar o projeto”, disse o líder do partido, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (BA).


“O texto é técnico e complexo. Com a sua leitura, poderemos apresentar algumas emendas e chegar a um consenso”, acrescentou o líder do PPS, deputado Rubens Bueno (PR).

Protesto
Durante as negociações, integrantes do Greenpeace e de outras entidades de defesa do meio ambiente realizaram um protesto no Salão Verde contra o novo Código Florestal.

Para a representante da Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi), Miriam Prochnow, a proposta do deputado Aldo Rebelo privilegia os proprietários rurais que já devastaram áreas que deveriam ter sido protegidas. “O relator vive dizendo que fez acordo com a sociedade, mas isso não é verdade. Até apoiamos um novo código, desde que seja debatido de forma séria”, disse.

'Agência Câmara de Notícias'